Gestão Escolar de Alta Performance
Pósgraduação unicinos. Olá pessoal. Sejam muito bemvindos e bemvindas ao podcast cinco da disciplina Inteligência Emocional, Habilidades Fundamentais pra gestão de conflitos e trabalho em equipe. Me chamo Andreia Bonato, e hoje vamos falar sobre, conflito, ele é bom, ruim ou necessário nas equipes? O que você pensa sobre isso?
Speaker 1:Dos meus objetivos, tratando desse assunto que eu considero bem cabeludo, talvez você também, e complexo né? O objetivo aqui é ressignificar o conceito de conflito e quem sabe proporcionar algumas reflexões bem bacanas pra que a sua prática profissional possa ser potencializada. E por que não né? A gente pode tentar isso juntos. Hoje, eu vou abordar com você, alguns temas como, o conceito de conflito, a diferença entre o conflito e o confronto, conflito positivo, conflito negativo, as diferentes visões aí sobre esse tema, as variáveis que conflito pode apresentar, e as fases, né, que conflito também pode ter.
Speaker 1:Então assim, vamos dar início pra esse nosso papo, sem logicamente começar com aquela máxima do MMA do a gente não vai pro ring aqui, porque nós não vamos falar de confronto, mas compreender o que que significa conflito, a não ser você né, mas assim, muitas pessoas quando eu abordo sobre esse tema, me dizia assim nossa, conflito é uma coisa ruim, né? Conflito naturalmente é tema que gera desconforto, tá? Quando se fala sobre ou quando se tem que encarar uma situação né, que é considerada conflitinha, então assim, ninguém acorda pela manhã e diz ai que delícia hoje eu vou encarar vários conflitos que beleza não normalmente não é assim né então eu amo resolver com filho eles fazem parte da natureza humana eles fazem parte da natureza relacional né é muito pouco provável que a gente encontre alguém que saia por aí dizendo minha missão né é fazer só isso da vida eu amo não, ele é incômodo e por que que ele gera tanto incômodo? No nosso papo de hoje a gente vai falar pouquinho sobre essa questão do desconforto que gera em nós seres humanos né, uma situação, que gera em nós seres humanos né, uma situação conflitiva.
Speaker 1:Costumo dizer que algumas pessoas evitam o conflito como o diabo da cruz, isso dizia a minha avó né, essa é a evitação que está por aí só que numa posição de liderança, nós não podemos fugir da raia, a gente não deve fugir do conflito porque fazer uma mediação né, de conflito na equipe bem estruturada e bem feita é uma condição fundamental pra manter o engajamento e a coesão dessa equipe que está trabalhando conosco, e mas assim, olhar sobre como eu o que eu considero conflito em mim é primeiro passo pra ter sucesso, mais ou menos sucesso, lá diante de uma resolução conflitida. Então assim, o primeiro conflito de que se tem notícias quer dizer eu convido é algo antigo pra caramba né, quando a gente vai olhar lá pra aquela dupla famosa né de que vai olhar pros nossos queridos Adão e Eva nós tivemos conflito gigantesco naquela relação na relação com Deus né em que eles entram em conflito sobre nós devemos ou não furtar, comer né AAA fruta da árvore do conhecimento, né, nós devemos ou não quebrar essa regra, então ali já havia conflito né, esse conflito das ideias. Esse exemplo que eu trago aqui é vitoresco e pra que a gente possa visualizar, né, sobre a questão conflitiva, ele traz em si o que realmente significa, momento em que a gente está complicando que é justamente uma luta entre duas forças que vão se vão estar opostas né são são duas forças contraditórias duas ideias opostas enfim que vão entrar em contato no mesmo momento, e elas vão se atritar entre si, tá?
Speaker 1:Então, esse essa esse essa luta interna né, entre fazer ou não fazer, né, é possível ou não é possível, é certo ou denominar uma uma situação conflitiva. Nós temos né, no ambiente corporativo como eu já abordei inclusive em podcasts anteriores, a gente tem ambiente corporativo com uma probabilidade maior de conflitos porque é ambiente no qual nós vivemos a maior parte do nosso tempo, de maneira geral né, todos nós aqui trabalhadores e trabalhadoras. Então é comum, é esperado que nós tenhamos mais, então, zonas de de de conflito, né, o conflito entre as ideias, as demandas, as necessidades, né? Tentar não colocar o conflito no quesito conflito pessoal, conflito das pessoas, e sim o conflito daquilo que elas estão portando no momento né? Seja objetivo, uma demanda, então deixar isso bem separado pra como a gente brinca no popular não levar para o coração né tomar esse cuidado.
Speaker 1:Bom, acreditar que o conflito é confronto vai dizer muito mais a respeito da gente, de nós próprios como a gente significa isso, vai dizer respeito a como a gente percebe o as crenças que nós temos e nós já abordamos esse tema né, em em episódios anteriores, então de olhar pra o pra o conflito como algo necessário, como algo que faz parte é natural. Nós temos algumas visões no que a literatura nos traz sobre conflito, então assim, a visão tradicional, que é essa que eu acabei de abordar que é mais que mais conservadora né, ela fala que o que o conflito ele tem que ser evitado, que é algo negativo e não nos traz nada de aprendizado. A visão das relações humanas ela vai fazer uma consideração do conflito como algo que é natural dos grupos humanos, que é esperado né, que é esperado nas organizações também. Quando a gente fala de uma visão interacionista, né então assim que ela é talvez pouco mais desafiadora nesse sentido ela é mais ousada, ela vai dizer que o conflito ele deveria ser inclusive estimulado entre as pessoas pra que elas pudessem ao discutir ideias opostas, gerar mais conhecimento, gerar criatividade, gerar inovação, né?
Speaker 1:E esse campo em que as pessoas estão entre aspas né, conflitando suas ideias, ele é campo de exercício da confiança, ele é campo de exercício do diálogo, então é é bem importante é o campo de exercício da tolerância, da escuta ativa, então tem muita coisa bacana aí que que está voltada pra área de conflitos e que a gente acaba não olhando porque talvez fique preso numa visão mais tradicional de que conflito é algo negativo e que deve ser evitada eu às vezes em treinamento escuto isso assim nossa ah eu como gestora eu evito conflitos porque não é eu mantenho o meu time super em equilíbrio e e harmonioso, pra chegar num campo de harmonia e de equilíbrio, equilíbrio são opostos, a gente tem que estar sempre se movimentando então fazer a mediação e não a evitação de conflito é condição fundamental pro sucesso da liderança, não caiam de conflito é condição fundamental pro sucesso da liderança. Não caiam na falácia de que evitar conflitos e manter a equipe bonitinha, todo mundo feliz, é a melhor coisa do mundo, não é gente, tá? Então fica a dica aí. Em relação às variáveis do conflito pra saber assim se esse conflito vai ter entre aspas final feliz, ou seja, se esse final vai ser positivo, se ele vai ser mais produtivo, se esse conflito ele foi funcional, ou seja ele serviu pra alguma coisa, ou ele é disfuncional ele não serviu pra nada além das pessoas ficarem de mal uma com a outra, e o ambiente ficar pior, a gente vai olhar pouquinho pra essas variáveis que o conflito possui né?
Speaker 1:E que vocês vão ter esse né esse conteúdo mais aprofundado lá no nosso ebook então não deixa de de dar uma olhada lá que daí aprofunda conhecimento também né? Então assim, quanto que as pessoas estão realmente dispostas a se aprofundar, a mergulhar naquele conflito no que está acontecendo né? Gente tem que observar. Então assim, as pessoas estão dispostas a resolver a situação competitiva ou elas estão dispostas a entrar somente num jogo de ganha perde? De competir né pra ver quem é que vai ganhar que vai perder, tá então assim essa é uma variável importante de prestar atenção né qual é o propósito né da pessoa entrar no conflito.
Speaker 1:Esse conflito ele tem uma conotação ele tem viés que é mais voltado pro emocional, ele é mais passional ou ele é mais racional? As pessoas conseguem se manter nos fatos, ou elas ficam simplesmente discutindo ali e falando das suas mágoas e não chegando no ponto em si? Quanto tempo esse né esse esse conflito está ativo? Não é algo que fique que dure uma vida inteira mas não seja tão curto então como que essa duração se dá né e bom normalmente a gente pensa a duração de conflito de acordo com tamanho do problema né com a complexidade que esse conflito tem bom em que contexto ele tá se dando né então assim olhar assim aonde ele foi ele foi gerado às vezes a gente tem situações conflitivas nas organizações que são geradas não pelas pessoas às vezes pelo processo por questões de cultura organizacional e as pessoas se conflitam entre si por algo que é muito maior do que elas né, também levar isso em consideração. Bom, ao longo desse conflito né, uma outra variável pra prestar atenção, a gente tem oportunidade de de resolver ou a gente continua na vibe da bateção de boca?
Speaker 1:Na questão da competição, quem é que ganha e quem é que perde. E aí, a maneira, estratégia que eu vou utilizar pra pra pra resolver esse conflito, como é que vai ser? Eu vou repreender, eu vou jogar mais lenha na fogueira, eu vou mediar, eu vou ser a pessoa que busca alternativas e que faz o outro também buscar, então, todas essas variáveis, a gente vai observando então assim, elas vão me dizer se lá na ponta, o resultado desse conflito ele vai ser positivo, quantas vê, o positivo não né, positivo negativo vai ser funcional ou disfuncional? Funcional é quando a gente tem resultado em que a gente sai de uma discussão né, de uma questão conflitiva e as duas pessoas se olham né, ou mais pessoas se olham e dizem bom, chegamos a uma conclusão né, podemos fazer e tal e se fala sobre isso e se encaminha o passo seguinte, num cenário disfuncional as pessoas elas não falam sobre, não resolve, o emocional também não é não é falado no todo então as pessoas ficam entre aspas de mal, o de mal no sentido de cada uma sai com algo pra dizer que não foi dito ou enfim ou seja ele não é resolvido, então aí a gente está falando assim de confronto em que muito mais do que ideias né foram colocadas ou questões opostas então é importante olhar pra esse pra esse caminho né então olhar pra essas variáveis é compreender seus conflito foi bem encaminhado ou não bom em relação às fases do do conflito então a gente tem assim tem alguns estágios em que a gente vai prestando atenção né, lógico, numa situação conflitiva a gente não vai ficar olhando pra isso no manual porque não tem como, mas estudar sobre isso, ter esse conhecimento prévio, que é o que nós estamos fazendo aqui e agora, dar né pra você a num grupo né?
Speaker 1:Começa a avaliar faz aí tema de casa né? Começa a avaliar na prática, como que essas questões têm acontecido principalmente essas que eu acabei de falar sobre as variáveis do conflito né? Essas pessoas estão ali envolvidas EEEA fim de de realmente resolver, elas estão discutindo os fato ou elas estão discutindo as suas a sua somente as suas emoções, eu não quero dizer que não que não colocar a emoção na roda na hora de uma questão conflitiva, não seja importante é importante né até pra trazer pra outra pessoa uma noção de como é que daqui a pouco você pode estar se sentindo diante daquela situação eu acho que vale e muita gente trazer mas ficar preso somente nisso não resolve nada até porque nós precisamos resolver as situações baseados nos fatos porque é sobre eles que a gente vai acabar tomando uma decisão principalmente se a gente está numa posição de liderança, não sei se faz sentido pra você, pra mim faz todo né, e a questão assim bom olhar outra variável quanto tempo essa discussão está acontecendo né, e ainda não se resolveu, às vezes e aí eu aqui eu vou dar pitaco algumas pessoas elas entre aspas gostam todas as vezes nem se não conta né de permanecer numa zona conflitiva com determinado né com determinada pessoa porque ali a pessoa porque ali a pessoa que a pessoa que a pessoa que a pessoa que a pessoa que a pessoa que a pessoa com determinado né com determinada pessoa porque ali há algo que precisa ser resolvido e aquele conflito não se resolve não porque ele é complexo é porque ele está a serviço de outras questões naquele relacionamento, entre aquelas pessoa né, que precisa ser resolvido mas elas não falam sobre isso então elas ficam conflitando sempre sobre o mesmo tema ah então, tem uma de casa aí né, pensa sobre uma situação quem sabe do trabalho ou de relacionamento pessoal e daqui a pouco está acontecendo então, se essa duração aí não está, o conflito não está além do que deveria né, EEA questão do contexto né, assim, eu sempre pergunto, pra pros meus clientes corporativos em alguns momentos que existem conflitos.
Speaker 1:Ah mas, quem é que efetivamente está completando né? Qual é o qual é a fonte desse conflito? Né? É algo da organização vocês estão discutindo e não chegando a uma conclusão por algo que é anterior a vocês ou que está acima de vocês ou que vocês não têm a capacidade de têm o poder de resolver porque diz respeito a outras pessoas ou diz respeito a essa relação mesmo? Eu acho que é uma reflexão importante aí porque às vezes né a gente acaba lutando a luta né a guerra de o do outro acaba se envolvendo né algo que não é nosso a gente compra uma briga que não é nossa observar se daqui a pouco passou a galope a oportunidade da situação de confecção ser resolvida e a pessoa não resolveu ai ou as pessoas não resolveram se essa oportunidade passou porque elas ficaram preocupadas com outra questão né que e aí passou batido né, e se e quem é que levanta a bandeira do vamos resolver ou do vamos deixa ou a turma do deixa disso tá?
Speaker 1:Então vou fazer papel aqui de de analistas né de observadores de determinadas situações porque a gente aprende muito, mas a gente aprende muito quando observa mas pra pra essa observação a gente tem que ter conhecimento, e isso que nós estamos fazendo aqui agora é exatamente esse chão, né? A leitura, né, que você faz dos materiais, mais os vídeos que assiste, mais os podcasts que escuta, toda essa geração de conhecimento, todo esse bolo vai formar a base justamente pra poder instrumentalizar ali na hora de observar e ver o que que realmente está acontecendo. Em relação às fases do conflito, né, o processo conflitivo ele, de acordo com a literatura, ele traz aí cinco fases que a gente observa, então assim, todo o conflito ele ele deve ter algo que o gerou, parece pouco óbvio dizer isso né, mas tem que ter motivo. Será que a gente sabe de todos os conflitos que já teve né, pensando pelo menos os últimos dois importantes e o mais recente, a gente sabe exatamente o que que gerou, porque às vezes aquilo que a gente acredita foi a condição geradora, não foi, tá? Então assim, o olhar pra por exemplo o meio corporativo a gente sabe que que a comunicação, que os vidros de comunicação, eles geram muito conflito né, então desde da onde sai até até o momento de chegar né do emissor até o receptor nossa tem caminho gigante né, questões por exemplo de estrutura na organização, eu tenho grupos gigantes de trabalho, tenho grupos menores né, tem pessoas, tem uma diversidade aí cultural, eu tenho pessoas trabalhando no meio remoto, pessoas trabalhando presenciais, eu tenho pessoas empresas globais, então pessoas de várias culturas então tudo isso, essa estrutura né, tanto física quanto humana, ela também tem aí uma uma possibilidade grande dessa geração de de ruído né, e de conflito né.
Speaker 1:E as questões que são muito os valores pessoais, tá, então eles também são aí em alguns momentos responsáveis por encabeçar algum tipo de conflito nas organizações, Aí no mundo conectado como a gente tem hoje, redes sociais, o que se posta, o que se escreve, o que se diz, o que a maneira como se coloca, também é uma zona conflitiva então, na condição de liderança poder observar isso com uma certa preocupação certo cuidado né justamente pra pra poder analisar pouco melhor a questão assim ter essa essa essa percepção esse conhecimento de que esses fatores ou qual fator gerou o conflito é importante porque se a gente não avalia a causa verdadeira daqui a pouco nós vamos tentar resolver algo que é só paliativo tá então fica essa reflexão aqui tá e esse alerta qual o real motivo do conflito a cuidem a resposta imediata então foi por isso hum será será que realmente foi por isso tá uma outra questão importante é poder observar a intenção das pessoas no momento de entrar tá? Uma outra questão importante é poder observar a intenção das pessoas no momento de entrar no conflito, então, falei lá no início e repito aqui, eu vou competir com o outro, eu quero ganhar do outro, essa é meu objetivo, eu vou entrar num conflito pra colaborar, eu quero evitar que ele aconteça, eu vou colocar outro precisa pra me livrar disso logo, tá, então assim, né, nós temos aí n possibilidades né, de possibilidades né de do intencional do outro e na minha própria intenção ao entrar no numa numa questão de conceito né então é importante avaliar então essa questão da intenção porque nem sempre a minha intenção é o meu comportamento real dentro de algum conflito eu tenho uma intenção e eu a expondo ou o outro né porque é o comportamento vai ser e a gente percebe que daqui a pouco a intenção não é aquela né?
Speaker 1:O comportamento é a fase que é manifesta mesmo que é justamente as ações do outro vão tornar visíveis né o que que realmente ali está sendo abordado e aí como sinal disso né, as consequências ou seja, o que que realmente esse conflito vai trazer pra nós aí de resultados, de poder avaliar a funcionalidade e a disfuncionalidade desse conflito tá então assim numa condição de liderança reforço novamente, nós temos como missão né em algum momento mediar conflitos entre as pessoas dos nossos crimes e é muito importante é extremamente necessário que a gente possa transitar nesse campo com pouco mais de tranquilidade, pra isso o conhecimento é fundamental, ok? Então, você acabou de ouvir o podcast sobre, conflito bom, ruim ou necessário nas equipes? Nele, nós abordamos, o conceito de conflito, quando é positivo e quando é negativo, a visão tradicional, interacionista e a visão das relações humanas sobre esse tema, as variáveis que conflito pode apresentar e as suas fases. Não deixa de ler os materiais que fazem parte desse tema, eles fazem uma postura muito interessante entre a videoaula e o podcast, fica a dica. Eu espero você no próximo podcast que segue a temática de conflitos.
Speaker 1:Mas vai abordar outro viés, que são as estratégias e as habilidades necessárias pra que o líder né possa fazer uma boa gestão de conflitos então, eu convido você a estar comigo pra papo sobre gestão de conflitos, super desafio pra líderes. Até lá. Pósgraduação unicinos.