{"type":"rich","version":"1.0","provider_name":"Transistor","provider_url":"https://transistor.fm","author_name":"Decantando Ideias","title":"Decantando Ideias #36: Visão ou vaidade?","html":"<iframe width=\"100%\" height=\"180\" frameborder=\"no\" scrolling=\"no\" seamless src=\"https://share.transistor.fm/e/73d0ff86\"></iframe>","width":"100%","height":180,"duration":862,"description":"Nesta edição do Decantando Ideias, Alexandre de Salles explora um dos dilemas mais silenciosos — e mais caros — da liderança: o momento em que a clareza estratégica deixa de iluminar o caminho coletivo e passa a proteger a identidade de quem a carrega.\nA percepção precoce é um dom real. A capacidade de sentir antes, de ler o que os números ainda não dizem, de perceber o que a sala ainda não ousou nomear — essa habilidade define trajetórias e salva organizações. Mas há um deslizamento quase imperceptível que pode contaminar esse dom: o momento em que o líder para de provar o vinho que está na taça e começa a confirmar o vinho que já esperava encontrar.\nComo o sommelier que, após décadas de paladar apurado, um dia senta diante de uma taça desconhecida e decide que já sabe o que está ali — a visão, sem fricção e sem humildade, pode oxidar em vaidade. Não a vaidade do cargo ou do espelho. A vaidade epistemológica: a crença silenciosa de que o próprio olhar não precisa mais ser calibrado.\nA provocação é direta: quanto mais vezes você esteve certo, mais perigosa se torna a sua certeza.Uma conversa sobre o ponto cego do visionário, a sedução da certeza acumulada e a disposição mais rara da liderança madura: manter viva a suspeita sobre a própria clareza — e continuar degustando com o espanto honesto de quem prova pela primeira vez.","thumbnail_url":"https://img.transistorcdn.com/dJdBS2g2IYG0up5YuVXniUpiA4zGZAMcOOrbIPlZnUA/rs:fill:0:0:1/w:400/h:400/q:60/mb:500000/aHR0cHM6Ly9pbWct/dXBsb2FkLXByb2R1/Y3Rpb24udHJhbnNp/c3Rvci5mbS84YzIz/NDhiOTQwNTNjNGMz/MTdlMGZkNjQxZmY2/NjliZC5wbmc.webp","thumbnail_width":300,"thumbnail_height":300}