Programa Rádio Livre - 21/07/2026
Programa Rádio Livre - 21/07/2026
Na peleja por um jornalismo livre, coerente e brasileiro.
A universitária FM apresenta
rádio livre conversando nas
ondas
Os destaques do rádio livre
desta terça-feira 21/07/2026 com
a retomada dos ataques
americanos ao Irã, a guerra
chega ao décimo dia consecutivo
nessa nova fase, após os Estados
Unidos romper com o acordo
provisório de cessar fogo.
A polÃcia federal inicia
operação de segurança para
candidatos à presidência da
República.
A Copa do Mundo acabou, vamos
falar hoje do legado ou das
sequelas da copa e esse é um
tema para nossa conversa hoje
com o jornalista Bruno balacó.
A guerra dos Estados Unidos
contra o Irã está no décimo dia.
Nessa fase atual, Estados Unidos
atacaram Irã pelo décimo dia
consecutivo e o argumento é a
disputa pela navegação no
Estreito de ormuz.
Cita também a tentativa de
fragilizar as possibilidades de
defesa do Irã.
Autoridades Americanas admitem
que o Irã atingiu 2 navios
petroleiros que foram explodidos
e ficaram imobilizados na
região.
E o transporte de petróleo pelo
Estreito de ormúcio pode ficar
mais complicado ainda a guarda
revolucionária islâmica do Irã,
afirmou.
Ter atacado aeronaves Americanas
no aeroporto de acaba, na
Jordânia, com mÃsseis
balÃsticos, além de instalações
e equipamentos militares dos
Estados Unidos na região.
O Ministério das relações
Exteriores do Catar declarou que
os bombardeios contra usinas de
energia elétrica e
dessalinização de água no Kuwait
viola uma resolução 2817 do
conselho de segurança.
Da organização das Nações
Unidas.
Só que essa palavra do Catar
parece uma piada.
Por quê?
Porque o patrono patrocinador, o
chefe da guerra, Donald Trump,
ele não tem a menor menor apreço
pela organizações das Nações
Unidas pelas decisões do
conselho de segurança da ONU.
Logo, fica difÃcil entender que
eles estão preocupados em manter
o que está previsto na resolução
do conselho de segurança da ONU.
A Escalada do conflito voltou a
pressionar os preços do petróleo
no mercado Internacional, com o
barril subindo a 90 USD e isso
pra entrega em setembro.
O barril pra entrega em agosto
já está em 8280 e quase 83 USD.
A guerra entre Estados Unidos e
Irã.
Começou em 28 de fevereiro com
ataques norte americanos e
israelenses contra o povo
iraniano.
Num dos ataques, Estados Unidos
e Israel mataram o principal
lÃder do Irã, o eiatolá
khomeini, e toda a famÃlia.
Ou quase toda.
Desde 28 de fevereiro,
sucessivas tentativas de cessar
fogo fracassaram e o conflito já
se espalhou.
Para outros pontos do Golfo
Pérsico, atingindo bases e
interesses americanos em paÃses
próximos do Irã.
Sem sinais de uma solução
diplomática, pelo menos neste
momento, o conflito segue como
um dos principais fatores de
risco e de instabilidade para a
segurança global e para a
economia do planeta.
O perÃodo de convenções
partidárias para eleições gerais
de 2026 começou ontem e se
estende até 5 de agosto.
à nesse perÃodo que os partidos
polÃticos e as federações
partidárias oficializam os nomes
que vão disputar os cargos de
presidente da República, vice
presidente da República,
governador e vice dos estados e
do Distrito Federal, senadores e
suplentes deputado federal.
E deputado estadual ou
distrital?
O partido democrático
trabalhista é a primeira legenda
do calendário eleitoral a
realizar convenção, que foi
ontem mesmo, né?
Nos próximos dias, outros
partidos farão suas convenções e
já anunciaram no caso do partido
liberal, partido social
democrático que mais e o partido
novo já anunciaram convenções
para este mês.
Ainda durante as convenções,
além de escolher os candidatos,
os partidos decidem sobre
eventuais coligações eleitorais
e definem os números que
identificarão cada candidato na
urna nas disputas para a Câmara
dos deputados.
Para as assembleias
legislativas, os partidos
precisam observar a legislação
que determina.
O número é o mÃnimo de 30% e
máximo de 70% para homens e
mulheres.
Esse é uma tentativa de dar
equilÃbrio.
Ã, a longo prazo, a
representação polÃtica de homens
e mulheres na sociedade
brasileira.
Mas bem que já podia ter mudado,
né?
Como?
Simples assim.
O Congresso aprova uma
legislação que estabelece se o
percentual de mulheres é como
saiu agora.
E eleitora, 53%, então está
resolvido, 53% de mulheres, a
representação mesmo, não estou
falando nem das candidaturas,
não é a representação, os
lugares lá para serem ocupados.
Pronto, resolveria este
predomÃnio machista.
à milenar na polÃtica, mas isso
aà é uma questão que tem que ser
discutida, né?
Pelo, pelo povo brasileiro, pelo
Congresso Nacional, pelas várias
representações, para ver se de
fato.
Ã, existe mesmo o interesse de
superar essa sub representação
feminina em todos os poderes na
história do Brasil?
Porque se for a esperar, é
eleição à eleição.
Aà nós teremos alguns séculos
para atingir Oo equilÃbrio 7.
E 37.
A polÃcia federal começou ontem
a operação nacional de segurança
para os candidatos à presidência
da República nas eleições de
2026.
O serviço será oferecido aos
candidatos homologados nas
convenções partidárias que
solicitarem formalmente a
proteção, com estrutura para
atender até 10 candidaturas
simultaneamente.
A operação mobiliza 458
servidores, entre agentes de
proteção, chefes de equipe e
profissionais das áreas de
inteligência e logÃstica, com
apoio das superintendências da
polÃcia federal em todos os
estados.
Antes do inÃcio do esquema, a
polÃcia federal fez uma
avaliação do nÃvel de risco de
cada pré candidatura,
classificando as em 4
categorias, muito alto, alto,
moderado e baixo.
Que é para fazer o trabalho mais
adequado.
AÃ os candidatos escolhem se
querem ou não a segurança.
A Exceção são candidatos que já
tem algum tipo de segurança que
podem optar por não querer, mas
aà é a responsabilidade do
próprio candidato.
A maioria dos candidatos,
naturalmente que aceita e é
importante que haja que haja
essa segurança.
Pra que o eleitor fique
tranquilo e perceba um processo
eleitoral democrático, livre em
paz e que prevaleça à vontade
popular.
Aproveitando o ensejo, vamos
turbinar nossa vontade popular,
né?
Vamos analisar a candidatura.
A candidatura de todos os
nÃveis, né?
Saber o que que as candidaturas
propõe, quem são os candidatos
ou as candidatas, quais são os
compromissos que ele tem, eles
têm com o paÃs, com o estado,
com o lugar onde você mora, com
a superação das desigualdades,
das injustiças, né?
Com a distribuição da Riqueza e
por aà vai.
São fatores os mais diversos,
né?
Que a gente precisa, como
eleitor, levar em consideração.
Para tomar a decisão do voto
livre, consciente, de forma
democrática, num pleito limpo.
à isso que todos os brasileiros
desejam.
Eu imagino, né?
Imagino também que os candidatos
e as candidatas a todos os
cargos disponÃveis agora nas
eleições também se preocupam com
esses aspectos.
Agora são 7.
E. 40 o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sancionou ontem,
no Palácio do Planalto, o
projeto de lei que institui a
estratégia nacional do complexo
econômico industrial da saúde.
A nova legislação tem como
objetivo assegurar a autonomia e
a soberania do Brasil.
Na produção de medicamentos,
vacinas, insumos e equipamentos
médicos e hospitalares.
A lei, originada do projeto de
lei número 2583, de 2020, teve
relatoria do senador Rogério
Carvalho, do PT de Sergipe, no
Senado e busca reduzir a
dependência do sistema único de
saúde em relação a produtos é
biotecnológicos e farmacêuticos
importados.
A lei também cria a figura da
empresa estratégica de saúde.
Para obter essa qualificação uma
empresa, as companhias na área
precisam manter instalações
industriais no Brasil, atuar em
pesquisa, desenvolvimento e
inovação e comprovar a
capacidade de produção de itens
considerados estratégicos para
área de saúde.
A nova legislação estabelece
também diretrizes.
Para fortalecer o sistema único
de saúde, ampliar o acesso a
tecnologia em saúde e também
incentivar a produção nacional,
estimular a pesquisa e inovação
e, claro, capacitar
profissionais e preparar o paÃs
para enfrentar futuras
emergências sanitárias.
O texto também prevê o uso do
poder de compra do estado.
Para impulsionar a indústria
brasileira do setor de
medicamentos, insumos e
equipamentos.
Vocês lembram?
Não, alguns não lembram, mas
durante a pandemia, um dos
problemas era exatamente.
E os paÃses de um modo geral, é,
não produziam certos insumos
básicos e ficaram na
dependência.
De 2 ou 3 produtores no mundo e
a produção não era suficiente
para atender a população
mundial.
Um exemplo básico é o caso das
máscaras, né?
Rapidinho as máscaras é foram
adquiridas e consumidas e se
teve pelo mundo afora de
improvisar máscaras.
Eu estou citando um exemplo bem
bem elementar.
Mas há situações de medicamentos
e de insumos também básicos, que
podem e devem ser produzido
nacionalmente.
Porque baixa o custo e porque
garante uma produção suficiente
para situações é que a gente
espera que aconteça o mÃnimo
possÃvel.
Nem aconteça, mas para situações
em que emergências, né?
Na área de de saúde, precisem
desses produtos. 7 e 43 vamos
falar de Copa do Mundo?
Vamos, né?
à pra onde é que vai o futebol
brasileiro?
O que precisa mudar pra não
repetir o que vem acontecendo,
uma copa atrás da outra?
Essa é a questão ou uma das
questões que eu propus ao
jornalista doutor em comunicação
Bruno balacó.
Na semana passada, quando ele
esteve aqui na às vésperas do
final da Copa do Mundo, e nós já
tÃnhamos acertado.
E o Bruno está aqui?
Bom dia, Bruno.
Bom dia, Leonardo.
Prazer estar com você aqui de
novo.
De fato são muitas questões, né
gente?
Que a gente precisa refletir
muito sobre o que aconteceu
nessa última Copa do Mundo, até
porque o resultado foi muito
frustrante.
Seleção caiu nas oitavas e a
gente viveu aquela expectativa
do hexa, quando na verdade, o
hexa que a gente viu, Nonato,
foi o hexa reverso, a sexta
eliminação seguida assim de
forma precoce.
E sempre para seleções
emergentes.
A gente está com esse trauma de
sempre cair para times europeus
e times europeus de segundo ou
terceiro escalão.
Já foi assim recente com
Bélgica, dessa vez com Noruega,
uma seleção emergente, mas que
está longe de ser uma potência
do futebol mundial.
Então a gente tem que refletir
muito para esse novo ciclo.
Vai começar tudo do zero agora.
São 4 anos de trabalho até a
copa 2030, então o momento de de
fazer essas mudanças, dessa
revolucionada de fato ali, sair
da casinha agora.
Bruno, você falou em Noruega,
né?
EE, eu tô lembrando aqui agora
que a presidenta da federação da
Noruega lizzie e clavenece, né?
Liz e clavenece é é uma mulher,
né?
à a primeira mulher a comandar é
Oo futebol na Noruega, uma
advogada, tem um envolvimento
direto com a área do do esporte,
foi jogadora de futebol, et
cetera e tal.
E olha.
Não é à toa, parece não é à toa
que a Noruega é se projetou
nesta copa porque a posição
polÃtica da Noruega e da lÃder
principal do do esporte do
futebol da Noruega colide com
com a posição conservadora da
FIFA, que, por sua vez, é a
posição que a CBF brasileira
adota.
Não é, então?
A CBF segue a cartilha arrisca
da FIFA.
Exatamente, é Confederação
brasileira de futebol.
Então vamos você citou uma
situação pra gente fazer até um
paralelo, então o Noruega é se
posicionou bem para o para os
parâmetros de de Copa do Mundo,
né?
Não só do ponto de vista do
futebol, mas politicamente, no
caso brasileiro.
A gente vê que as 2 coisas foram
bastante frustrantes, né?
Nem o Brasil se apresentou.
O futebol que imagina ter, eu
digo, imagina porque a gente não
viu, não é?
E parece que que as posições.
à polÃticas da CBF também tem a
ver com isso ou não?
Tem a ver e precisam mudar,
porque eu acho que a gente tem
que aproveitar bem esse ciclo.
A gente sempre trabalha com essa
história do ciclo de 4 anos, né,
porque copa é a cada 4 anos e
assim, e agora a gente vai ter
uma chance de ouro, porque o
antiellote, que é o da seleção,
chegou com uma batata quente.
Ele tinha um ano pra fazer tudo,
montar um time titular, definir
o time pra copa, definir os
convocados.
Dessa vez não tem desculpa, ele
vai começar um ciclo do zero,
então ele vai ter 4 anos
inteiros.
Para poder definir a base dele.
E vai precisar renovar, porque
vários jogadores ali da seleção
que jogaram a copa 2026 estão no
ciclo, além dos 323436 anos,
inclusive Neymar.
Então toda essa galera precisa
sair de cena e uma nova turma
precisa chegar e ser montado uma
nova base.
Mas só que não adianta você
mudar todo o time e na gestão no
comando ficar tudo da forma como
era antes.
Então tem que mudar também a
mentalidade.
Da gestão do futebol brasileiro.
Isso aà começa o Leonardo também
em organizar o nosso calendário,
que é uma bagunça, o calendário
do futebol brasileiro.
Jogos atropelados a cada 23
dias, jogos de janeiro a
dezembro.
Não se respeitam, por exemplo,
as Datas FIFA, que é aquele
perÃodo que a FIFA pede que os
campeonatos sejam paralisados
para que as seleções disputem os
amistosos aqui, não para.
A seleção vai jogar na Europa,
na Ãsia, nos Estados Unidos, e o
Campeonato Brasileiro continua a
todo vapor.
Ou seja, não se respeite esse
calendário, porque não há esse
planejamento.
Então, a gente precisa encontrar
um meio termo, um bom senso
futebol clube.
Como já houve esse movimento
recentemente para dar essa
colocar ordem na casa para que o
futebol brasileiro tenha uma
gestão mais profissional.
Crie uma liga que defenda o
interesse de todos os clubes,
porque hoje está todo mundo é.
Alguns clubes estão para um
lado, outros clubes estão para o
outro.
Não existe uma unidade.
Nem para negociar, por exemplo,
contrato, direito de
transmissão, PatrocÃnio, nada.
Então a gente está precisando
primeiro criar uma liga para
poder unificar esses clubes.
E também é uma gestão de futebol
em que o calendário seja de
forma mais organizada, para que
uma vez que a gestão esteja, a
casa esteja arrumada, o futebol
brasileiro possa se
profissionalizar.
Porque nesse aspecto aà Noruega
e várias outras seleções já
estão a nossa frente e por
tabela, a gente vai ficando para
trás.
Olha a posição do Brasil nessa
última copa.
Nonato, 11º lugar, foi a pior
posição do Brasil desde a copa
de 903636 anos já.
Então é o tempo já da gente
rever conceitos para voltar a
ser protagonista.
Porque senão a cada 4 anos nós
só vamos acumular decepções. 6
Copas seguidas de decepções.
Desde 2002 que o Brasil não
Conquista tÃtulos e de lá para
cá, muito decepção.
Fazendo um paralelo aqui, certa
vez eu li 11 artigo.
No artigo não era 11 grande
reportagem sobre na área de
educação que dizia se referia a
11 desses paÃses.
AÃ que tem um sucesso
extraordinário de educação,
dizia o seguinte, que AA
educação é é a cara do diretor,
digamos assim.
Mas no final das contas era
mostrando que a gestão do
processo tem uma importância, é
fundamental.
No caso brasileiro, não é que a
seleção é mais ou menos a cara
da CBF.
à a cara da CBF, que se você
pensar no natur, o que é que
aconteceu com os últimos 56
presidentes de CBF que estiveram
no comando do futebol
brasileiro?
Todos foram afastados, presos,
não podem sequer sair do Brasil,
né?
Acho que desde Ricardo Teixeira,
eu diria, até que de João
Havelange, que chegou inclusive
a ser presidente da FIFA, é
passou a conviveu com a carreira
inteira com problemas e
escândalos de corrupção.
Teve FIFA Gate uma época todo um
escândalo de corrupção na FIFA,
e o Brasil sofre com isso.
Não é de hoje, são mais de 30
anos de gestões assim, de com
muitos contratos.
Ali é desde você lembra da CPE
da Nike, né?
Desde contratos polêmicos, né,
com fornecedor de material
esportivo, até a própria
corrupção como um todo que afeta
o futebol brasileiro, porque
isso aà vai, vai essa corrupção,
porque assim que ACPF que o
futebol brasileiro ainda
movimenta bilhões, movimenta,
mas esse dinheiro ele é ele é
reinvestido no na base, no
futebol brasileiro, nos
campeonatos.
Na formação de talentos no
futebol feminino, que vai
receber agora uma copa no
próximo ano, não, não é
investido.
Pois é essa questão.
à o que acontece.
Você acabou antecipando uma
questão que eu IA colocar aqui,
que era a seguinte, dinheiro não
é problema, né?
Nunca, dinheiro tem de sobra.
E quando falta alguma coisa, tem
uma Bete, né?
Se é que falta alguma coisa, né?
Tem uma Bete é, e como é que é?
Como é que funciona?
AAA relação é da CBF.
Com os clubes em relação AA
distribuição do do que é
arrecadado em termos de de
futebol brasileiro, porque você
acabou de de descrever aà uma
situação no caso dos campeonatos
de hiperexploração dos
trabalhadores, porque assim
muita gente esquece jogador de
futebol, treinador, massagista,
et cetera.
Eles são profissionais, são
pessoas humanas e profissionais.
E o que a gente percebe é que a
quase totalidade vive numa
situação de.
Hiperexploração do trabalho e de
salários muito baixos, né?
Você olha para o Vini Junior,
para citar um exemplo, não é
nada que negativo, não é
positivo mesmo.
Olha a remuneração dele.
Não tenho nada contra a
remuneração dele, mas assim, ele
não é o parâmetro para ver o
futebol brasileiro.
E muitas vezes as pessoas veem o
futebol brasileiro a partir de
determinados nomes.
Que na verdade não são
parâmetros para ver o jogador de
futebol como trabalhador.
Imagina o jogador que joga 3
vezes na semana.
Já teve aqui o campeonato
acidente, né?
Série a, série b, 3 jogos, né?
Sábado, quarta, EE domingo.
E agora inventaram o jogo na
segunda jogo.
Na sexta tem jogo de.
Segunda a domingo não.
Acho que hoje AA grade das
emissoras de TV de rádio hoje do
streaming, ela é ocupada de
segunda a domingo, a hora que
você quiser.
A partir da tarde, né?
De manhã, geralmente é poupado
no futebol brasileiro.
De tarde em diante tem jogo
rolando no Brasil, então nunca a
bola nunca para por aqui.
De janeiro a dezembro,
inclusive.
Pois é, aà voltando a questão do
da grana, muita grana rolando e
a bola não rola porque?
Eu acho que a gente não precisa
nem muito longe para pegar os
exemplos mais emblemáticos da
desigualdade, por exemplo, de
como é, é, é, é pago, por
exemplo, os salários do futebol
brasileiro.
Basta a gente ver para o nosso
quintal aqui no futebol
cearense.
Qual é a realidade de 90% dos
jogadores aqui?
Profissionais do estado, do
nato, eles tem que jogar o
campeonato cearense da série
AEE, imediatamente ficam
desempregados, já tem que buscar
o campeonato cearense da série
BO cearense e depois já se
empregam na série c ou seja,
eles tem que ficar pulando de
galho em galho pra sobreviver.
Porque os contratos que muitas
vezes eles.
Eu não estou falando de Ceará e
Fortaleza, eu estou falando dos
demais clubes.
Que é a maioria, né?
Que é a maioria, né?
De 10 clubes, 8, por exemplo.
Eles tem que ficar pulando de um
emprego pro outro, porque os
contratos que eles firmam com
essas equipes são de 3 ou 4
meses.
E como é que você vai colocar
comida na mesa 12 meses sem que
ser?
O contrato é de 3.
Então, a grande realidade do
futebol brasileiro é essa,
jogadores que, em sua maioria,
ganham muito pouco, muito baixo
e precisam ficar pulando de um
clube pro outro.
Porque a CBF, que é a principal
responsável por fomentar e
desenvolver o futebol
brasileiro, que é a gestora do
nosso futebol, não redistribui
esses recursos.
Você tem caso os os clubes ainda
continuam reféns das bets.
Porque que eu digo as bets?
Porque o patrocinador macho de
quase todos os clubes do futebol
brasileiro é uma Beth, é sempre
uma Beth.
Mas assim não vem esse recurso
de quem de fato, de fato deveria
financiar o futebol brasileiro,
que é a CBF.
Porque, como eu disse, futebol
brasileiro continua bilionário,
é bilionário.
Mas esse dinheiro não chega na
ponta, não chega nos jogadores,
não chega no clube, não chega na
base.
Então os clubes precisam se
virar em buscar novas Fontes de
receita e essas receitas.
Muitas vezes a única que aparece
ali tentando te salvar é uma
Beth.
Não que isso justifique que
investir na Beth porque não
justifique.
Eu acho que Oo Brasil, o futebol
Brasil, precisaria buscar outras
formas de de financiar o seu
modelo de negócio para além de
uma Beth.
Eu acho que sensibilizar
novamente o empresariado aà acho
que tem muita grande empresa que
poderia estar.
A gente não tem essa, esse essa
cultura no Brasil hoje de de
fazer com que as empresas elas
é.
à patrocinem o esporte para
poder ter a questão do imposto
de renda, o desconto do imposto
de renda.
Isso poderia ser um caminho
também chegando para o futebol.
No fundo, no fundo é um
financiamento público, né?
Porque não deixa de ser um
financiamento público.
à a questão da Renúncia fiscal.
Mas isso não chega no futebol.
Porque quem consegue bem driblar
essa questão da da Beth, muitas
vezes da, da, da, da, da isenção
fiscal, são as Beth, que tem
todas elas, os seus
investimentos em paraisas
fiscais nas Ilhas Cayman, por
exemplo.
Não paga quase tributos, né?
Mas assim, Nonato, essa grana
não chega.
Essa grana não chega nos clubes,
não chega na base, não chega nos
trabalhadores do futebol.
Eu fico pensando na imensa
maioria, o vinho Júnior.
Ele é um privilegiado de do
futebol brasileiro, de 1% dos
jogadores.
Que de fato tem uma remuneração
elevada, bem sucedida, porque
99% vive na, na, na miséria, na
dificuldade.
Contratos de fato penosos de 23
meses.
Essa é a realidade do futebol
brasileiro, não jogador que
sofre o ano inteiro para ganhar
2 ou 3 salários.
E é uma hiperexploração, como
você falou, porque não é só
entrar em campo 3 vezes por dia,
porque o cara ele tem que ter,
ele está sujeito a viagens 23
vezes por semana.
Ele está sujeito a deslocamentos
a treino todos os dias, então
esses caras trabalham na verdade
todos os dias da semana para ter
férias uma vez por mês e olhe
lá.
E com um calendário desonesto e
cruel que é o futebol
brasileiro, muitas vezes nem
férias direito ele tem, porque
às vezes os campeonatos de
futebol vão parar lá pro dia 20
e 25 de dezembro, EE 10 dias
depois já começa a pré
temporada, porque assim no
futebol tem esse detalhe, né?
No futebol tem um detalhe de
você terminar o campeonato, sim.
Mas na sequência já tem que
começar a preparação para o
outro campeonato, sim.
Então, às vezes são são 10 dias
de folga, de de de Descanso para
poder voltar a trabalhar, porque
você não pode voltar das férias
direto para o campo.
Você tem que ter 1015 dias de
preparação para se recondicionar
fisicamente.
Porque o jogador ele vive de que
da matéria prima máxima dele,
que é o corpo, a integridade
fÃsica dele, ele tem que estar
bem de saúde fÃsica, né?
Não tem que estar com lesões,
problemas musculares para poder
render.
Bruno balacó, ele tem uma ainda.
A questão é, aqui nós estamos
nos aproximando do final do
programa em relação à questão da
da polÃtica EEEO futebol, sempre
houve 11, digamos assim.
Uma farsa.
Vamos chamar de farsa logo de
que é os esses essas competições
internacionais, elas seriam a
polÃtica isentas de interesses
polÃticos, et cetera.
Mas o que sempre ocorreu foi.
A predominância de uma de
posições polÃticas conservadoras
ou ultraconservadoras, como
aliás ocorreu agora nos Estados
Unidos, com o Trump, inclusive.
Anulando o cartão.
Né, decidindo as regras do jogo?
Quis entregar a taça, quis
aparecer no meio da da entrega
da da taça da Espanha, né?
Se.
Meteu lá no meio?
Do e foi convidado.
Como se retirar, né?
De forma inconveniente até, né?
Mas tem 11, digamos assim, uma
reação, digamos, né?
A gente viu que, por exemplo,
houve várias manifestações
contra o racismo, né?
Denúncia de de, de de injustiça
durante os jogos mesmo, que é o
caso do Irã.
O Irã tá com a ação requerendo a
indenização porque além de toda
perseguição polÃtica contra os
seus jogadores e dirigentes,
houve a anulação de um gol que
foi considerado legÃtimo, né
mesmo?
Como vai tudo anular o gol?
E isso resultou na
desclassificação, Na Na
eliminação do Irã, eles estão
requerendo.
Claro que a expectativa de de
resultado positivo,
sinceramente, eu não, eu não
imagino.
Era difÃcil, já chegou com pouca
expectativa para a copa.
à exatamente quase que não chega
porque?
Porque os Estados Unidos não
queriam sequer dar o visto, como
de fato é.
Ficou precário porque eles
entraram, mas tiveram que ir
para o México, não podiam
permanecer nos Estados Unidos.
E tem as várias manifestações de
solidariedade à Palestina, né?
à e por último, agora houve 11
jogo entre as vÃtimas de Israel
na no em Gaza.
à jogadores que perderam perna,
que perderam braço, pessoas
mutiladas resolveram fazer uma
final tipo Espanha e Argentina.
Sim, lá no estádio que foi
destruÃdo porque não sobrou
nenhum estádio, nem Gaza.
à debaixo dos bombardeios de
Israel.
O que eu quero dizer é que há
uma reação polÃtica.
Sobretudo dos jogadores, mas
também de treinadores, como do
Egito, né?
Que denunciou a injustiça é se
solidarizou com a Palestina e
denunciou o racismo.
Claramente foi foi inclusive
ignorado.
Isso você citou inclusive Na Na
entrevista anterior, é qual a
expectativa do caso, da porque
no caso brasileiro a gente não
viu também é algum tipo de
manifestação, mas assim clara de
jogador nenhum brasileiro em
relação.
Teve um ou outro, mas muito
discreto e nenhum
posicionamento.
Eu nem digo que eles botassem
uma Bandeira Palestina livre,
porque parece que não é bem o
perfil deles.
Mas, pelo menos em relação AAA,
essa forma injusta, desigual, é
desinteressante.
Desestimulante de de gerir o
futebol e de fazer o futebol
brasileiro, não a sua
expectativa em relação a isso.
A grande verdade é que não tem
expectativa nenhuma disso,
Nonato porque a verdade é que a
as entidades do futebol, a FIFA,
a CBF, elas reprimem.
Todo e qualquer manifestação de
caráter polÃtico No No esporte.
Então não dá para imaginar os
jogadores entrando em campo
carregando faixa, fazendo gol e
levantando camisa ou
apresentando algum tipo de
manifestação, porque isso já é,
já é reprimido, é de forma
antecipada, já de forma
coercitiva, de que se fizer isso
é punido.
A Argentina exibiu a faixa de
que as as Ilhas Malvinas são
argentinas.
EE vai ser punida com certeza,
vai ser punida, vai ser
reprimida por isso.
Então, da mesma forma que o
jogador brasileiro, que faz, por
exemplo, um gesto anti racista,
que ergue o punho encerrado pro
alto, ele pode ser punido
também, mesmo ele lutando contra
o racismo, porque qualquer tipo
de manifestação polÃtica dentro
do esporte é reprimido e já é
avisado por antecedência.
Ou seja, o jogador já vai para o
campo com medo já de de de se
posicionar.
E quando ele faz isso em
coletiva depois do jogo, quando
eles dão entrevista depois dos
jogos, ele também é punido.
Tudo que um jogador fala passa
por um crivo.
De censura, de que se alguma
coisa tiver ali fora da
polÃtica, das diretrizes da
FIFA, da CBF, é punido.
Então, hoje, acho que esse
sistema que o futebol hoje se
moldou, favorece a alienação
cada vez maior dos jogadores de
que eles não se posicionem.
à porque se ele fizer isso
dentro de um ambiente esportivo,
ou seja, no estádio, no campo,
nas entrevistas, ele vai ser
punido.
Pelas entidades, pelo superior
tribunal de justiça, pelo
tribunal da FIFA.
Para onde ele for, ele vai
encontrar mecanismos de
repressão daquele posicionamento
dele.
Por isso que no futebol
brasileiro você só tem no máximo
um ou 2 jogadores que se
posicionem em causas sociais,
como por exemplo faz o Vini
Junior, que é uma voz quase que
isolada no futebol brasileiro,
na luta anti racista.
Agora os demais jogadores,
ninguém fala sobre Palestina
livre.
Ninguém fala sobre as questões
que assolam o mundo inteiro, as
guerras, os conflitos, porque se
fizer.
FeminicÃdio, por exemplo,
feminicÃdio.
Se fizer isso no campo Nonato, é
reprimido, é punido, vai a
julgamento e o jogador já fica
com o pé atrás.
Então, infelizmente, a repressão
é é total.
Por quê?
Porque as próprias entidades,
elas banem esse tipo de
comportamento que se fizer vai
ser punido.
E esse e esse.
E esse punido é punido com
bolso, com multa, é punido com
jogos de suspensão.
Ninguém quer ficar no meio da
copa ou fora de 34 jogos.
Porque falar alguma coisa que
desagradou o Trump?
Isso aconteceria se alguém se
posicionasse?
Certo?
Então precisamos nos inspirar na
democracia corintiana de
Sócrates, Casa Grande companhia.
Ou é trazer para o esporte de um
modo geral, para o futebol, o
conceito de democracia?
Com certeza, com certeza.
Esse é o desafio.
O problema é que o contexto
atual não favorece.
Porque, como eu te falei, quem
tem o poder de regular, de
comandar as regras, não dá um
ambiente para que isso ocorra.
A democracia Corinthiana na
década de 80, ela ocorreu num
num momento muito interessante
para o Brasil de transição, né?
E que o Brasil já estava se
preparando para viver a
redemocratização.
No Brasil, a gente vive ainda
bem hoje numa democracia.
Porém, no futebol, as entidades
reguladoras ainda não têm esse
conceito da de favorecer o
pensamento livre.
O que elas querem, de fato, é
que todo mundo seja pianinho,
que o trabalhador simplesmente
chegue lá, faça o seu trabalho,
vá embora, não se posicione, não
reclame, não brigue, e se ele
tiver que reclamar, que reclame
fora da da, dos holofotes, dos
estádios e da dos microfones de
imprensa, porque se ele fizer
isso publicamente, ele vai ser
punido.
Esse é o canil, infelizmente,
que a gente tá vendo no futebol
brasileiro e mundial.
Não é 11 crÃtica aqui a CBF é
uma crÃtica a FIFA, porque a
FIFA ela gera.
Aà o futebol é como um todo no
planeta.
E nesse aspecto, a FIFA mostrou
que ele tem uma linha durÃssima
no sentido de combater todo tipo
de manifestação polÃtica,
social.
Ela não quer a gente passar a
vida inteira falando não é só
futebol, não é só futebol, para
a gente olhar o futebol para
além do da, da, da, da prática
esportiva.
Mas a FIFA não.
A FIFA quer que olhe o futebol
apenas como o futebol, como a
prática esportiva e.
PolÃtica, só a dela.
E a polÃtica?
Só a dela, as que defendem os
interesses dela.
O que que ela fez de novidade
nessa copa?
Colocou parada de hidratação,
colocou mais 2 tempos, que agora
são 4, né?
Isso antes era só um intervalo
dos 45 minutos.
Agora, a cada 22 minutos tem uma
pausa.
Para quê?
Para ganhar mais dinheiro.
Mas.
Fez também o homenageado Donald
Trump, né?
Vamos terminar, né?
Triste, triste.
Chegamos ao final do rádio
livre.
Obrigado Bruno balacov pela sua
participação aqui.
Um abraço.
Prazer sempre no nada, sempre
que precisar.
Estamos aà sempre.
Uma Alegria estar com você aqui.
Sucesso ao programa e estamos
sempre às ordens.
Obrigado também a você que
estava com a gente aqui até
agora ouvindo o programa rádio
livre e a você que acompanha o
podcast rádio livre com Nonato
Lima.
Amanhã, 7 e meia a gente volta
com mais um rádio livre.
Obrigado.
A universitária FM apresentou
rádio livre.
Rádio livre rádio livre.