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 Em entrevista ao Café com Política, o advogado especialista em Direito Público e Eleitoral Lucas Neves defendeu que a cota de gêneros na eleição brasileira, que estabelece que partidos assegurem o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexto, deva ser substituída por um outro modelo, como o argentino por exemplo, que estabelece um mínimo de vagas no Parlamento 

“Um dos propósitos da democracia e do direito eleitoral é aumentar a participação da mulher na política. A gente falou no começo do programa que eu sou membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e uma das bandeiras que a gente levanta é que a cota de gênero não tem que ser de candidaturas, tem que ser de cadeiras no Parlamento”, disse. “A gente tem exemplos de parlamentos no mundo, aí eu vou falar da província de Buenos Aires, na Argentina, que você tem uma reserva de cota de cadeiras para as mulheres, não de candidaturas. O Brasil ainda não chegou nesse ponto. A nossa política ainda é muito sexista, muito machista e a gente levanta essa bandeira e luta por isso”, completa.  

  

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