Rádio Livre com Nonato Lima

Programa Rádio Livre - 16/07/2026

Show Notes

Programa Rádio Livre - 16/07/2026

What is Rádio Livre com Nonato Lima?

Na peleja por um jornalismo livre, coerente e brasileiro.

A universitária FM apresenta
rádio livre conversando nas

ondas do rádio.
Os destaques desta quinta-feira,

16/07/2026 ministro Edson Fachin
recebe o ministro da fazenda,

Dário dorigan, para discutir o
processo.

Das bets que tramita na justiça.
Temos entrevista hoje no rádio

livre com o jornalista Bruno
balacó.

Vamos fazer aqui um Balanço da
copa.

Nas vésperas do final da copa,
temos também uma entrevista e

com o presidente do sindicato
dos jornalistas profissionais do

Ceará, Rafael Mesquita, vai
falar sobre a campanha salarial

que esbarrou na insensibilidade
do empresariado da comunicação

cearense.
Bom dia, estamos começando o

rádio livre aqui na
universitária FM ao vivo.

Agradecemos a você que está com
a gente agora e a você que

acompanha o podcast rádio livre
com o Nonato Lima.

O Senado inicia o recesso
parlamentar esta semana.

É aquelas férias escolares
costumeiras, né?

As crianças terminam as aulas do
semestre e os senadores e os

deputados também terminam os
seus trabalhos e vão para cá.

Eu vou para casa, não vamos
cuidar da no caso deste ano.

Depois do recesso normal, vai
ter o recesso que eles chamam

branco, que é quando o Congresso
funciona, mas né, daquele jeito.

Mas quando foi em dezembro, tem
recesso de novo, o recesso do

Papai Noel, né?
Aí vai até boca do Carnaval até

fevereiro, né?
Nunca entendi isso.

Você entendeu?
Você aí que tá mantendo.

E é bom manter, é preciso
manter, né?

O Congresso Nacional, você acha
normal que seus contratados

trabalhem assim?
Pois é, se A Terra é redonda e

roda, por que que o Congresso
para em julho, em dezembro, em

janeiro e num pedacinho de
fevereiro, isso quando não para

normalmente, assim, ao longo do
ano, em pé um pouco.

Pois bem, pois a sessão de ontem
do Senado é encerrou.

Com a votação da proposta de
emenda à Constituição 2000 e de

2026, né?
Mas não é essa emenda que

interessa agora.
Oo que importa neste momento é

falar sobre o que o que o Senado
acabou não fazendo.

A Câmara aprovou, mas o Senado
botou o pé em cima.

Alcolumbre, que é o presidente
da Câmara, né?

Botou o pé em cima da emenda
constitucional de 2019, que

estabelece o fim.
Da jornada semanal de 6 dias de

trabalho por só um dia de folga,
alcolumbre anunciou que o

Congresso terá 2 semanas de
esforço concentrado em agosto e

setembro para tentar destravar a
pauta represada que ele mesmo

represou, por exemplo, as
jornadas, o fim da jorna das 6

por uma.
Ele decidiu que não IA votar

agora e ninguém sabe se agosto
vai ser votado, porque ele

inclusive tinha dito que não
era.

O tempo não era ideal.
Tem gente achando que.

É uma medida que não pode ser
votada agora, porque seria

eleitor, era eleitor desde 2019.
Está em campanha, Hein, 2019,

2020, 2122242526.
Desde o século 19 que essa pauta

está aí, né?
Redução da jornada de trabalho.

Depois, ficou para agosto.
Segundo alcolumbre o presidente

do Senado, a semana de votação
intensiva serão de 10 a 14 de

agosto.
Aí já até 9 já não tem nada, né?

De 10 a 14 de agosto.
E entre 31 de agosto e 3 de

setembro.
Então, basicamente nós estamos

tendo anunciando aqui que agosto
e setembro serão 2 semanas de

trabalho, mas acabar com a
jornada 6 por um, não, espera

aí, tenha calma, não é assim,
né?

Tem que contar que a gente sabe
que o Congresso funciona mais ou

menos 4 por 33 por 4 é mais ou
menos assim, né?

Ah, mas tem que visitar as
bases, é mas, mas não é só isso.

Muito bem, tem outra informação
aqui.

Que, indiretamente, tem a ver
com a questão legislativa.

Mas é é do judiciário.
O presidente do do Supremo

Tribunal Federal, ministro Edson
Fachin, recebeu o ministro da

fazenda, daril do origam, para
tratar da regulação das

plataformas de apostas
esportivas, conhecidas como

bets.
O encontro, realizado na sede do

supremo, durou cerca de 1 hora e
ocorreu a pedido do próprio

ministro Edson Fachin, o
presidente do supremo.

Dario, do ligam, apresentou um
Panorama das ações do governo

federal para fiscalizar o setor,
incluindo mais de 70 portarias

já editadas pela Secretaria de
prêmios e apostas.

O ministro pediu que o Supremo
Tribunal Federal mantenha a

decisão liminar, em vigor desde
dezembro de 2025, que proíbe

casas de apostas de explorar
loterias municipais e defender o

endurecimento das regras de
publicidade das plataformas

legais.
Dorigan disse que o governo

pretende tratar betos como o
cigarro, com fiscalização

permanente e tolerância zero
para plataformas clandestinas.

O ministro afirmou que o
cruzamento de dados do programa

desenrola permite monitorar o
nível de endividamento das

famílias associadas às apostas
online.

As apostas nem deviam existir,
muito menos a propaganda

desavergonhada que está aí, na
televisão, no rádio.

No futebol você vai assistir 11
jogo é de futebol, é um a Beth

de um lado e um aberto do outro,
ou seja, a Beth nunca perde, só

quem perde é o cidadão que acha
que Beth é uma coisa séria.

Ah, tem umas beths
regulamentadas, tem, mas não é a

regulamentação que garante o
princípio ético fundamental do

que seria uma loteria.
Mas isso aí é uma outra questão,

inclusive policial judicial e
que tá em.

Julgamento que a gente espera
que o julgamento, o julgamento

aconteça, né?
Neste século, ainda e dentro dos

parâmetros minimamente
vinculados à cidadania, o

respeito aos direitos das
pessoas, porque o adoecimento é

generalizado, o endividamento é
generalizado e é preciso uma

ação. 7 e 30.
Olha, nós convidamos hoje para

uma entrevista aqui no programa
rádio livre.

O jornalista Bruno balacó é
doutor em comunicação e com

larga experiência e atuação na
área esportiva.

Bom dia, Bruno.
Bom dia danado de satisfação

estar com você aqui mais uma
vez, nesse dia tão especial que

a gente vive a expectativa aí do
desfecho da Copa do Mundo.

Estamos há poucos dias aí da
desse encerramento.

A gente ficou tão imersa nas
últimas semanas aí com Copa do

Mundo.
Agora já temos aí.

Pelo menos uma final defendida.
Não era aquela que a gente

imaginava que a gente queria,
mas é o que temos pra hoje.

É um prazer tê lo aqui no rádio
livre novamente o Bruno.

Esta é considerada a maior Copa
do Mundo em número de seleções,

mas parece que também
politicamente está comprometida,

portanto talvez seja maior em
comprometimento político.

Porque eu vou citar aqui algumas
coisas pra gente conversar.

Discriminação de egípcios,
iranianos, haitianos, permitiu

racismo, né?
Racismo e sobre o silêncio de

muitos grandes líderes do
futebol mundial, deu prioridade

ao lucro, inclusive com o show
de bets que a gente já falou

aqui há pouco.
A FIFA acabou privilegiando.

É certos países que não poderiam
sequer estar integrados AAA FIFA

não é.
Tem processo aí, por exemplo,

para tirar Israel, porque há uma
cláusula na no regulamento da

FIFA que diz que, por exemplo,
um país que que é genocida não

pode estar na.
Na Copa do Mundo ou No No

esporte mundial, Oo cara de
Israel é mais grave, porque o

genocídio agora, durante a copa
Israel matava jogadores, pessoas

envolvidas com esporte lá na
Palestina.

É o que mais tem uma série de
outras questões é, é que parecem

mostrar que essa copa foi muito
grande em número, mas foi muito

pequena em termos de qualidade,
ética e política do futebol.

Você concorda com isso?
Isso é uma.

Ou é uma observação assim do
rádio livre?

Primeiramente, na nata, mais uma
vez obrigado pelo convite.

No nata.
Eu acho que essa copa ela deixa

uma marca muito forte, da que
mais uma vez futebol e política

se misturam intensamente.
Eu acho que o ápice disso a

gente viu nesse duelo entre
Argentina e Inglaterra foi muito

além do futebol.
Acho que a geopolítica talvez

nunca tenha estado tão presente
nos últimos 30 anos, desde 86,

naquele histórico confronto.
Entre a Argentina e Inglaterra

da lamana de Joe.
Só que dessa vez a motivação

continuou, sendo ainda as
Maldivas, né?

E a maior prova disso é que os
jogadores da Argentina

celebraram a Vitória histórica
ontem, de virada, sobre a

Inglaterra, exibindo a faixa no
campo.

As Maldivas são argentinas e a
gente sabe.

Que existe as?
Malvinas as mal as malvinas as

malvinas e é 111 conflito
histórico, já que se arrasta aí

desde a década de 80. 82 aquela
aquela histórica guerra entre os

argentinos, jovens soldados
argentinos e os ingleses, que

terminou de forma trágica, com a
morte de mais de 600 soldados

argentinos, mais de 200 também
ingleses, mas que ficou essa

mancha aí, essa essa cicatriz é
no coração dos argentinos, que 4

anos depois foi é, digamos,
vingada.

Pelo menos na lógica deles.
É através do Maradona, aquela

atuação histórica.
Teve lá a Mano the Joss que ele

fez o gol com a mão e também
aquele gol épico que ele

arrastou no meio do campo o
ataque.

Mas aquela cena dos jogadores
ali da da Argentina ali em

campo, segurando que as Maldivas
são é da da das ilhas Maldivas,

são do do argentinas, ela
representa muito porque essa

música é já vem sendo cantada
desde o início da copa.

Os argentinos vêm é com essa
pecha de.

E vamos jogar pelas Maldivas,
por ma pro Maradona e também

pela pela última do Leo, que é o
Messi.

É a última copa do Messi.
Então tudo isso tem um

componente pesado muito forte.
E tudo é toda essa carga de

tensão emocional foi levada pra
esse jogo de de ontem, que

terminou com a Vitória
Argentina, uma Vitória época,

uma Vitória de raça, de alma,
que classificou os zero humanos

aí pra grande decisão.
Agora, no jogo anterior, teve

episódio de racismo comprovado,
né?

E a Argentina parece que
silenciou completamente, né?

É Oo Messi.
Ele carrega inclusive essa pecha

ao longo de toda a carreira, né?
De nunca ter se posicionado com

as questões ligadas ao racismo.
Há.

Há quem diga que isso também é
uma forma de racismo.

Esse não pronunciamento, essa em
nenhum momento.

O Mestre na condição de líder,
de referência, de único, que

representa, digamos assim, um
porta-voz oficial da seleção

Argentina como liderança e por
tudo que ele representa como um

ícone do futebol.
Foi omisso a vida inteira de

nunca ter se posicionado, ter
pedido para torcida, cantar

cânticos racísticas.
E foi assim ao longo de de dos

últimas décadas, na verdade,
porque sempre que tem um time

brasileiro vai jogar na
Argentina.

A gente presencia isso.
É casos, episódios de racismo.

Eles adoram e fazem isso com
muita frequência.

Chamar os os brasileiros de
macacos.

Isso já foi até manchete de
jornal argentino já há muitos

anos atrás, em conflitos.
Confrontos entre Brasil e

Argentina, então, já é 11, peste
histórica que os argentinos têm

com o Brasil.
E essa omissão do Messi, de toda

a seleção, porque ele não é o
único, né?

É algo que chama muito atenção.
Agora existe uma diferença entre

conivência e omissão, né?
Por exemplo, na partida passada,

diante dos episódios de racismo,
inclusive com a sinalização do

do treinador do Egito, né?
O treinador do Egito.

Foi.
Ele fez o gesto, ele fez o

gesto.
Ele, é obrigatório parar a?

Partida é obrigatório, e.
Tomar providência?

E o que o que houve ali foi
apenas 11 conversa ali, né?

Na verdade, no momento que ele
viu o gesto, ele foi lá frente a

frente com OOO árbitro, né?
No caso, o árbitro europeu foi

lá, conversou com ele e tentou
meio que contemporizar, mas ele

não deu sequência ao protocolo.
Que é obrigatório.

Por quê?
Porque ele mesmo era o acusado,

né?
Talvez, se o acusado em questão

ele fosse algum jogador, no caso
da da Argentina ou de um

torcedor na arquibancada, ele
poderia ter acionado de fato o

protocolo.
Mas como ele mesmo era o

acusado.
Porque ali o que Oo técnico do

IG estava contestando era
justamente algumas marcações em

campo.
Porque teve o lance de expulsão,

teve lance de cartão que não foi
dado tudo, algumas decisões

polêmicas.
Que é só para um lado, é olhar

só.
Para um lado.

E aí ele tentou meio que
injustificar, porque você está

fazendo isso aí.
Ele foi meio que justificar ali

as decisões dele.
E contemporizou.

Conversou mesmo com os gestos
incisivos do do do técnico do

Egito.
E no jogo passado também teve

isso.
Não teve um gesto, é de racismo.

Mas quando teve um lance em que
o jogador da da Suíça, porque

teve Argentina e Suíça, Ah, sim,
isso o jogo da o jogador da

Suíça foi expulso por simulação,
ele já tinha um amarelo e aí na

sequência o jogador argentino,
ele marca uma falta para

Argentina.
E aí o que acontece na verdade é

que ele o aciona, o árbitro e
ele vai ver que na verdade,

antes de de de ter essa disputa
de bola, o jogador meio que

simula uma queda.
E aí, ao ver essa simulação, ele

expulsa.
E o que que os jogadores da

Suíça fizeram?
Abriram.

Assim é sacudindo os braços de
um lado para o outro, como se

dissesse, senão acaba o jogo,
acaba o jogo, mas ali mais um

gesto de revolta.
Tudo isso para dizer o quê é.

É Nonato que ao longo de toda
essa copa, a campanha da

Argentina vem sendo marcada por
muitas polêmicas de arbitragem.

Inclusive na estreia, o Messi
deu uma entrada desleal ali por

trás, ali Na Na panturrilha.
É na No No primeiro jogo contra

a argélica, ele deveria ter sido
expulso e sequer receber o

cartão.
Pois é, e Messi, inclusive,

simula muita, muita falta, né?
Não tem mesmo.

Ele cava muita falta, cai pra
porque ele é um partido.

É assim, é um.
A gente sabe que o Messi, ele

tem muitas qualidades, mas sem
dúvida, talvez a maior delas

seja a capacidade que ele tem de
de colocar a bola onde ele quer.

Então assim, cada vez que ele
para o jogo, amarra o jogo que

cava uma falta, é uma
oportunidade real.

De gol pra pra Argentina?
Agora, tendo um gênio como ele

no futebol, né?
E vamos excluir aí as outras

questões, um gênio como ele no
futebol e uma arbitragem mais ou

menos é favorável.
Aí a coisa muda, né?

Sim, porque eu estou lembrando
aqui agora dessa discriminação

toda.
A discriminação atingiu, por

exemplo, politicamente, o Haiti.
O Haiti foi proibido.

De incluir na camisa uma
referência à sua revolução.

O fato que não é do Haiti é um
fato.

É uma Conquista mundial.
EE mas outros outras seleções

puderam?
Acho que é.

Suíça mesmo?
Exato.

E teve, teve é censura no jogo
de ontem entre Inglaterra e

Argentina, né?
As torcidas, os torcedores

argentinos foram proibidos de
entrar no estádio com é várias

alusões ali.
A questão justamente das

Maldivas novamente, né?
Eles queriam exibir outros tipos

de cartazes, mas ainda assim.
Passou batido esse cartaz aí das

Maldivas, são argentinas, que
era o mesmo que foi exibido pela

torcida Argentina em 86.
Só que a diferença é que em 86,

lá no México, na copa do México,
ele, vizinho nos Estados Unidos,

ficou só na arquibancada.
Dessa vez, os jogadores

conseguiram puxar essa faixa pro
campo e exibiram pro mundo

inteiro.
Porque de anti câmeras é de de

TV e de fotóxos no mundo
inteiro.

Essa essa faixa, essa imagem
ganhou o mundo.

Agora é em relação.
Mas essa questão das malvinas é

uma guerra do general galtieri.
Na época estava em declínio, né?

A ditadura se desmilinguindo,
ele achou que IA.

Se recuperar?
Malvinas ou as falkland Island,

né?
É declarando Ilhas Falkland

declarando.
Guerra a Inglaterra durou pouco,

né?
Durou 60 dias a pirotecnia e no

é pouco, dias depois ele caiu,
né?

Não exatamente é essa, esse,
esse desfecho trágico para os

argentinos, né?
Ele resultou justamente no

enfraquecimento definitivo lá da
ditadura Argentina, meses

depois.
Isso em isso em 82 para 83.

Aí acabou meses depois esse o
regime ditatorial lá da

Argentina.
É entrando em colapso, né?

A gente não foi redemocratizada,
ao contrário do que aconteceu na

Inglaterra, onde Margaret
Thatcher, né, que era a grande,

é braço de ferro ali do do do
comando inglês britânico, se

fortaleceu no poder.
Bom, eu já estou com tempo aqui,

meio contado, e eu nem vou falar
de seleção brasileira hoje.

Eu gostaria que depois a gente
tivesse 11, momento aqui, um

momento seleção brasileira.
Para fazer Oo futuro da seleção

do que que a gente pode esperar,
porque são muitas incógnitas que

surgem, né?
Vamos deixar passar a copa, né?

Porque aí vem Espanha e
Argentina.

É.
Numa disputa como essa.

É possível que o árbitro siga as
orientações de.

Da FIFA ou de Trump?
Eu não sei mais quem é que manda

na FIFA, foi.
A gente viu o caso de Bélgica,

Estados Unidos, a intervenção do
Trump, que foi declaradamente

assim.
Ele escancarou para o mundo

inteiro que foi lá interviu,
falou com o Dino, Infantino e

ele é que é o grande anfitrião,
o cara que realmente tá ali

enquanto o país sede, mandando
na copa junto com a FIFA.

E foi infelizmente uma das
manchas dessa copa, esse cartão

anulado, isso na história das
Copas.

Não tem nem precedente nem no
futebol.

Quando você tem um supostamente
um cartão anulado, amarelo ou

vermelho, é via tribunal que vai
a julgamento e tudo dessa vez

foi uma canetada.
Nem no futebol lá do que

shellot, onde eu acompanhei o
futebol, até dirigi, time de

futebol tinha esse negócio é
cartão amarelo, era amarelo,

vermelho era vermelho.
Não tinha esse cartão assim

entre amarelo e vermelho.
Com o Trump se metendo pelo

meio.
Agora, Nonato, essa final entre

a Argentina EE Espanha.
Ela já é histórica por vários

fatores, mas tem 2 que chamam
muito a atenção e tem um fator

político muito interessante.
Histórico político que é a

primeira vez, numa final de Copa
do Mundo, que um país vai

enfrentar a sua, sua antiga, o
seu antigo colonizador, né?

Porque os argentinos foram
colonizados para o espanhol no

século 16 e tudo.
E também tem um componente

histórico muito pesado aí.
Que é a primeira vez que o

campeão sul americano enfrenta
um campeão europeu.

É isso?
É histórico, porque a Argentina

atua campeão da Copa América, a
Espanha campeão da Eurocopa.

E isso é como se a gente visse
aquela lógica do futebol de

clubes, porque no futebol,
geralmente o campeão da

Libertadores aqui da América do
sul enfrenta o campeão da da

Champions League.
Eles fazem a final do mundial de

clubes, então a gente vai ter a
final do mundial de clubes, na

verdade, em formato de seleção.
Então é legal ver essa lógica.

Dos clubes acontecendo
finalmente na Copa do Mundo,

eles que já deveriam ter se
enfrentado.

A Argentina e Espanha eram para
ter feito a finalíssima, que é

justamente esse confronto entre
a América do sul e a Europa.

E por uma questão de divergência
de local de jogo, essa partida

não aconteceu.
E que o destino que fosse

justamente agora, na final da
copa.

Jornalista Bruno balacó, muito
obrigado pela sua participação,

um bom dia e espero que na
semana que vem a gente venha

falar, passar da copa daquela
seleção lá, né?

Do Brasil que que foi?
Foi para jogar, né?

Ninguém sabe se jogou, é e
pronto.

Vamos vamos falar mais não,
porque da copa, depois da copa

de 14 prenderam a FIFA todinha,
né?

Tem perigo agora de novo, só só
escapou Ricardo Teixeira porque

estava aqui, né?
O problema dos presidentes da

CBF é que nenhum deles pode
sequer tirar o pé do país,

praticamente porque não o atual,
mas os anteriores, é se se

viajassem para o exterior
imediatamente.

Eles já estavam na lista da
Interpol, eram presos, né?

Isso vem de uma dinastia desde
Ricardo Teixeira e.

Olha lá a gente.
Não mexer na caixa preta da

CBFE, descobrir algo que venha
incriminar a atual gestão da

CBF, mas é um perigo, porque
essa as gestões da CBF dos

últimos 30 anos.
Vem sendo marcados por

escândalos, assim horrendos de
corrupção.

Muito obrigado, Bruno, abraço.
Abraço sempre uma satisfação,

Nonato.
Nós vamos conversar aqui daqui

um pouquinho no programa rádio
livre, com Rafael Mesquita, que

é o presidente do sindicato dos
jornalistas profissionais do

Ceará.
É o nós, os jornalistas estamos

em campanha salarial e uma
campanha salarial, como de

costume, difícil, mas parece que
esta de 2026.

Está mais complicada ainda a
tentativa de negociação, mas

esses detalhes sobre o processo
todo da campanha nós vamos

trazer agora.
Daqui a pouquinho, com o

jornalista Rafael Mesquita.
Tivemos um problema aqui no

contato com Rafael Mesquita e
talvez a gente não possa trazê

lo no programa de hoje, porque
também o relógio corre, né?

Aí a gente, a gente é escravo do
Relógio.

É, tem isso mesmo, tem uma certa
escravidão do Relógio, ele manda

e o ponteiro para numa certa
hora, mas a situação, vamos

falar um pouquinho da campanha
salarial e a gente, se não der

para o Rafael entrar hoje, acho
que não vai dar mesmo.

É, ele está, ele está em viagem,
né?

Na verdade, ele concordou em
conversar com a gente, mas ele

está viajando e você sabe como é
celular, né?

De vez em quando, em algumas
áreas não pega e é o que está

acontecendo agora.
É.

Ah.
O jornalismo é fundamental para

democracia.
Isso todo mundo sabe, né?

Como é que a gente se informa
todo dia?

Tem um jornalista pelo mundo
todo colhendo informação sobre

as mais diversas condições de
trabalho e de salário para

garantir que as informações
circulem.

E, mais recentemente, há um
esforço dobrado, porque é para

informar e para enfrentar a
desinformação do ponto de vista

humano e profissional.
Aí os jornalistas se enfrentam

de fato, condições de trabalho
muitas vezes inadequadas.

Questões salariais é de
defasagem salarial,

principalmente.
O salário já é baixo e não tem.

É o reconhecimento das perdas de
forma adequada.

Por exemplo, este ano AA
proposta do sindicato dos

jornalistas é repor parte das
perdas Oo pedido de reajuste é

de 7,4% para uma recuperação
parcial das perdas, mas as

perdas passam de 10% no salário
dos jornalistas.

Que que os patrões estão
oferecendo 3,9% de?

De reajuste que é ocorre, por
exemplo, da inflação do ano

passado, ou seja, nem a inflação
desse ano não entra na história.

Nós já temos aí metade do do ano
de inflação, portanto, a

defasagem já está crescendo.
E esses dados, um pouquinho

depois de 10% é relativo a
retroagem a 2019.

Em 2019, houve sabe o que?
Reajuste zero.

Depois disso, o governo manteve
aquela história da desoneração

da folha de pagamento.
O setor de comunicação foi

beneficiado.
Agora você pensa que os

benefícios chegaram no salário
dos trabalhadores.

Você pensa que o emprego foi
garantido?

Não.
De lá para cá, além do emprego

não ter sido garantido, o que
que aconteceu mais com

desoneração da folha
privilegiando a empresa,

aconteceu o seguinte, além do do
do do desemprego, é ocorreu a

pejotização.
E a federação nacional de

jornalistas tem divulgado dados
concretos sobre essa situação.

O que que é a pejotização?
Você contrata um profissional,

manda que ele se cadastre como
uma pessoa jurídica, ele tem

todo uma relação hierárquica de
emprego, no entanto, ele é uma

pessoa jurídica.
Aí os direitos foi embora, né, o

direito foi embora, é os
direitos dos trabalhistas vão

embora, o Bruno tá, deve tá
aqui, tá me lembrando isso?

Os direitos dos trabalhistas vão
embora e se trata de uma fraude.

O pior é que nós estamos numa
situação de risco em nível

nacional, do ponto de vista
jurídico, porque essa questão da

pejotização tá chegando no
supremo, vai ser discutido, tá

sendo discutida, né?
Tem um, tramita lá.

Uma é como um dos temas do
Supremo Tribunal Federal e em

algumas decisões do supremo,
está está refazendo decisões do

TST, que é o tribunal de fato é
especializado em relações de

trabalho.
A justiça do trabalho, como o

próprio nome disse, é a justiça
especializada.

No entanto, o patronato recorre,
alega questões constitucionais e

leva para o supremo.
Onde naturalmente a gente tem

desvantagem.
Não é porque as discussões às

vezes passam por outros
critérios.

É de interpretação da lei, que
não são exatamente aqueles que

são já consolidados pela justiça
do trabalho.

Nas suas inúmeras, milhares e
milhares de decisões, inclusive

decisões de instância superior.
Então o sindicato dos

jornalistas do Ceará publicou
uma nota denunciando essa

situação de intransigência
patronal na relação com a

representação dos trabalhadores.
Inclusive está sendo assinado.

Eu já assinei aqui vários, não
só por jornalistas, mas pessoas

da sociedade assinando a nota.
De solidariedade, sim, porque é

necessário, neste momento, o
maior apoio possível para uma

negociação adequada.
Uma das coisas que acontece que

muita gente nem se dá conta,
porque enfim, que quem é da área

percebe, vê, sente, né?
É que é o seguinte, com o uso

das tecnologias, ampliou se a
possibilidade de um mesmo

profissional fazer uma série de
atividades.

O que que acontece?
Os profissionais se obrigam a

fazer muitas atividades e, no
entanto, não recebem.

A remuneração é adequada, por
isso acumulam.

Se as atividades e não há nenhum
ganho adicional significativo,

às vezes tem uma ou outra
coisinha ali adicional, mas não

há.
Não há de fato, a remuneração

justa por essa acumulação.
O que que eu tô falando de

acumulação?
É o sujeito que sai para fazer

uma matéria, para fotografar,
filmar, gravar vozes, fazer o

texto e publicar.
Às vezes impresso, televisão,

YouTube, Instagram, et cetera.
Todo esse trabalho acabou

ficando debaixo de uma única
remuneração, um piso salarial

que já está defasado há muito
tempo.

É e que precisa ser corrigido?
Claro que é.

Os patrões têm lá seus
interesses, seus direitos e seus

suas dificuldades, mas eles não
podem minimizar.

É elevar a condição de zero.
A situação calamitosa que é a

relação de trabalho dos
jornalistas com as empresas de

comunicação aqui no Ceará, como
é?

Como é que se entende no tempo
de hoje uma empresa negar se a

dar, por exemplo, vale a
alimentação, auxílio

alimentação, né?
É inadmissível algo desse tipo,

né?
Então é isso, mas nós vamos

arranjar uma outra ocasião para
a gente trazer o Rafael

Mesquita, que é o presidente
sindicato.

Da gente conversar aqui sobre a
campanha salarial do jornalista.

Até a gente espera até que essa
campanha é tenha algum resultado

em termos de negociação, porque
nós estamos na metade do ano.

No final das contas, até as
conquistas que possam ocorrer,

elas já entram com defasagem, na
medida em que demoram.

Não é a demora a ocorrer a
negociação.

governo?
Federal.

E o Congresso Nacional fecharam
um acordo para substituir o

projeto de lei que tratava da
renegociação de dívidas de

produtores rurais por uma medida
provisória.

O anúncio foi feito pelo
presidente da Câmara, Hugo Mota,

após reunião com ministros,
parlamentares e representantes

da frente parlamentar da
agricultura e pecuária, segundo

o ministro da fazenda.
Dario doligan, a medida deve

permitir a renegociação de cerca
de 100 bilhões de reais em

dívidas de produtores rurais e
cooperativas que registraram

perdas entre 2019 e 2025.
Na regra, poderão renegociar

débitos os produtores com perdas
em 2 ou mais safras e redução de

pelo menos 30% da renda bruta
causada por eventos climáticos

ou queda.
Nos preços agrícolas, um dos

cuidados que o governo estava
tendo com isso era que não

houvesse fraude, né?
Alguém simular perda maior do

que de fato aconteceu é um dos
critérios para que essa

negociação aconteça de fato é
para atender a agropecuária, que

tiveram as perdas comprovadas.
Agora é esperar para ver, né?

Chegamos ao final do rádio
livre, bom dia, abraço, obrigado

pela companhia, amanhã às 7:30
da manhã ao vivo aqui na

universitária, mais um rádio
livre.

Nós voltamos amanhã, obrigado.
A universitária.

FM, apresentou rádio livre,
rádio livre.

Rádio livre.