Show Notes
Não é apenas a quantidade de luz que uma janela fornece… Não é simplesmente a quantidade de barulho que ela impede, quando se fecha, quando se abre.. não é apenas isso, não é?
Tudo está envolvido. A que propósito é que vem a janela, como é que a gente a usa, como é que a gente a esquece…
(Manuel Tainha, A propósito de uma porta, Fev 2003)
Vistas que celebram a unidade entre o indivíduo e o lugar ou que convocam todos os medos do presente, vistas animadas de gente, vistas suspensas na memória, vistas feitas de luz, cheiros e sons. 19 Finestre pertencem a performers originários de Singapura, Paris, Maputo, Ouagadougou, Mértola, Rio de Janeiro, Cidade do Cabo, Nova Iorque, Ifanadiana, Tunis, Beirute, Praga, Viena, Praia e Mindelo. As imagens, as línguas e os mundos que nos trazem entram em diálogo com a música de Quentin Tolimieri, Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues, Fyodor Stepanov.
19 Finestre foram gravadas durante a realização do documentário O Encontro para a instalação de Luciana Fina VUE portraits (2004) e encontram agora para a Antecâmara a sua forma radiofónica. As traduções do árabe, do checo e do alemão seguem o texto original no corpo de cada programa.
Luciana Fina, nasceu em Itália, vive e trabalha em Lisboa desde 1991. Cineasta e artista, tem desenvolvido um extenso corpo de trabalho para sala de cinema, museus, galerias e palco.
Após uma longa colaboração com a Cinemateca Portuguesa na programação, realizou o seu primeiro filme em 1998, integrando a geração que deu nova vida ao documentário em Portugal. Entre 2002 e 2003, com a instalação CCM na Fundação Gulbenkian e o tríptico CHANTportraits no Museu do Chiado, focando os temas das migrações e do retrato, deu início ao seu percurso em espaços expositivos.
Os seus filmes, instalações fílmicas e site-specific são apresentados internacionalmente em festivais de cinema e exposições. O seu trabalho está representado na Colecção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian e Nouveaux Medias do Centre Georges Pompidou.
O documentário In Medias Res, sobre o pensamento e a obra de Manuel Tainha, recebeu em 2014 o prémio Melhor Filme Português do Arquiteturas Film Festival e a Menção Honrosa do Temps d’Images Film on Art Award.
Em 2021 apresentou um novo trabalho de instalação, Andrómeda, numa exposição individual nas Carpintarias de São Lázaro / Festival Temps d’Images.
um programa de Luciana Fina
música: Inner Lines, ed. Creative Sources 2020: Quentin Tolimieri (piano), Ernesto Rodrigues (viola), Guilherme Rodrigues (violoncelo), Fyodor Stepanov (contrabaixo).
masterização: Miguel Serrão Pereira
com: André Lepecki, Boyzie Cekwana, Carlos Oliveira (Cacá), Danya Hammoud, Domingos Amosse Bié, Elizabeth Corbett, Keng Sen Ong, Lacina Coulibaly, Lea Capkova, Linda Samaraweerova, Luís da Rosa, Marcela Levi, Maria Clara Villa-Lobos, Nejib Ben Kalfallah, Paula Varanda, Rosa Domingos Chaúque, Sérgio João Madlate, Vera Mantero, Zoe Johnson Randrianjanaka e Thierry Johnson Randrianjanaka.
What is 19 Finestre?
"Não é apenas a quantidade de luz que uma janela fornece… Não é simplesmente a quantidade de barulho que ela impede, quando se fecha, quando se abre.. não é apenas isso, não é?
Tudo está envolvido. A que propósito é que vem a janela, como é que a gente a usa, como é que a gente a esquece…" (Manuel Tainha, A propósito de uma porta, Fev 2003)
Vistas que celebram a unidade entre o indivíduo e o lugar ou que convocam todos os medos do presente, vistas animadas de gente, vistas suspensas na memória, vistas feitas de luz, cheiros e sons. As 19 janelas pertencem a performers originários de Singapura, Paris, Maputo, Ouagadougou, Mértola, Rio de Janeiro, Cidade do Cabo, Nova Iorque, Ifanadiana, Tunis, Beirute, Praga, Viena, Praia e Mindelo. As imagens, as línguas e os mundos que nos trazem entram em diálogo com a música de Quentin Tolimieri, Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues, Fyodor Stepanov.
As 19 janelas foram gravadas durante a realização do documentário O Encontro para a instalação de Luciana Fina VUE portraits (2004) e encontram agora para a Antecâmara a sua forma radiofónica. As traduções do árabe, do checo e do alemão seguem o texto original no corpo de cada programa.
Luciana Fina, nasceu em Itália, vive e trabalha em Lisboa desde 1991. Cineasta e artista, tem desenvolvido um extenso corpo de trabalho para sala de cinema, museus, galerias e palco.
Após uma longa colaboração com a Cinemateca Portuguesa na programação, realizou o seu primeiro filme em 1998, integrando a geração que deu nova vida ao documentário em Portugal. Entre 2002 e 2003, com a instalação CCM na Fundação Gulbenkian e o tríptico CHANTportraits no Museu do Chiado, focando os temas das migrações e do retrato, deu início ao seu percurso em espaços expositivos.
Os seus filmes, instalações fílmicas e site-specific são apresentados internacionalmente em festivais de cinema e exposições. O seu trabalho está representado na Colecção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian e Nouveaux Medias do Centre Georges Pompidou.
O documentário In Medias Res, sobre o pensamento e a obra de Manuel Tainha, recebeu em 2014 o prémio Melhor Filme Português do Arquiteturas Film Festival e a Menção Honrosa do Temps d’Images Film on Art Award.
Em 2021 apresentou um novo trabalho de instalação, Andrómeda, numa exposição individual nas Carpintarias de São Lázaro / Festival Temps d’Images.