U24 | PÓS 7 - Humanidades - DCP 3

What is U24 | PÓS 7 - Humanidades - DCP 3?

Indicadores de Aprendizagem para a Gestão Educacional

Speaker 1:

Pósgraduação unicinos. Olá sejam bemvindos ao nosso podcast. Hoje vamos aprofundar os tópicos discutidos na nossa videoaula sobre a definição de competências e o desenvolvimento de rubricas. Componentes essenciais do processo de gestão da aprendizagem. Vamos explorar esses aspectos em detalhe, explicando sua importância e aplicação no contexto educacional.

Speaker 1:

Na nossa videoaula abordamos como a definição de competências é a base sobre a qual todo o processo educacional é construído. Falamos também sobre o papel crítico das rubricas na avaliação das competências dos alunos, garantindo clareza, equidade e consistência. Neste podcast vamos aprofundar essas questões, respondendo a perguntas como, por que não é fundamental definir competências de maneira clara? Como as rubricas contribuem para a justiça na avaliação? E quais são as melhores práticas para desenvolver e implementar rubricas eficazes?

Speaker 1:

E neste podcast nós temos uma convidada, a Tatiana Rocha. Seja bemvinda Tatiana. Você poderia compartilhar conosco pouco sobre a sua trajetória e experiência na área da educação?

Speaker 2:

Olá. Obrigada pelo convite. Então eu sou a Tatiana Rocha atualmente eu estou na gerência acadêmica da universidade. Eu tenho uma caminhada aí dentro das engenharias, trabalhando com a questão da modernização do ensino das engenharias e eu fiz tempo pós DOC na área de justamente na área de gestão da aprendizagem, trabalhando pouco mais para desenvolver de competências e rubricas numa universidade parceira nos Estados Unidos.

Speaker 1:

Que bom Tati, que bom te receber aqui. Então agora eu vou te fazer algumas perguntas, eu gostaria muito né que tu pudesses nos contar quais são as tuas perspectivas sobre isso. Isso. Em primeiro lugar a gente queria saber como é que tu vês a importância de definir competências no planejamento do processo de gestão da aprendizagem?

Speaker 2:

Então, basicamente esse é o coração da gestão da aprendizagem né? Porque no momento que a gente consegue definir muito bem, muito claramente as competências, as quais vão ser trabalhadas, a gente faz acordo né, com com os alunos, né, pra justamente a gente conseguir deixar claro e setar as expectativas do que que a gente entende que é importante pra eles, e com isso a gente consegue motivar bastante né, os alunos, na na questão da aprendizagem como todo. Então acho que, quando a gente consegue fazer justamente isso, deixar claro o que é esperado naquela disciplina, nos alunos a gente consegue então desenvolver essas competências de uma maneira mais tranquila vamos dizer assim.

Speaker 1:

E tu poderias nos dar exemplos práticos então de como a definição de competências beneficia tanto os alunos quanto os educadores? Claro, na prática né se

Speaker 2:

eu pensar exatamente o que que eu quero saber desses alunos ou o que que eu imagino que eles precisam saber disso lá no final daquela disciplina. Então a gente começa AAA pensar nas competências, meio que de trás pra frente. Eu imagino aquilo que eu preciso dele, lá no final, e aí eu vou setando com eles essas, essas essas necessidades, e a partir daí a gente vai fazendo esse acordo, e fica tudo muito mais claro, até na forma como eu vou desenvolver as minhas técnicas né, dentro da sala de aula, a forma como eu vou dar aula, a questão como vão ser as avaliações mesmo dentro dos alunos, eles passam a entender e tudo fica mais fluido né? Fica de uma maneira mais mais orgânica. Então se eu imaginar na prática como que eu poderia fazer, exemplo bem na prática é enfim, lá no final do semestre o que que eu imagino?

Speaker 2:

E aí eu venho fazendo isso de trás pra frente né, eu faço pensamento meio que uma, na engenharia a gente costuma dizer uma engenharia reversa né, então seria mais ou menos isso.

Speaker 1:

Que maravilha. Hã, e na tua experiência Tati, quais tu achas que são os principais desafios no momento de definir competências para curso por exemplo? Pra mim, né, e da minha experiência do que eu tenho, atuado e o

Speaker 2:

que eu tenho estudado pouco, é muito a questão da amplitude dos conceitos né? Porque quando a gente pensa num curso como todo, a gente precisa pensar nessa questão no conceito, final né o que que eu espero lá no final daquele curso daquela pessoa que vai sair daquele egresso então, acho que o principal desafio é justamente enxergar que são conceitos amplos e de que forma eu vou conseguindo deixar isso mais justo né, de que forma eu consigo atacar digamos assim né chegar nesse nesse conceito pra justamente que a gente consiga construir as competências e vão formar então esse meu aluno lá no no final. E

Speaker 1:

como que tu achas Tati que os stakeholders como gestores professores e alunos podem ser envolvidos de maneira eficaz na definição das competências?

Speaker 2:

Então acho que a gente precisa trabalhar de forma conjunta né? Então quando eu falo que esses conceitos são amplos a gente de alguma maneira vai ter que deixar eles mais, ah, organizados. Então a gente precisa pensar assim, qual é o tipo de turma que eu tenho, né? Que é esse meu públicoalvo que eu estou trabalhando. Qual é o nível dessas pessoas que eu vou estar trabalhando?

Speaker 2:

Se eu pensar em estudantes, qual é o background deles, né? Então se eu imagino que eu tenho uma turma específica de determinado curso ou se eu tenho uma turma que é multidisciplinar, tudo isso precisa ser levado em consideração. E isso o professor, né, o instrutor que está lá na frente, né, que está lá construindo isso, tem que levar em consideração e aí isso a gente só consegue aqui fazer de uma maneira em que

Speaker 1:

a gente vai trabalhando de forma conjunta né, fazendo uma troca. Colaborativa, exatamente. E quais são os elementos principais que tu achas que deveriam ser considerados quando nós gostaríamos de definir competências claras e mensuráveis?

Speaker 2:

Então, isso é super importante e isso vai, claro, de uma maneira geral ela vai variar, né, conforme as áreas, mas a gente precisa ter muito claro qual é o assunto, né, qual é o subject que a gente vai estar trabalhando né então qual é o tipo de curso né de novo se ele é multidisciplinar se ele é algo mais específico se ele é mais amplo e a partir daí a gente vai quebrando né em diferentes níveis então eu preciso saber assim de uma forma muito clara o que que eu preciso o que que é crucial pro entendimento do aluno naquele curso e com isso eu consigo fazer uma uma quebra de de conceitos né o que que é importante eu simplesmente conhecer né? Então os níveis diferentes de aprofundamento que eu vou poder dar dentro dessa dentro dessa dessa disciplina que eu vou estar desenvolvendo e até mesmo pensando isso ao longo do curso né?

Speaker 1:

Entendi. E tu poderias compartilhar conosco exemplo de como uma competência bem definida é descrita e aplicada em contexto de curso?

Speaker 2:

Por exemplo, eu estou pensando né aqui e estava pensando pra compartilhar com você, se eu pegar por exemplo vou colocar dentro de uma sala de aula alunos sei lá da engenharia de produção e do design, né? São cursos que têm alguns pontos em comum e mas que também são bem diversos. O que que eles têm em comum? Ah é desenvolvimento de produto. Perfeito.

Speaker 2:

Então o que que eu precisaria que eles entendam? Bom, hoje se trabalha muito com a questão de gestão ambiental. Então eu preciso trazer isso pra dentro do curso. Bom, mas qual é o nível desses alunos né? Sei lá, é o segundo semestre, é o terceiro semestre, quais são os conhecimentos prévios que eles têm.

Speaker 2:

E com isso a gente vai entrando nos diferentes níveis de conhecimento. Então pra eu desenvolver essa competência ou para eu descrever e fazer esse esse esse esse contrato com os meus alunos, digamos assim, eu preciso saber especificamente. Bom, para o desenvolvimento de produto, onde eu preciso enxergar a questão da gestão ambiental. Qual é a questão essencial que eu preciso levar em consideração? Qual é o entendimento que eu quero, que eu desejo que esses alunos tenham lá no final?

Speaker 2:

Qual, vai ser o conhecimento, quais são as atitudes que eu quero que esses estudantes tenham lá no final do módulo final desse curso.

Speaker 1:

E aí eu vou fazendo então, conseguindo quebrar isso em rubricas né, pra que eu possa avaliar depois desses alunos. Então a gente chega no próximo tópico do nosso podcast que são as rubricas né e por falar em rubricas, qual é a importância das rubricas no processo de avaliação dos alunos depois que a gente entendeu né a importância do desenvolvimento das competências para a gestão da aprendizagem? As

Speaker 2:

de avaliação né então isso fica pouco amplo né e isso causa muita muita discussão. Mas no momento que a gente tem rubricas a gente consegue fazer acompanhamento, mapeamento do desenvolvimento desse aluno né, ou do quanto esse aluno está se apropriando daqueles conhecimentos que a gente imagina que são necessários pra formar a competência né, pra que ele tenha aquela competência lá no final.

Speaker 1:

E aí Tati, como como elas contribuem né pra pra transparência na na na avaliação porque o que tu acabas de nos dizer é que elas estão alinhadas e isso

Speaker 2:

né? E isso é uma coisa que a gente pode desenvolver inclusive em conjunto, né? Com a turma que a gente está trabalhando. Então vamos lá, inicialmente a gente sabe o que a gente espera lá no final desse módulo, desse curso. Aí ao iniciar esse módulo a gente vai trazer junto e fazer uma discussão mostrando o que se o que foi imaginado e tendo de avaliação o que precisa pra essa construção desse conhecimento né?

Speaker 2:

O que a gente imagina. E a partir dali fica muito transparente, né? Quem está sendo avaliado, né, vamos dizer assim através das rubricas, independente se a gente está falando de rubricas que são rubricas formativas, rubricas somativas, enfim existem diferentes tipos, mas a a pessoa se enxerga né, e ela enxerga a importância de de estar acompanhando né aquele processo através das rubricas. Então acho que por isso é uma forma justa e transparente né, com quem está fazendo o, quem está passando por esse processo.

Speaker 1:

É, e tu disseste há pouco né que é possível ainda desenvolver rubricas, conjuntamente né, com os alunos por exemplo. Então, por falar em desenvolvimento colaborativo de rubricas né, como tu recomendas que o desenvolvimento delas seja conduzido de modo a garantir que elas sejam abrangentes e reflitam diferentes perspectivas?

Speaker 2:

Isso, então isso é modo digamos de discussão, né? A gente precisa passar por essa, por essa discussão e mostrar porque a gente precisa saber exatamente o que a gente quer lá no final, né? Então acho que o primeiro passo é, de novo a gente vai fazer meio que uma engenharia reversa. Então eu sei o que que eu preciso saber lá no final, o que eu o que eu espero que esse aluno desenvolva lá no final. A partir disso a gente consegue mostrar o processo né discutir juntamente conjuntamente com os alunos e com os pares né os demais professores o quanto que eu preciso estar ciente de determinado assunto outro né e assim por diante até chegar naquela competência lá no final.

Speaker 2:

Então dessa forma a gente consegue avaliando fazendo né construindo essas rubricas avaliando e importante é ir retroalimentando né essas rubricas porque à medida que eu estou avaliando a gente pode inclusive vendo processos de melhoria né aonde a gente pode estar melhorando essas essas rubricas. E com isso a gente vai então fazendo processo conjunto de de construção.

Speaker 1:

Quais são então Tati, as melhores práticas pra nós implementarmos rubricas de forma consistente? Eu teria avaliação por rubricas, né? Eu acho, essa é uma expectativa que

Speaker 2:

eu tenho, Avaliação por rubricas desde sempre, né? Então todas as disciplinas do curso teriam, seriam, passariam por avaliações através de rubricas, onde a gente vai vendo o crescimento, né? A construção desse desse conhecimento. E de que forma isso aconteceria é justamente pegando aquela questão, o que que é essencial, crucial, pra que eu tenha a formação? E aí eu falo da formação técnica, da formação como todo, né?

Speaker 2:

A formação global. Então existem dentro das disciplinas e de no decorrer do curso, pontos que são cruciais, que são digamos o core, né daquilo que a gente está precisando aprender pra formar a competência. Existem outras questões onde eu preciso ou outros conhecimentos que é super importante da gente conhecer mas ele não é o core então aqui eu tenho que ter olhar diferente na questão da rubrica que vai ser utilizada pra avaliação. E existe ainda aquela outra parte que é mais ampla que é assim, ah eu tenho que estar familiarizado com isso mas não é nem o core e nem é tão importante mas ele faz enfim fechamento do processo. Então é super importante que a gente defina isso né, onde a gente consiga saber o que que é apropriado, o que que não é apropriado pra construção dessas publicações e pra que isso seja utilizado depois.

Speaker 2:

Já que tu falas né é de

Speaker 1:

questões ao longo do tempo né como é que nós poderíamos garantir ou pelo menos é possibilitar que as rubricas permaneçam relevantes e eficazes ao longo do tempo? Eu

Speaker 2:

preciso, nesse ponto eu preciso saber exatamente o que que é o core, ou seja, o que eu preciso que é inegociável, digamos assim, em termos de conhecimentos e desenvolvimento, o que é algo que savaniza com o tempo e aquilo que é mais overview que é mais amplo né? Então se eu souber isso né, se tu for claro pra mim e aí eu digo pra mim né enquanto o professor né que vai estar responsável por essa disciplina, enquanto tiver isso bem claro a gente vai conseguir saber esses diferentes níveis, então a rubrica ela vai estar sempre atualizada, o máximo que vai acontecer com o passar do tempo são ajustes finos em questões de conhecimento que vão evoluindo enfim. Se eu pegar aquele exemplo que eu falei de gestão ambiental, com o passar do tempo são sei lá, normas que vão sendo atualizadas, algumas questões mais do dia a dia. Mas a o desenvolvimento da fábrica como todo ela permanece ã, atemporal, vamos dizer assim.

Speaker 1:

Quais estratégias Tati, tu recomendas pra que nós possamos enfrentar os desafios na na implementação de uma cultura de definição de competências e de desenvolvimento de rubricas na educação? A estratégia principal aqui é a construção conjunta. E no momento que

Speaker 2:

a gente envolve, todo mundo né todos os atores nessa construção, isso se torna algo que faz parte né então, todo mundo fica, feliz de participar dessa construção e com isso a gente consegue ter uma implementação com muito mais, muito mais engajamento. Uhum.

Speaker 1:

E portanto muito mais sucesso né? Exato. E a última pergunta Tati é como o feedback contínuo dos educadoras e dos alunos pode melhorar as rubricas e também a definição de competências?

Speaker 2:

Bom, o feedback é tudo, né? Por quê? Porque ele é o nosso balizador. A gente faz desenvolvimento, a gente aplica, e aí a gente tem essa possibilidade de ir através do feedback e ir reatraalimentando e melhorando né, a gente vai otimizando aquilo que a gente está fazendo e atualizando. Então acho que independente né, você pode ir dos educadonas, dos alunos, tudo isso vai nos ajudando a ir otimizando as nossas rubricas e as próprias criações né, ou o entendimento das competências

Speaker 1:

que a gente está desenvolvendo. Excelente. É, muito obrigada Tatiana por compartilhar teu conhecimento e teus insights conosco, foi prazer têla aqui. Para os nossos alunos lembramos que, eles podem vocês podem encontrar, mais informações e recursos sobre esse tema, nos hubs visual e de leitura e em outras referências que eu disponibilizei a vocês. No próximo podcast nós vamos abordar o mapeamento do currículo e a escolha dos instrumentos de avaliação.

Speaker 1:

Até a próxima. Pósgraduação Unisinos.