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A 2 dias atrás aconteceu 1 coisa que depois eu achei que serviria como 1 excelente história sobre usar pensamento critico e pouco de empatia em situações do dia a dia para resolver os problemas que aparecem sem incitar conflito, eu tava indo colocar minha filha pra dormir o que aconteceu por volta das 21 horas e assim que a gente deitou na cama dela como se estivesse esperando só isso acontecer começamos a ouvir barulho muito alto de alguém tocando bateria. Eu moro no quinto andar de prédio de 6 andares, o quarto da minha filha fica posicionado no campo limite do nosso apartamento, compartilhando 1 das paredes com apartamento vizinho da próxima coluna. De dentro do quarto dela era nítido que o barulho vinha desse lado, não do lado oposto do apartamento, então me vê a pergunta, como é que eu vou fazer esse barulho parar agora pra minha filha poder dormir? E antes de você continuar ouvindo, pausa e pensa pouquinho, o que você teria feito pra resolver esse cenário? Pouco depois de pequeno surto de desespero, eu parei, respirei e comecei a pensar da seguinte forma.
Ulisses Alves:O que que eu quero? Qual que é o meu objetivo? Bom, o objetivo é garantir, garantir, que o barulho pare dentro dos próximos 5 minutos. E que ferramentas eu tenho ao meu dispor? Em outras palavras, o que eu consigo controlar e que poderia me ajudar a alcançar esse objetivo?
Ulisses Alves:E por fim, como eu deveria agir de forma a alcançar esse objetivo sem causar outros problemas? Pra segunda pergunta, eu pensei em 2 ferramentas, WhatsApp e interfone. Eu poderia usar o WhatsApp pra mandar 1 mensagem no grupo do condomínio, ou pra síndica, e o interfone eu poderia usar pra ligar pro porteiro ou pra algum outro apartamento. Então eu comecei a filtrar as opções, mensagem no grupo do condomínio não ia garantir resolver porque eu não sei se a pessoa que está fazendo barulho está no grupo, e mesmo se ela tivesse, não era certo dessa pessoa olhar a mensagem. E mandar 1 mensagem pra síndica cairia na mesma situação praticamente, porque eu não tinha garantia de que ela veria a mensagem e mesmo se ela abrisse, ela poderia não saber quem é o morador barulhento, então o WhatsApp estava meio que fora da questão.
Ulisses Alves:Eu poderia chamar o porteiro noturno pelo interfone e pedir que ele ajudasse a descobrir quem era, mas aqui esses profissionais noturnos normalmente não conhecem quase nenhum morador, então eu não teria garantia de que ele ia conseguir ajudar. Só me restava então interfonar pra outros moradores, mas interfonar pra quem? E pra falar o quê? Foi aí que veio o momento eureca. Se eu sabia de qual lado o barulho estava vindo, eu também conseguia estimar com alto grau de precisão 1 pequena lista de possíveis apartamentos, e isso resultou nos seguintes, 400 e 402, 500 e 502, ou 6 e 600 e 602.
Ulisses Alves:Isso porque eu moro no quinto andar, e o volume do barulho era tal, que era improvável que ele viesse de algum apartamento pouco mais longe do meu, então o plano era o seguinte, eu interfonado para todos esses apartamentos, a partir daqui 2 opções são possíveis para cada ligação, alguém atende ou ninguém atende, se ninguém atender significa que não tem ninguém em casa ou, não chegaram a tempo ao interfone ou, não quiseram atender, se for a segunda ou a terceira opção, a chance de o barulho parar é praticamente 100 porcento devido à pressão social. Agora, se alguém atender, eu sigo assim, sendo o mais simpático que eu consegui. Opa, tudo bom? Boa noite, aqui é o seu vizinho do apartamento 2 3, eu queria fazer 1 pergunta para você por acaso é daí que tá vindo algum som de bateria a partir daqui 2 coisas podem acontecer 1 a pessoa diz que é da casa dela que o barulho tá vindo ou ela disse que não é caso seja a primeira opção eu simplesmente peço Ah entendi então será que eu posso pedir grande favor para você que eu tô deitando com a minha filha agora para dormir e o barulho tá bem alto no quarto dela será que vocês poderiam parar o barulho por hoje por favor A ideia é ser o mais gentil possível, mostrar empatia e não querer chamar a consulta.
Ulisses Alves:É quase garantido que fazendo da forma certa isso funcione. Bom, depois que eu terminei as 6 ligações, esse foi o resultado. 3 apartamentos não atenderam e 3 apartamentos atenderam dizendo que o barulho não vinha deles. E adivinha só, o barulho acabou em algum momento antes de eu de eu terminar as ligações. Infelizmente eu não consegui ouvir quando ele parou porque da cozinha o som era quase nulo, e no final das contas eu alcancei o meu objetivo sem causar problemas adicionais e sem saber quem era o culpado.
Ulisses Alves:Mas descobrir de onde o som vinha nem era parte do objetivo, né? O que importa era que em menos de 5 minutos eu estava deitado novamente com a minha filha no silêncio de 5. Confesso que depois quando eu parei pra analisar a situação, eu fiquei com aquela sensação de sabe? De ter conseguido influenciar algo que aparentemente não estava dentro do meu controle. E aí você já teve alguma situação dessa no teu dia a dia e fez você parar analisar e resolver problema que parecia impossível de ser resolvido para mim foi esse aqui bom exemplo bom comenta com a gente responde lá se você não é se você já é inscrito nela compartilha esse episódio lá no Linkedin, e até o próximo episódio.
Ulisses Alves:Valeu pessoal, até mais.