ESG na Indústria do Vinho
Pósgraduação unicinos. Olá pessoal eu sou o professor Vitor Greenberg e estamos começando agora o nosso último podcast, oportunidades da implantação da agenda ESG, dos aprofundamentos da temática o futuro do ESG na nossa disciplina de ESG na indústria do vinho. Hoje estamos continuando a nossa conversa com a Denise Vital, pra quem já esqueceu as suas credenciais, vou fazer aquele lembrete de sempre. Ela é colaboradora de projetos de gestão pública em nível nacional, advogada consolidada no cenário jurídico brasileiro, tem pósdoutorado em direito do trabalho e seguridade social pela faculdade de direito da USP, em novas tecnologias e direito pela mediterrânea International Center for Human Rights Rights Research Terrégio da Calábria, é doutor e mestre em direito político e econômico pela faculdade de direito presbiteriana Marqueenzie, é pósgraduada em direito contratual pela PUC São Paulo e especialista em ESG pela Fundação Getúlio Vargas. Já é professora há mais de 15 anos, atuou em diversas faculdades em diversos cursos e atua nas áreas de direito empresarial, direito trabalho, direito à família e sucessões, com expertise em planejamento familiar.
Speaker 1:É autora da obra regimes internacionais e políticas públicas de prevenção e combate das discriminações no trabalho no Brasil, e de artigos científicos em nível nacional e internacional. Bastante coisa, até pô Lê algumas, peço desculpas. Denise, muito obrigado por estar aqui conosco de novo.
Speaker 2:Eu que agradeço o convite professor Vitor.
Speaker 1:Denise, pela sua experiência, como que a integração de pode contribuir pra eficiência operacional e a redução de custos em 1 empresa? Professor
Speaker 2:Vitor, essa contribuição de implantação, ela traz mudanças significativas e de base, mudanças culturais. A empresa Bem da Verdade quando se propõe a implantação de projetos ESG, ela já tem em mente a alteração cultural e o comportamento dos seus colaboradores. Então, isso proporciona 1 nova visão acerca de investimentos, do engajamento dos stakeholders. Precisa obviamente de alinhamento com objetivos, né? Fazer 1 coordenação baseada em transparência, buscar a regulamentação própria, buscar medidas métricas próprias para implantação e evitar aí, né, alegações exageradas, enganosas que, na verdade, mascaram esforços que não levam à sustentabilidade, mas só à questão própria do desenvolvimento econômico.
Speaker 2:O investimento em projetos ESG precisa vir calcado nessas premissas porque daí os resultados, né futuros, práticos e econômicos serão vislumbrados sem dúvida alguma, pela empresa e pelos colaboradores.
Speaker 1:E, falando seguindo nessa discussão, você pode falar pouco sobre como a adoção de práticas sustentáveis pode abrir oportunidade de mercado, especialmente em setores emergentes, né, por este olhar que as empresas têm como explorar melhor isso?
Speaker 2:As empresas precisam a bem da verdade definir as suas diretrizes, estabelecer quais são os seus valores, quais seu, são os seus comportamentos e aí sim estabelecer alguns indicadores, as chaves na verdade, de desempenho que a gente popularmente chama de KPIs, né? Então, mapeando a as áreas nas quais essa empresa, junto com seus colaboradores, pretende que o ESG traga impacto diferenciado. Então a gente precisa analisar, bem da verdade, qual é a necessidade da empresa pra alinhar ações de curto e longo prazo mas sempre com 1 visão futura.
Speaker 1:Perfeito, e eu acho que as empresas elas têm buscado ter esse olhar. De que maneira a transparência e a responsabilidade social corporativa elas podem impactar positivamente a confiança dos investidores nas empresas, né? Olhando pra pacote mais amplo né olhando pra 1 experiência mais ampla aí do que as empresas também podem tirar, de terem práticas alinhadas com os princípios ESG. Como que você enxerga esses pilares, andando junto?
Speaker 2:Professor Peter, nós não temos a bem da verdade como caminhar e como o senhor bem coloca, sem que esses pilares andem de forma unida. Então, es, sigla em que cada letra corresponde a 1 área do chamado desenvolvimento aí sustentável ou da busca desse desenvolvimento sustentável, essas letras elas não podem realmente andar de forma desalinhada, né? Isso não significa que 1 empresa precise exatamente enfrentar todos esses desafios de 1 vez só. Se estiver disposta a seguir 1 das ramificações, já está ótimo, desde que isso seja plenamente cumprido. Portanto, nesse setor, a importância da transparência, como promover essa a importância da transparência, como promover essa transparência, isso é fundamental.
Speaker 2:A transparência, a bem da verdade, ela facilita o diálogo entre a empresa, seus colaboradores, os stakeholders e a própria sociedade civil, e permite a construção de parcerias e traz a possibilidade de busca de soluções inovadoras. Com transparência, com a análise documental, isso ajuda a construir confiança, fortalecer a resiliência empresarial e impulsionar a competitividade, mas dentro de bases sustentáveis, porque é ótimo, né, Que as empresas tenham essa competitividade mas que isso não seja fator de desequilíbrio especialmente do meio ambiente e do trabalho. Então transparência sem dúvida alguma, ajuda, os profissionais a desenharem valores e políticas que se tornam padrões claros a serem praticados internamente, comunicados ao mercado, e isso traz 1 modificação de imagem da empresa perante o mercado de atuação ou o mercado em sentido comum, ímpar, né? Evitamse aí vários danos, evitamse possíveis penalidades de práticas indesejáveis, a redução, a minimização de riscos operacionais que são normalmente associados a esses problemas ambientais, sociais, econômicos de governança corporativa, são riscos que passam a ser riscos controlados. Então, adotar esse tipo de comportamento transparente, né, de responsabilidade social, faz toda a diferença pra que a empresa tenha a boa implantação de projeto ESG.
Speaker 1:Eu queria fazer 1 pergunta pouco mais abrangente, antes da gente fechar de novo, que tem a ver com esse momento que o mundo tem vivido né? É certos governos eles despriorizaram essas pautas, certos governos olham com certa reticência ao AAA ESG, políticas ESG tanto no âmbito, né, vamos dizer assim da administração pública quanto empresas têm relação com com o governo. Como que você acha que isso vai impactar o futuro dessa agenda na iniciativa privada? Essas movimentações que a gente vê de certos governos, elas tendem a ter impacto efetivo nesse processo que vem acontecendo de ampliação da agenda ESG, ou, a você enxerga isso?
Speaker 2:Lamentavelmente esses comportamentos aí de alguns governos, trazem desincentivo. Essa eu acho que é a é a palavra. Nós já temos muitas discussões, a respeito do tema. ESG é 1 temática, na minha opinião aqui né, se eu posso fazer essa particularidade já bastante discutida, a gente conversa sobre, faticamente sobre ESG desde 941950. Então assim, a matéria da sustentabilidade é algo que não admite mais retrocessos, né professor Vitor?
Speaker 2:É absurdo a gente praticamente dá passo pra trás nas questões ambientais sociais e de governança corporativa. Então eu acho que a perspectiva é vamos trabalhar com o que temos e tentar combater até esse comportamento que vai contra fluxo mundial. O a nossa esperança é que as empresas do setor privado especificamente, elas já tenham experimentado e não deixem de lado as boas experiências já vividas dentro dessa temática. Tá? Aqueles que já se engajaram nos projetos, na agenda ESG, aqueles que efetivamente querem seguir as determinações da ONU, das ODS, né?
Speaker 2:Sabem que não há outro caminho. ESG eu lamento pelo desincentivo, mas eu não vejo como 1 via que vem a ser interrompida, né? O alinhamento com os objetivos aí de desenvolvimento econômico das empresas que já testaram essa cultura verdadeiramente ESG, têm tido resultados positivos, né? Não só em nível de bolsa de valores, mas pra que empresas estejam bem ranqueadas efetivamente, dentro das suas linhas de atuação, dentro do mercado. E também com proveitos econômicos comprovados, né?
Speaker 2:Nós temos aqui no setor da agro, né se a gente já pode até caminhar pouquinho aqui pra esse rumo, boas experiências nesse sentido, né? Lucros que advém desse comportamento es g. Então que não seja 1 via de retrocesso, isso sim, mas que sem dúvida alguma, né, gera estranhamento mundial, talvez haja necessidade de alteração da própria sigla de ranqueamento perante as bolsas de valores mundiais, mas acredito que a ideia base do desenvolvimento sustentável, né, não seja, obstaculizada, né, esperamos que não seja obstaculizada por essas políticas anti qualquer coisa.
Speaker 1:Perfeito e eu acho que essa resposta ela já me dá gancho pra pergunta que eu ia fazer, que é, com fortalecimento do s g, é, você tem algum exemplo, pode ser de indústria mesmo onde vamos desenvolver pouco mais essa conversa, mesmo que seja no âmbito do agro alguma empresa que tenha se destacado no na implantação da agenda ESG e com os resultados que obtiveram, como os nossos estudantes estão inseridos dentro desse processo, e estão olhando de 1 forma holística né, como se inspirar, como reproduzir melhores práticas, e nossa
Speaker 2:disciplina? Claro que sim professor Vitor, existe 1 empresa no setor agro, que foi 1 das pioneiras na implantação desses projetos, né, ESG. O nome é Grupo Roncador. Grupo Roncador é grupo agropecuário, fica instalado na cidade de Querência, no estado do de Mato Grosso. É 1 empresa agro, 1 propriedade rural bastante produtiva, fundada em 1978 e que em 2008, trabalhava praticamente com plantio de soja, mas desenvolvia paralelamente sistema que integrava a pecuária regenerativa e a agricultura de alta tecnologia.
Speaker 2:Então eles têm essa somatória pecuária regenerativa e agricultura de alta tecnologia, investindo portanto, no que a gente tem de novas tecnologias. O sistema que foi utilizado por esse grupo roncador, eles trazem ali todo alinhamento calcado em utilização mínima de defensivos químicos que foram substituídos por defensivos biológicos, Eles fizeram estudo muito interessante de remineralizadores, condicionadores de solo, monitoramento de lavouras, fizeram intercalando ali, né, o pasto pro gado, plantio de milho, capim. Então, demonstraram como é que esse rodízio poderia ser feito e focaram, né, num bemestar geral de meio ambiente, mais especificamente, num bemestar animal, veja, animal mesmo, né, depois num bemestar como todo com treinamentos constantes, de manejo racional, linguagem corporal pro pessoal da pecuária, então ficou, não não fica algo ali só nos manuais, né? Eles chamam de currais Racionais, esse é termo que eu acho muito interessante. Então eles, mostram ali, pros seus colaboradores, como é que se faz o controle de toda a operação, incentivam a profissionalização desses colaboradores e oportunizam a qualificação do pessoal.
Speaker 2:Então, com com esse comportamento do grupo roncador, eles trouxeram para a região grandes transformações culturais sociais, jurídicopolíticas, ambientais e especialmente econômicas, né? O grupo locador é grupo que eu recomendo assim fortemente que os alunos verifiquem, vejam os projetos, eles trabalham com a maior transparência, têm disponibilidade inclusive pra atendimento de pequenos grupos. É assim trabalho muito muito interessante mesmo. Estão focados especificamente nas ODS 12, 16 e 17 e já apontam, na sua página aí de visita, né, quais foram os resultados mais promissores econômicos que eles tiveram nos últimos tempos e a motivação e o desenvolvimento contínuo aí do seu pessoal. Então são bons resultados, excelente exemplo a ser seguido e fortemente recomendado.
Speaker 1:Essa inclusive é 1 pergunta que eu ia fazer, é como que o o as ODS podem servir como norteadoras, quão importante elas são, até pra publicizar ou organizar as ações ESG, organizar o arcabouço de possíveis formas de enfrentamento desses desafios da agenda?
Speaker 2:Veja professor Vitor, toda vez que nós falamos num projeto es g, o início desse projeto, é, a gente precisa, é identificar logo de cara, qual é o setor ou quais são os ODS que vão ser atingidos com esse projeto. Então, se falar em ODS, é se falar em premissas do projeto. Não existe projeto ESG, sem que a gente veja qual é a chave indicadora da performance, ou seja, o com o que é que a empresa vai contribuir? O que que ela vai trazer? Qual é o diferencial que ela vai trazer?
Speaker 2:Então, quando a gente vai estruturar projeto ESG, obviamente, tem corte, né, de indústria. E o segundo ponto é observar o KPI. Qual é o indicador ou a chave indicadora de performance? O que que é que vai buscar ser atingido? Então assim, os ODS são a base do projeto ESG, né?
Speaker 2:Da mesma forma que lá pra frente, a gente vai ver que não existe falar em ESG sem que haja controle de confidencialidade, né? Não impedindo a transparência, mas precisa ter ali controle de confidencialidade dos mecanismos, né? Precisa se respeitar a tal da LGPD, ou a proteção de dados em sentido genérico. Mas é processo que a gente precisa observar minimamente 4 etapas. Corte de indústria, contribuição com os ODS, o projeto em si e a proteção de dados.
Speaker 1:E pra fazer a minha última pergunta, é, se a empresa ainda não tem 1 agenda ESG instalada, o que que você diria pra esse gestor? Como provocar essa reflexão pra se engajar nessa temática que é tão complexa?
Speaker 2:Pois é professor Vitor, essa é ainda 1 dificuldade que nós temos porque, nós gostaríamos que isso fosse, muito evidente né? Pra quem trabalha na área ESG, os benefícios são muito evidentes. Pra quem ainda não está engajado, precisa saber dos resultados. Então precisa realmente analisar, ver outras experiências, ver outras empresas, né, de micro, médio, grande porte porque ESG não se aplica só a 1 gama de empresas, né, só 1 porte de empresas. E entender as vantagens econômicas que são trazidas pra empresa.
Speaker 2:A representatividade, a imagem que essa empresa ou esse microempreendedor passa a ter no seu mercado, dentro da sua indústria, dentro das suas atividades. Então, 000 que se chama, até porque não existe ESG sem a parte econômica, evidentemente, é 1 reflexão do engajamento dos stakeholders, os investimentos que já foram feitos e o possível desenvolvimento lucrativo, né. Como é que essa empresa melhorou a sua competitividade e quais são os lucros do momento. O comparativo, ter experiências, verificar, sites de bancos, inclusive de instituições financeiras, fornecem isso logo nas suas primeiras páginas. Então, trazer interesse de base econômico mostrando que projeto ESG também significa lucro.
Speaker 1:Doutora Denise queria te agradecer pela disponibilidade foi grande prazer essa conversa, é ESG é assunto que a gente pode explorar diversas facetas e diversas frentes pra ampliar essa discussão e eu tenho certeza que foi muito rico pros nossos alunos, é ouvirem essa conversa.
Speaker 2:Eu que agradeço novamente o convite professor Vitor, a oportunidade e essa dinâmica de conversa que ainda precisa se desenvolver muito na nossa seara pra que a gente tenha a compreensão dos benefícios ESG, que tenhamos mais encontros desse tipo.
Speaker 1:E com isso encerramos o nosso hub sonoro da disciplina ESG na indústria do vinil. Quem ainda não terminou de fazer a leitura do material, ou assistir a as nossas videoaulas voltem lá, sem se esquecer que ao final deve fazer a sua avaliação de aprendizagem com o rubi prática. Espero que tenham gostado e nos vemos em breve, até mais. Pósgraduação unicinos.