Pressão do chefe, mensagens políticas no WhatsApp da empresa, ameaça de demissão, fiscalização das redes sociais e reuniões para tentar influenciar o voto dos funcionários podem configurar assédio eleitoral.
No Café com Política, o repórter Hédio Ferreira Júnior conversa com Rodrigo Trindade, juiz auxiliar da Presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e supervisor do Centro de Pesquisas Judiciárias, para explicar como essas práticas ocorrem e onde termina uma conversa legítima sobre política e começa a interferência indevida na liberdade de escolha do trabalhador.
Na entrevista, Trindade detalha os diferentes tipos de assédio eleitoral, explica o chamado terror psicológico e o uso de meios digitais para pressionar empregados e orienta como agir diante de uma situação suspeita.
O juiz mostra quais provas devem ser preservadas, onde denunciar e como a Justiça do Trabalho pode agir ainda durante a campanha para interromper a prática. A conversa aborda também os processos registrados no país e em Minas Gerais, a procura pela Justiça depois das eleições e as medidas adotadas para enfrentar o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.