Foi divulgada nesta quinta-feira uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigindo que o governo brasileiro rompa relações com o Estado de Israel, em função da ofensiva militar na Faixa de Gaza, que já matou mais de 36 mil civis palestinos e cometeu diversos crimes de guerra, como o ocorrido no último domingo, em Rafah. O documento é assinado por destacados artistas, políticos e intelectuais, incluindo nomes como Gilberto Gil, Chico Buarque, Carol Proner, Emicida, Wagner Moura e Heloísa Villela. Também assinou a carta o jornalista Breno Altman, fundador de Opera Mundi e idealizador deste programa, além de alguns participantes frequentes de Outubro, como José Genoíno, Reginaldo Nasser, Amanda Harumy e Jones Manoel. O texto da carta afirma que “o Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais. Graças ao seu governo, somos uma das nações que reconhecem, no âmbito das Nações Unidas, a soberania e a independência da Palestina. No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas. O governo de Netanyahu viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU”. Essa carta surge horas depois de o Palácio do Planalto anunciar a retirada em definitivo do seu embaixador em Tel Aviv, mas seus signatários pedem que o Governo Lula vá além desse gesto, e tome uma postura mais contundente contra o governo sionista de Benjamin Netanyahu.
Essa também é a pergunta que nos fazemos esta noite: o Governo Lula deve ser mais incisivo e romper suas relações diplomáticas com Israel?
GOVERNO LULA DEVE ROMPER RELAÇÕES COM ISRAEL?
Para analisar essa questão, Opera Mundi traz para o programa de hoje um destacado trio de debatedores, a começar por:
Joana Salém, historiadora formada pela USP, mestra em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e doutora em História Econômica pela USP. Também é professora visitante da Universidade Federal do ABC. Júlia Almeida, doutoranda em Direito pela USP, mestre em Direito pela UFRJ, professora de Direito na Universidade Anhembi Morumbi/SP e integrante do grupo de pesquisa Direitos Humanos, Centralidade do Trabalho e Marxismo da USP e do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Leonardo Sacramento, pedagogo com mestrado e doutorado na Universidade Federal de São Carlos, atualmente professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).
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🤔 AFINAL, O QUE É A OPERA MUNDI?
Opera Mundi é um canal de notícias, reportagens especiais e análises críticas sobre os principais acontecimentos do mundo. Fundado em 2008, Opera Mundi informa sobre o mundo a partir de uma perspectiva brasileira e sul-americana. É o canal dos programas de entrevistas "20 Minutos" e "Sub40" e os programas de debate Outubro e Rodamundo. Também traz entrevistas e reportagens especiais realizadas pela equipe do site www.operamundi.com.br
What is Outubro: tudo o que precisamos discutir?
Opera Mundi apresenta o programa Outubro, dedicado à informação e com o objetivo de abordar todas as notícias relevantes do Brasil e do mundo, que precisam ser discutidas.
Criado para análise do processo eleitoral brasileiro em 2022, mas agora com maior aplitude, em sua nova edição, Outubro é exibido cinco dias por semana, nas segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras, das 19h às 20h, ao vivo, com a apresentação do jornalista Breno Altman. Cada dia com um trio fixo de convidados para analisar os principais fatos e notícias do âmbito nacional e internacional.
Para Altman, Outubro, "além da presença de alguns dos melhores analistas do país", busca ampliar o espectro de "diversidade política" no âmbito das forças de esquerda, aliado com uma "boa combinação de gêneros e gerações".
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