Decantando Ideias

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Existe um vinho que agrada no primeiro gole e não sobrevive ao terceiro ano. Falta acidez.

Neste episódio eu parto desse defeito, que os enólogos chamam de flacidez, para falar de uma coisa que passei anos confundindo com competência: a reunião agradável, a pauta cumprida no horário, a decisão aprovada sem atrito. Descobri, tarde, que existe um tipo de suavidade que não é harmonia. É perda de estrutura.

Duas pessoas podem dizer exatamente a mesma frase, na mesma sala, sem serem feitas da mesma substância. Uma sustenta a decisão depois de perder o argumento. A outra apenas guarda o direito de dizer, meses adiante, que avisou. O vinho tem nome para as duas, e tem nome também para uma terceira, mais elegante e talvez mais perigosa: a acidez corrigida em laboratório, que na gestão costuma se chamar ritual de contraditório.

Falo do que aprendi como CFO e conselheiro sobre o preço social de ser a voz que diz que o número não fecha, sobre por que o incômodo leal só existe onde há vínculo, e sobre a pergunta que me inquieta mais do que todas as outras: o silêncio ao redor de quem lidera raramente é neutro. Quem parou de incomodar talvez não tenha passado a concordar. Talvez tenha parado de investir.

Sirva-se de uma taça, de preferência de acidez viva.

A versão escrita desta edição está na Decantar, com as duas editorias e os avisos de novos episódios: decantar.alexandredesalles.com.br

O que é Decantando Ideias?

Um brinde às reflexões estratégicas

Um podcast para quem acredita que decisões estratégicas, assim como vinhos especiais, precisam de tempo para respirar. Apresentado por dois hosts criados por inteligência artificial que dão voz às reflexões de Alexandre de Salles sobre gestão, liderança, estratégia e negócios: sempre com profundidade, leveza e provocação. Quinzenalmente, às quintas, às 18h, um novo episódio para pensar o mundo corporativo com mais calma, clareza e senso crítico. Sirva sua taça e venha decantar ideias com a gente.

Um podcast da Decantar: https://decantar.alexandredesalles.com.br

Uma sala de diretoria perfeitamente silenciosa, todo mundo ali, balançando a cabeça, sorrindo para os mesmos slides. Muita gente acha que isso é sinal de uma estratégia brilhante. Nasso sonho de qualquer gestor, em teoria. Exatamente.

Só que, na esmagadora maioria das vezes, essa paz celestial é na verdade o som de uma empresa morrendo aos poucos. Totalmente cedada pela própria complacência. Bem, vindo usar mais um orgulho profundo. Este é o decantando ideias, o nosso espaço de bate-papo de fim de tarde.

Aquele momento para a gente desacelerar e pensar junto. E isso? Onde a gente pega ideias, denças e extraiu o sumo, decantando o pensamento com muita naturalidade e elegância e aquela profundidade que o tema exige. E a nossa missão hoje é decodificar exatamente porque a harmonia corporativa, sim, sem atrito nenhum, pode ser tão tóxica.

E para guiar essa nossa investigação, a gente tem um material excepcional hoje. Nós estamos nos debruçando sobre as reflexões do Alexandre de Salis, mais especificamente o texto decantando ideias número 41, o valor do incômodo do leão. Que é um tema fascinante. E bom, para quem acompanha de perto os movimentos do mercado, esse nome dispensa a presentações.

A Alexandre de Salis é o fundador Seô da S. Consultoria. Ele é um estratégista empresarial focado em algo que raríssimo hoje em dia. Muito raro.

Que é a perenidade. Exato. Ajudar as lideranças a tomar em decisões que não resolvem só a sabe. Aquela crise da semana, mas que existem ao teste implacável do tempo.

É uma visão de longo prazo mesmo. E a ideia central desse texto específico bate de frente com muita coisa que o mercado prega por aí. Sem dúvida, porque olha. O foco da nossa análise de hoje é aquela figura que é muitas vezes detestada.

Aquela voz discordante. Sabe aquela pessoa que levanta a mão no meio de uma reunião superenimada e gera um desconforto palpável? Aqueles silêncios constrangedores nessa aula. Pois é.

E o Alexandre de Salis Argumenta, que esse atrito, tipo, esse incômodo, é absolutamente fundamental para a sobrevivência de um negócio no longo prazo. Mas aqui eu já quero colocar a primeira provocação na mesa para a gente. Porque se a gente olhar para a estante de qualquer livraria de negócios hoje, a literatura corporativa moderna ensina quase o oposto disso. É o mantra da colaboração total, né?

Total. É buscar o engajamento nâneo, me harmonia de equipe, a fluidez daqueles processos ágios. Tudo precisa ser sem atrito liso. Porque então, a ausência desse atrito seria o maior perigo para uma estratégia.

Essa resposta exige uma mudança de perspectiva bem interessante. E a chave para entender isso está numa metáfora sensorial muito precisa que o Alexandre traz. A metáfora do vinho. Ah, o vinho.

É. Pensa na experiência de degustar, sei lá, um vinho branco de clima frio, o até um tinto jovem ainda cheio de nervo. O ponto crucial acontece logo no primeiro gole. Aquele momento exato em que o líquido encosta no paladar pela primeira vez e daquela fizgada, uma acilária chega contraí levemente da uma salivada.

Essa fizgada. Exatamente. O que acontece ali em termos químicos e sensoriais é uma agressão da cedeis viva da debida. Ela causa um aperto nas laterais da língua, uma salivação intensa, é quase um susto pro organismo.

É, o corpo reage. Reage? É uma alerta do corpo que chega assim mil e segundos antes da percepção de prazer. Sensorealmente, ninguém relaxa no exato instante em que essa cedeza tinge a boca.

É descrito literalmente como um incómodo. Também são incómodo, porque isso é desejável? Porque convenhamos ninguém que apagar a cara por uma garrafa de bebida pra sofrer, né? Ah, mas aí que tá a mágica?

Porque na química do vinho, a acidez é justamente o que preserva a bebida. Ela toa como uma espinha dorsal. Sem essa cedeis estrutural, o vinho seria o que os anólogos chamam de chato, ou pesado. Fica sem graça.

Fica sem estrutura nenhuma. Ele não teria capacidade de envelhecer. Ele oxidaria e estragaria muito rápido. A acidez é o que impede a proliferação de bactérias indesejadas e mantém o vinho de pé ao longo dos anos.

Caramba, que mais de forte. E trazendo isso pra gestão empresarial, o incómodo do leal exerce a mesma função mecânica. Ele dá estrutura à organização. Ele age como um conservante, sabe, contra a deterioração que acontece quando todo mundo só concorda e ninguém questiona as premissas de um plano.

É. Pera aí. Essa mecânica de precisar de algo que incomoda pra criar estrutura me lembra muito a biologia humana, mais especificamente a força da gravidade. Opa, interessante como assim.

Tipo, se a gente... Espenhar em astronautas numa estação espacial, numa ambiente de gravidade zero. Flutuado no espaço deve ser incrivelmente confortável. Zero esforço.

Zero. Mas biologicamente o que acontece com eles, sem a resistência constante da gravidade, as células que constroem os ossos para onde trabalhar e os músculos atrofiam super rápido. O corpo meio que se desmancha no conforto, sabe? Nossa, faz todo o sentido.

Porque aqui na Terra, a gravidade incomoda. Ela nos puxa para baixo, cansa as costas no fim do dia. Mas é exatamente essa resistência invisível e constante que obriga os nossos ossos a se manter indenços. A gravidade é, no fim das contas, um atrito construtivo.

Então, o que o Alexandre de Sal está dizendo é que a estratégia de uma empresa atrofia e perde densidade sem a gravidade do contraditório. É uma conexão brilhante, viu? Porque a ausência de gravidade, assim como a ausência de atrito numa sala de reunião, traz um confortimento no curto prazo. Flutuar não dói.

É uma delícia. Todo mundo fechar o notebook para a casa mais cedo, porque ouve com o senso e mediato na reunião, não dói. Mas a conta chega na degradação destrutura a óssega desse projeto. Quando ele vai para o mundo real.

Exato. Quando essa estratégia for lançada no mercado, ela vai encontrar a gravidade real. Os concorrentes, os clientes, os imprevistos, se ela não foi testada internamente antes com esse atrito, ela simplesmente se espativa. É.

Só que o problema é que no mundo corporativo muita gente já percebeu que precisa desse atrito, né? Só que em vez de cultivar um ambiente onde essa gravidade orgânica, exista a verdade, as empresas têm tão meio que fabricar essa resistência. Ah, os processos artificiais? Sim.

Criam processos super-ingessados para simular o atrito. E o texto alerta para o Mar Madilha, muito sofisticada, que o Alexandre chama de acidez de laboratório. Como é que sufunciona na prática? Bom, a enologia, mais uma vez, explica perfeitamente essas disfunções da gestão.

No mundo dos vinhos, acidez de laboratória acontece quando um produtor sei lá, por um erro de cálculo ou por uma mudança climática, deixa ovo a amadurecer demais no pé. Passa do ponto. Passa do ponto. A fruta fica excessivamente doce, muito pesada, e perde aquele frescor natural.

Aquela acidez orgânica vai embora. Aí para salvar o lote, e evitar que a bebida fique super-ingioativa, o enólogo vai lá e adiciona a ácido tartarico artificialmente durante a produção. E bom, a planilha do laboratório aceita tudo, né? O pH volta lá para o número ideal e, técnicamente, no papel, o problema está resolvido.

Exatamente isso. O laboratório aprova com louvor, mas o paladar humano é implacável, sensualmente quem bebe percebe na hora que não é integração. O ácido e a fruta estão ali dentro da mesma garrafa, mas eles não conversam, estão totalmente desconectados. Fica parecendo um puxadinho químico.

Fica evidente que foi fabricado. E o equivalente corporativo dessa acidez artificial, é o que a gente pode chamar de teatro da discordância. Há aqueles rituais superformais que o RH ou a constoria de inovação adoram implementar. Tipo, toda terça-feira teremos a reunião do advogado do diabo, onde alguém vai ser sortiado para criticar o projeto.

Precisamente. É o atrito institucionalizado, coronometrado na pauta. E o Alexandre de Salis aponta no texto como isso é pernicioso. Porque, nesses encontros orquestrados, as pessoas terminam a reunião com uma falsa sensação de dever cumprido.

Dá um alívio, né? Fica aquele clima de que a equipe é madura. Total. O clima geral é tipo pronto.

Fomos super duros com as ideias, testamos nosso plano, somos uma equipe super aberta ao debate. Mas, na prática, ninguém ali arriscou a própria pele. O contraditório existia lá no roteiro do PowerPoint, estava na pauta bonitinho, mas não existia na dinâmica verdadeira das relações. Foi apenas uma performance de risco.

Tá, mas sendo muito honesta aqui, eu preciso dar um pushback nesse ponto. Porque institucionalizar o momento de crítica, mesmo que seja formal e todo amarrado numa pauta, isso não é pelo menos um ponto de partida válido, quer dizer, força o exercício da crítica. Não é melhor do que não ter espaço absolutamente nenhum, por idade. Por que esse teatro é visto como algo tão perigoso para a estratégia?

É um questionamento super válido, mas a resposta passa por um fenômeno psicológico muito sutil e perigoso, que é a ilusão de invonerabilidade. Pensando a metáfra de um carro. Se um carro... Não tem freios, e o motorista sabe disso, ele dirige com extremo cuidado, né?

A 10 por hora atento a qualquer abistáculo navia... Sim, ele sabe que está vulnerável. Essa é a empresa que sabe que não tem debate interno. Ela tem consciência de que é frágil, e por isso a avança conserta a cautela.

E o teatro da discordância seria como se lá instalar um pedal de freio falso que nem está conectado às rodas de verdade. Exatamente essa imagem. O motorista olha para o pedal de freio, acha que tem o recurso de frenagem, se sente super seguro, e decide acelerar a 100 por hora em direção a uma curva fechada. Nossa, perigosíssimo!

Quando o advogado do diabo é soma figura na pauta, a organização acha piamente que suas ideias foram submetidas ao fogo. A equipe de fundo é responsabilidade, o cérebro coletivo relaxa, e ninguém procura as falhas orgânicas e reais do projeto, porque acreditam que o processo formal já deu conta disso. Eles estão só validando confortablemente o que já estava decidido desde o começo em vez de testar a estrutura. A falsa sensação de segurança acaba criando pontos cegos muito maiores.

E isso é assustadoramente comum no mercado. A burocracia do debate acaba substituindo a coragem do debate. E a coragem, pelo que transparece na experiência prática que o Alexandre de Sales compartilha no texto, não tem absolutamente nada a ver com pautas controladas ou aplausos. A acidez real, aquele incomodo genuino, custa muito o caro no exato momento em que acontece.

Custa caríssimo. E há bem aqui que a reflexão atinge o seu ponto mais humano e cru. Ele resgata a vivências da própria trajetória dele como céfo, atuando como diretor financeiro. Ele na raiz perência literal de precisar ser essa voz de sonante, e não porque estava no roteiro da reunião, mas porque era imperativo pra empresa.

Imagina a pressão. Imagina a cena que ele discreve. Uma sala de reunião lotada de lideranças, o clima já é de comemoração e alívio absoluto. Um projeto novo, superimpolgante, acabou de ser apresentado.

A narrativa é sedutora, os slides são bonitos e a própria inércia da sala já está empurrando tudo pra uma aprovação, Nânime. É, e a pressão invisível pra não ser o estraga prazeres no momento desses? Cara, é monumental. Um instinto humano de sobrevivência em grupo grita pra você ficar calado e só sorrige junto com todo mundo.

E seu ponto central dador. Mas ele, olhando friamente pra realidade dos números, precisou levantar a mão, interrompira aquele fluxo de oforia e dizer de forma muito clara que a matemática daquela decisão simplesmente não fechava. É jogar um balde de gelo gigantesco na fogueira que tava quecendo o ego de todo mundo ali. E o detalhe revelador dessa narrativa não é o ato técnico de discordar, mostrar que uma planilha não fecha é matemática pura.

O drama profundo se desenrola no milliseguundo seguinte. O texto foca muito no silêncio. Ah, o silêncio pós-critica. Um silêncio denso e pesado que domina a sala após a fala.

E olha, não é um silêncio reflexivo de pessoas analisando seu argumento. É um silêncio punitivo. Nossa, dá pra sentir o clima daqui. São aqueles olheares que se ajustam desconfortablemente, a linguagem corporal de que incruz os braços na defensiva.

Exato. Aquela tosse nervosa. E a pressa brutal de alguém tentar retomar o controle da narrativa, dizendo algo tipo... Ok, ok, entende isso à preocupação, mas assim, vamos seguir adiante.

É, tentar bafar rápido, né? Então, o verdadeiro preço do encomo do leal passa muito longe de ser um custo intelectual ou técnico. Teus dados corretos é a parte fácil do trabalho. O custo, na verdade, é social.

É a solidão. É o isolamento. Sim, é o risco real o isolamento dentro do próprio grupo, de ser rotulado como uma pessoa difícil. Sabe a pessoa que trava o fluxo da empresa?

A antropologia explica isso muito bem. Nós somos seres tribais na essência. Para os nossos ancestrais, ser isolado do grupo significava morte certa lá na savana. O nosso cérebro reagem a rejeição social numa sala de reunião com os mesmos alarmes de sobrevivência de milênios atrás.

Tilo cura. E ir contra a correnteza de um grupo eu fórico, então, exige uma musculatura emocional raríssima. E é justamente por entender o peso dessa musculatura que o Alexandre de Sales redefinhe o que, de fato, significa a lealidade horrorporativa. Porque normalmente a ideia que se tem de lealidade no trabalho, no dia a dia, é apenas obediência corporativa.

É o alinhamento incondicional às ideias do chefe. O chefe falou a gente a cata e a leal. mas essa é uma visão muito infantilizada da coisa. O incúmodo leal, como ele define nas reflexões, só existe onde há um vínculo profundo e genuino.

A lealdade não é concordância passiva, a lealdade é implicação, é colocar a própria pele em jogo. Faz sentido. Porque se um consultor externo, por exemplo, aponta um erro e vai embora no dia seguinte, isso não tem o mesmo peso. Nenhum.

A lealdade verdadeira exige que a pessoa aceite beber do mês-semovinho que ajudou a produzir, assumindo os riscos todos, inclusive os riscos sociais. Quem avisa que o caminho está errado, se ente de que vai enfrentar retaliações veladas, olhar esfeios, toda aquele desgaste político, só faz isso porque se importa visceralmente com o destino e a sobrevivência da organização. É um ato de cuidado no fim das contas. O que nos empurra direto para uma reflexão meio que nesse capável sobre o papel de quem lidera essa sala, né?

Porque se o custo orgânico de falar a verdade é esse isolamento social castigador, como a liderança pode agir na prática para não punir silenciosamente quem traz acidez estrutural. É um ótimo ponto. Porque a punição não é necessariamente uma demissão sumária. O silêncio puni, o desvio de olhar puni, a falta de convite para a próxima reunião estratégica puni demais.

Olha, essa é talvez a maior responsabilidade de uma liderança matura hoje. O líder precisa toa como guardião psicológico dessa voz discordante. Vamos voltar para aquela cena do Ciefo. Quando ação é interimpõe aquele silêncio de rejeição, após a crítica fundamentada, a omissão do líder é um endúso claríssimo essa rejeição.

Se a pessoa que comanda a mesa cicala ou pior demonstra impaciência no olhar, a mensagem gravada na cultura da empresa imediata. A mensagem de que questionaram é bem-vindo. A mensagem é, aqui, preservar o conforto do grupo vale muito mais do que buscar a verdade dos fatos. A partir do exato momento em que essa mensagem se cristaliza, a acidez natural morre para sempre.

O que vai sobre a dali indiante apenas aquele teatro de nofensivo que a gente discutiu. Pra evitar isso, a liderança precisaria então intervir ativamente no momento do silêncio, né? Acolher o desconforto de forma pública, dizer algo do tipo, espera aí, a matemática não fecha, ótimo que você trouxe isso agora, esse é exatamente o ponto de tensão que a gente precisa investigar antes de avançar. Seria meio que legitimar a gravidade na sala?

Perfeitamente. É suportar o desconforto social de curto prazo e em prol da sanidade financeira estratégica de longo prazo do negócio. E vamos ser sinceros, isso requer líderes que não precisem da aprovação afetiva das suas equipes o tempo todo. É ter casca-grossa.

Exige um líder capaz de beber o vinho com acidez viva sem fazer careta na frente de todo mundo. Fantástico. É realmente impressionante como a partir daquela imagem super simples do primeiro gole de um vinho, a gente consegue chegar na mecânica mais profunda de sobrevivência das organizações. Pra sintetizar o que a gente explorou hoje, começamos falando sobre aquela agressão inicial, né?

O aperto nas laterais da língua causado pela cidez de um vinho de boa estrutura. E a sinta exlegante que se desenha de tudo isso é que na gestão empresarial, a estrutura que sobrevive aos anos se comporta exatamente da mesma forma. No vinho, a cidez que incomoda lá no primeiro instante é a mesma que mantém a bebida viva pra ser lembrada com reverência no dia seguinte, impedindo que ela oxide. É a mesma lógica pra as pessoas.

Sim, na gestão é a lealdade de quem tem sono a certeza. A coragem de quem traz o dado inconveniente pra uma sala festiva que garante que a organização não atrofia e tenha de fato um futuro. Porque é uma estratégia que tenta agradar a todos o tempo todo, que foge de qualquer atrito, só pra garantir sorrisos fáceis na reunião, acaba servindo no fim das contas um suco doce, um joativo, né, que até dá um pico de energia no momento, mas é absolutamente incapaz de construir um legado duradouro. Sem estrutura interna, sem atrito genuino pra testar a musculatura das ideias, não existe perenidade.

Não existe o que o Zenólogo chamam de potencial de guarda. E olha, essa noção de perenidade e do tempo adequado das coisas, deixa o terreno assim perfectamente preparado pra nossa próxima conversa aqui em Zenal. Eu já vou deixar um pequeno horizonte aqui pra quem nos acompanha sempre. Boa o que vem por aí.

No nosso próximo encontro, a gente vai dar um passo além. Nós vamos explorar como ritmo e o tempo impactam essas decisões vitais. Vamos usar profundar nas reflexões do decantando ideias 21. Ante Espando uma discussão muito forte sobre como...

presta acessiva, turva tanto processo de um bom vinho quanto a visão de uma estratégia de negócios. Ah, sensacional! O tempo revela as verdadeiras estruturas de tudo que permanece, né? E a presta invariablemente cobra um preço caríssimo da clareza.

Vai ser uma análise formidável. Com pude certeza. Bom, para encerrarmos este mergulho profundo de hoje, queremos deixar equano de forma muito viva as provocações do próprio Alexandre de Salis. Para quem nos ouve, vale a pena olhar com lupa para as próprias dinâmicas corporativas no dia a dia.

E se perguntar, né? Exato. Nas mesas de decisão de hoje, ainda você trabalha. Quem ainda assume o risco e paga o altíssimo preço de trazer o incomodo leal.

E mais reveladora ainda para a gente pensar. Na última vez que alguém pagou esse preço e trouxe uma verdade estrutural em digesta para a mesa, qual foi a atitude da liderança e do grupo ao redor? Essa é a hora da verdade. É um momento em que a cultura real da empresa se revela.

Sendo vida nenhuma. Porque a resposta honesta para essas questões no fim das contas definiu destino e o ver da derrotempo de guarda da organização com muito mais precisão do que qualquer apresentação de porponte bem desenhada. Com certeza. Gente, agradecemos demais a companhia nesse bate-papo de fim de tarde para continuar em decantando essas e outras reflexões fundamentais sobre estratégia e perinidade empresarial.

O convite está sempre aberto. Acompanhe, leionar a íntegra e assina em a coluna do Alexandre no endereço decantar.alechandre.sales.com.br. É isso aí. Um excelente exercício de reflexão para todos.

Até o nosso próximo mergulho. Saúde.