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MONICA DE BOLLE: QUAIS OS DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA? - 20 Minutos Entrevista

Monica de Bolle é formada em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em economia pela London School of Economics and Political Science, é conselheira internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). Pesquisadora sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, é professora na Escola de Estudos Avançados Internacionais da Universidade Johns Hopkins. Durante a pandemia da COVID-19, ela se especializou em imunologia, genética e bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard. Antes de ingressar no Instituto Peterson, Monica de Bolle foi professora de macroeconomia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e economista do Fundo Monetário Internacional, entre outras atividades. Mônica é autora e de vários livros sobre a economia global e os desafios políticos do Brasil, incluindo “Como matar a borboleta azul: uma crônica da Era Dilma” e “O futuro da manufatura brasileira: o debate da desindustrialização”.

Como ocorre praticamente desde os anos 90, mais uma vez o debate econômico brasileiro gira entre duas posições fundamentais.

De um lado, os grandes fundos e operadores financeiros, abraçados às teses liberais ou neoliberais. Para esses setores, o essencial é atrair fluxos de investimento, esse seria o caminho do desenvolvimento.

Do outro lado, estão os partidos de esquerda, os movimentos populares e diversas vozes democráticas que voltaram ao governo com Lula. Os economistas ligados a essa ala são chamados, com frequência, de “desenvolvimentistas”. Para eles, o motor da economia deve ser a ampliação do mercado interno de massas, através de políticas que distribuam renda e riqueza.

Não se trata, é claro, apenas de uma batalha de ideias. Atrás de cada pensamento há interesses materiais em jogo, naquilo que se convencionou chamar de conflito distributivo, um dos apelidos para a velha luta de classes.

O capital se sente mais feliz quando o Estado se orienta para ampliar e proteger seus lucros como locomotiva do progresso nacional. Por isso, não é surpreendente que a maioria dos empresários, para não falar de banqueiros e financistas, prefira as posições liberais.

As classes trabalhadoras, por sua vez, querem aumentar seus salários e direitos, seu poder de consumo e as chances de uma vida melhor. A maioria de seus integrantes tende a ser favorável que o Estado intervenha com mais força na economia, através de políticas públicas e regras que favoreçam os mais pobres.

Mas também há muitos setores que ainda buscam entender qual a posição que melhor atende aos seus objetivos: mais liberalismo ou mais desenvolvimentismo?

Para nos ajudar a navegar nessas águas turbulentas é que se destina a conversa com a economista com Mônica de Bolle.
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Monica de Bolle é formada em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em economia pela London School of Economics and Political Science, é conselheira internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). Pesquisadora sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, é professora na Escola de Estudos Avançados Internacionais da Universidade Johns Hopkins. Durante a pandemia da COVID-19, ela se especializou em imunologia, genética e bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard. Antes de ingressar no Instituto Peterson, Monica de Bolle foi professora de macroeconomia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e economista do Fundo Monetário Internacional, entre outras atividades. Mônica é autora e de vários livros sobre a economia global e os desafios políticos do Brasil, incluindo “Como matar a borboleta azul: uma crônica da Era Dilma” e “O futuro da manufatura brasileira: o debate da desindustrialização”.

Como ocorre praticamente desde os anos 90, mais uma vez o debate econômico brasileiro gira entre duas posições fundamentais.

De um lado, os grandes fundos e operadores financeiros, abraçados às teses liberais ou neoliberais. Para esses setores, o essencial é atrair fluxos de investimento, esse seria o caminho do desenvolvimento. 

Do outro lado, estão os partidos de esquerda, os movimentos populares e diversas vozes democráticas que voltaram ao governo com Lula. Os economistas ligados a essa ala são chamados, com frequência, de “desenvolvimentistas”. Para eles, o motor da economia deve ser a ampliação do mercado interno de massas, através de políticas que distribuam renda e riqueza. 

Não se trata, é claro, apenas de uma batalha de ideias. Atrás de cada pensamento há interesses materiais em jogo, naquilo que se convencionou chamar de conflito distributivo, um dos apelidos para a velha luta de classes. 

O capital se sente mais feliz quando o Estado se orienta para ampliar e proteger seus lucros como locomotiva do progresso nacional. Por isso, não é surpreendente que a maioria dos empresários, para não falar de banqueiros e financistas, prefira as posições liberais.

As classes trabalhadoras, por sua vez, querem aumentar seus salários e direitos, seu poder de consumo e as chances de uma vida melhor. A maioria de seus integrantes tende a ser favorável que o Estado intervenha com mais força na economia, através de políticas públicas e regras que favoreçam os mais pobres.

Mas também há muitos setores que ainda buscam entender qual a posição que melhor atende aos seus objetivos: mais liberalismo ou mais desenvolvimentismo?

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