Ligar a TV para ter um "barulho de fundo", rolar o feed do celular sem parar até dormir ou sentir um aperto no peito diante da ausência de planos para o fim de semana. Se você já viveu alguma dessas situações, não está sozinho. Em uma rotina dominada por notificações e estímulos digitais ininterruptos, o silêncio passou a ser interpretado pelo cérebro de muitas pessoas como um sinal de alerta.
Pesquisas e especialistas em saúde mental alertam que a dificuldade em lidar com a solidão - e até a presença da chamada autofobia (o pavor do isolamento) - está diretamente ligada ao ritmo acelerado da vida moderna. Quando os ruídos externos silenciam, os pensamentos internos ganham força, transformando o momento de estar sós em um gatilho para a ansiedade, a dependência emocional e a sensação de desamparo.
Mas onde termina a solidão dolorosa e onde começa a solitude transformadora? Como a incapacidade de habitar a própria companhia molda relacionamentos baseados no medo e não no afeto?
Para responder a essas perguntas e ensinar formas práticas de transformar a solitude em um porto seguro, a apresentadora Renata Zacaroni e as jornalistas Flaviane Paixão e Renatinha Nunes recebem a psicóloga Andréa Aguiar, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia do Esquema.