U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4

What is U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4?

Contextos do Mercado de Vinhos

Speaker 1:

Pósgraduação unicinos.

Speaker 2:

Olá. Bemvindo ao podcast da disciplina iniciação ao mercado de vinhos. Sou o professor Israel Bertamole e no podcast de hoje vamos falar pouco sobre tendências né de consumo e de produção de vinhos no Brasil. Para falar hoje sobre esse assunto, eu trago convidado, o enólogo Wagner de Vargas Marchi, seja bemvindo Wagner, eu vou logo em seguida, Brian, então te passar a palavra, né? Eu gostaria que tu te apresentasse pouquinho, né?

Speaker 2:

Contar pouquinho do teu do teu histórico para depois nós iniciarmos essa conversa. Vamos lá.

Speaker 1:

Perfeito. Olá professor Israel, olá a todos que nos escutam, é longe enorme, obrigado pelo convite. Bom, eu me chamo então Wagner, como já falaste, sou originário aqui natural de São Marcos, é o município da Serra Gaúcha, né, fica do lado de Caxias do Sul, pra quem conhece, e então sou enólogo e atualmente também diretor e sócio proprietário da vinícola Monte Santana, que é uma vinícola boutique e que fica no município de São Marcos né, então focada, dedicada exclusivamente à elaboração de vinhos finos e espumantes. Então, caí nesse mundo né, não nasci nele, não é que meus pais não eram de origem desse mundo da do vinho, o que é muito comum aqui na nossa região né, de descendentes italianos, mas muito cedo né quando minha mãe se casou pela segunda vez eu entrei nessa família, numa família chamada Pozini né de sobrenome, e lá desde os nove pra dez anos de idade me descobri foi amor à primeira vista e já percebi que eu queria ser enólogo e seguir essa carreira, né? Então de lá pra cá já trabalhei dentro de vinícolas na elaboração ou então com consultor, né, como consultor técnico, já fiz bolsas de pesquisa na área de viticultura, na Embrapa ou vivinho, e agora além de inólogo também, enfim, na área do empreendedorismo.

Speaker 1:

É pouco de tudo desse desse setor e sou apaixonado por isso, né? Com certeza. Isso é desde sempre.

Speaker 2:

Ótimo. Então seja bemvindo mais uma vez. Bom Wagner, então hoje nós vamos falar pouquinho sobre tendências de consumo, né, eu queria ouvir pouquinho de ti sobre isso, e depois pouquinho sobre tendências de produção, tá? Então essa tua experiência e essa tua ligação com o mercado do vinho, eu gostaria que tu fizeste assim uma análise de hoje né? Ou se tu quiser também trazer alguns recortes anteriores né?

Speaker 2:

De como era o consumo do vinho no Brasil, né? E de que forma que ele está presente hoje, né? Quais as mudanças que ele sofreu ao longo desse tempo.

Speaker 1:

Perfeito. Bom, o setor vitivinícola mundial, mas ainda se a gente observar mais de perto o brasileiro, ele, bom, é óbvio que está em constante evolução como o mundo todo em vários setores. Mas de fato, olhando mais nos últimos trinta, quarenta anos pra cá, não é só que ele evoluiu, ele tem uma revolução. Por vários motivos óbvios né, desde a globalização da informação, a facilidade de a gente ter acesso, seja formal com os cursos, com livros, mas também com intercâmbios né, de viajar, poder visitar ou também estudar, inclusive trabalhar fora. Eu mesmo compartilho né dessa dessa experiência, pude fazer safras trabalhando né, a safra digo o nosso período de colheita né, então dois três meses no Naka Vale, na nos Estados Unidos, trabalhei tempo na Austrália, na França, também mestrado na Europa entre França Alemanha e Itália.

Speaker 1:

E e tudo isso, que que eu quero dizer né, fiz essa introdução, eu quero tudo isso facilitou com que a gente tivesse acesso à informação, mas também hoje em dia o Brasil tem acesso às melhores tecnologias possíveis de maquinário seja a nível de vinhedo ou a nível de vinícola, então no passado isso não existia, agora muito mais difícil ou muito atrasado né? Né? E também tecnologia como em si, né? Digo biotecnologia, microbiologia, que hoje tem uma paleta de possibilidades e conhecimento e possibilidades né, seja de insumos pra se trabalhar, se ter produtos cada vez mais elegantes, equilibrados, então desafios sempre vão existir mas, vamos dizer que hoje em dia a gente tem muito mais conhecimento e recursos pra chegar em diferentes produtos, diferentes estilos que nunca se teve né, nunca se teve tanto acesso a isso. Uma coisa que eu, quando tu já falou esse professor Israel, da questão a tendências e e de de consumo, uma coisa que eu lembrei que é bem significativo, a gente fala assim de cores né, cor do vinho de cores quer dizer vinho tinto, vinho branco ou vinho rosé né, simplificando.

Speaker 1:

Uma coisa que é uma é era cenário em vários países no Brasil ainda é, não sei se todo mundo sai mas o vinho tinto ele é o tipo de vinho né, a cor de vinho mais consumido. Então ainda mais se eu falar de vinho fino, cada dez garrafas abertas, normalmente seis, seis a sete são de vinho tinto. Então duas garrafas, duas a três são de vinhos brancos e apenas uma é de rosé, essa é uma proporção genérica né? E também foi assim em vários países, mas em países do Velho Mundo, que a gente fala né, da Europa, está se tendo uma migração gradual e constante pra cada vez mais se consumir vinhos brancos. Então está se reduzindo pouco o consumo dos vinhos tintos, claro ele segue tendo papel super importante, mas em alguns casos, em alguns países ou em alguns concursos, então a gente observa pelo número de amostras escritas, por vezes o branco está igualando ou até superando.

Speaker 1:

Então pode ser que isso no futuro, acho que vai demorar pouco, possa ganhar uma fatia maior de mercado aqui no Brasil também, os vinhos brancos. E uma coisa assim, falando, quando a gente fala de vinho a gente talvez algumas pessoas pensam tipo de vinho ou outro tipo de vinho, mas nada, não é tudo igual né? Num mundo do vinho do do mundo de vinho finos no Brasil, ele ainda é minoritário em volume se comparar no setor como todo de vinho. Ainda existe uma parcela muito grande de vinho consumidos chamados vinhos de mesa ou vinhos comuns, que são aqueles feitos com uvas americanas ou híbridas. Então ali o vinho tinto ele ele reina muito né, ele ele é o principal.

Speaker 1:

E eu diria cada vez ele está se concentrando pouco mais. Antigamente o vinho de mesa ele era produzido pelos nonos, no porão, várias vinícolas em várias cidades aqui da nossa região. E hoje em dia algumas dessas pequenas vinícolas já foram fechando, parando a sua atividade, e algumas marcas ganharam muita fatia de mercado e estão se posicionando, fazendo bom trabalho lógico, mas crescendo bastante. Por outro lado, se a gente pensa no vinho fino, então aquele Vitz vinifra, viúva europeia, citando por exemplo Merlot, Chardonnay, Moscato, esses exemplos, ao contrário, eu diria, é lógico, existem também vinícolas de maior porte, porte médio, mas existe uma grande hoje presença de vinícolas mais recentes e que num grande número de vinícolas. Então existe uma grande diversificação, não só de número de produtores, mas de regiões que estão produzindo, depois até posso falar pouquinho mais sobre isso, de variedades que a gente está testando e ganhando bons resultados, e os consumidores abertos e ávidos a isso, outros estilos de vinho né, que antes não existiam hora muito raro né, vou citar exemplo aqui vinhos laranja, né eu falei das cores brancos rose e tinto, mas existe outro tipo que é uma variação dentro da uva branca né, que é fermentar com a casca e se ter vinho laranja, então é quase como se fosse fazer tinto mas de uma uva branca, então o vinho fica com essa tonalidade laranja, não que vá laranja no vinho né, longe disso.

Speaker 1:

Ou vinhos ainda que hoje em dia se fala de vinho vegano, vinhos de mínima intervenção, biodinâmico orgânico, mas uma coisa que eu gosto de lembrar e certamente é atual e será eu acredito para sempre, é que o vinho seja bom. O vinho bom é uma tendência, o vinho bom nunca vai sair de moda. É lógico que eu sei que existem gostos, cada pessoa tem o seu gosto, sua preferência, assim como pra tudo, mas eu quero dizer aquele estilo de vinho com determinada proposta, uma situação de consumo, e que bem elaborado, com custo, com preço né, coerente, esse sempre vai ter lugar.

Speaker 2:

Ótimo, muito muito legal. É o que que a gente vem acompanhando que que essa mudança no consumo né na Europa, essa alteração do vinho tinto né e o aumento do consumo branco está refletindo no mundo todo né, o mundo todo está buscando outros tipos de vinho também, né? E buscando diversidade que eu acho que é algo bem atual, né? De de de sair da zona de conforto, sair daqueles vinhos clássicos de uma determinada região pra conhecer, né, esses diferenciais tanto em tipo de uva, né, em variação de uva, quanto no no processo, né, como a vinda por exemplo do do vinho laranja, né, o aumento da produção do vinho laranja. Mas em relação a isso, como tu vê o Brasil, ou mais precisamente Rio Grande do Sul, nessa variação de uvas e de vinhos, tu acha que está aumentando, né?

Speaker 2:

Como é que tu tu tu visualiza essa produção em questão de Brasil assim?

Speaker 1:

Bom, é bacana até começar pelo Brasil mesmo. Tem fato que eu gosto sempre de falar em situações como essa, que eu acho sensacional, e sempre reforço, sei que algumas pessoas já sabem mas é bom reforçar, porque a gente tem que ter isso bem claro na cabeça de todo mundo, ou todo mundo que gosta de vinho e que se interesse né, é lógico, que é fato inédito até onde a gente sabe, a nível mundial. O Brasil é o único no mundo que possui três tipos de viticultura, que tem as suas características peculiares dentre elas, e que são a viticultura tradicional, então lógico, da metade do da região sul do Brasil ou até na região sudeste, especialmente de São Paulo assim pra baixo né? Já existe uma viticultura há mais tempo, com cem, cento e cinquenta anos desde que se estabeleceu e não parou né, ou então exemplificando, aonde acontece a dormência das videiras durante o outono inverno, se poda, no final do inverno ela brota na primavera e a gente colhe no verão no máximo início do outono. Isso é uma viticultura tradicional, o que o mundo inteiro faz né?

Speaker 1:

Então a gente tem e ela é bem importante no Brasil há muito tempo. Bom, a gente tem uma outra forma de viticultura que se dá lá no Vale de São Francisco, é sobretudo no estado da Bahia e Petrolina, que ela realmente ganhou força a partir da década de setenta, mil novecentos e setenta em diante. Então ela é punjante, ela está em expansão e tem lá a produção de uvas pra vários fins, mas principalmente pra produção de uva pra consumo em natura, com grande foco em exportação. Mas também é feito suco de uva, espumante, vinho de mesa e vinho fino. E tem uma terceira forma de viticultura que ela então acontece no na região sudeste do Brasil, na região centrooeste e mesmo no nordeste em regiões bem mais altas como na Chapada Diamantina na Bahia, aonde, perdão, deixa eu só complementar, a viticultura tropical que eu falei anteriormente ela acontece ao longo, a safra ao longo de todo o ano, o que eu quero dizer com isso, lá que não tem inverno bem marcado, então você pode fazer podas e colheitas sucessivamente ao longo do ano todo, inclusive escalonando uma propriedade de forma que você pode ter colheita todos os meses do ano né, e o mesmo pé de videira, a mesma parreira, pode produzir duas vezes ou até cinco vezes em dois anos sabe?

Speaker 1:

Dois anos duas safras e meio por ano. Bom esse avicultura chamado tropical. E a terceira forma, a terceira avicultura que a gente chama que é mais recente e as pesquisas começaram no início dos anos dois mil, foi lá no sul de Minas, desenvolvida pela EpamIG né, que é órgão de pesquisa do governo do estado de Minas, eles sofisticaram né, eles estudaram e e testaram e aprimoraram a técnica chamada de dupla poda. Então a a videira passa por dois ciclos também, mas com o objetivo de produzir apenas uma safra, porque lá nessas regiões onde eu citei tem uma característica de regime de de chuva muito marcado, que seria de uma época de seca, que se dá ali entre final de março, abril, até meados de setembro, e uma época de muita chuva, que é a partir de setembro, então sobretudo de novembro a fevereiro, época de muita chuva. Então como não é frio como na região sul do Brasil, não seria tão fácil ter período de dormência, enquanto enquanto não se quer produzir, já que justamente é quente né, no final do ano e muito chuvoso, então eles maneiam de forma que a planta vão vai fazer dois ciclos completo, da poda até o amadurecimento das folhas né e dos ramos, mas apenas uma colheita, e essa colheita se direciona pra acontecer a maturação e a colheita nos meses de inverno, por quê?

Speaker 1:

Porque é muito seco, os dias são quentes e as noites são frias, o que são características ótimas pra maturação. E naquele ciclo de setembro a fevereiro março, que é chuvoso, a videira vai crescer novamente, só que é feita uma poda mais drástica, a fim que não venha a produção, ou se vier normalmente se é derrubado esses cachos porque a qualidade seria bem inferior já que chove bastante. Bom, expliquei pouco mais a fundo mas essa viticultura é chamada de dupla poda ou vinhos

Speaker 3:

de

Speaker 1:

inverno. Isso no mundo inteiro a gente não tem conhecimento de país como o Brasil que pratica essas três formas de viticultura, então isso é fruto de muita ciência, muita tecnologia, muito estudo, e é motivo de orgulho. Bom, dito isso é legal perceber que o Brasil então dado essas características tem potencial de fazer muitos tipos de produto, seja vinho, espumante, suco de uva, e em cada região algumas variedades vão se destacar mais e outras menos né enfim, a da da da

Speaker 3:

da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da da

Speaker 1:

da da da da da da da da da da da da da há cento e trinta, cento e cinquenta anos, como eu disse né, a globalização, a informação e tudo isso chegou a menos tempo né, nos últimos vinte trinta quarenta anos. Então tem muita coisa a se descobrir, tem muita coisa a se testar, e falando das variedades de uva fina, falando de uva europeia, o professor Israel, você comentou ali, o que que já plantamos e o que que já está se descobrindo e o que que está se aceitando hoje? Vou citar alguns exemplos, aqui no Rio Grande do Sul, uma uva tinta que se produzia bastante na década de oitenta, era Cabernet France. E por motivos comerciais, se pedia muito Cabernet Sauvignon, então gradativamente foi sendo trocado por Cabernet Sauvignon, ao ponto que ali no início dos anos dois mil era a uva tinta mais plantada Cabernet Sauignon. Ela por ser uma uva pouco mais delicada pra maturar, mais difícil maturação, ciclo mais longo, nem todo vinha ficava esplêndido com essa variedade.

Speaker 1:

E aí se percebeu que a Merlot de ciclo médio tinha desempenho agronômico muito melhor, e aí atualmente Merlot é a uva vinifera tinta mais contada, pra pra fazer vinho tinto né, bifino. E hoje, a Cabernet France está tendo uma retomada, né, por vários motivos, mas também uma série de outras uvas que a gente não ouvia falar, ou eram muito pequenas as áreas no passado, seja Marcelã, Scandioves, Vebu, dentre outras tantas, vários vários Nicolas, especialmente Nicolas menores ou o Boutique estão apostando, estão testando e o mais legal é ver que o consumidor, as pessoas, os enoffos, os são melhores estão super abertos a provar, a conhecer, a deustar. E lógico que nisso vão ter algumas variedades que não vão fazer sentido, que a gente percebe que não vai valer o esforço ou que elas não são boas na média dos anos, não importa ser boa ano e no outro ano péssima né, é importante que a gente fale que na maioria dos anos ela tem que ser adequada de vinhos bons a excelentes. E algumas lógico vão desempenhar muito bem. Depois tem esse desafio de ok eu tenho grande vinho, mas de nome não tão famoso, tão popular, como é que a gente vai conseguir que o consumidor entenda que esse vinho também é bom e assim como foi o desafio né de de ter outras uvas e não só o Cabernet Sau.

Speaker 1:

Então dei uma pincelada geral, falei bastante, mas se tiver alguma outra coisa que possa contribuir mande abraço.

Speaker 2:

Mas ótimo, foi bem esclarecedor assim o que tu trouxe agora, principalmente em relação à Cabernetia né, acho que é bem legal entender o porquê né, que está relacionado também uma questão de tendência de consumo mas também estava relacionado à própria produção da uva né, então é é legal saber essas informações. Bom, mas seguindo nessa linha de produção, eu queria te perguntar em relação às as as tecnologias, como o Brasil está inserindo as tecnologias nas produções tanto na produção da uva depois na no processo de bnificação.

Speaker 1:

Sim, dos passos né que eu mencionei brevemente e só vou citar rápido agora, que auxiliam muito ao aumento da qualidade do vinho nacional, o vinho brasileiro, foi ali na década de noventa né, quando se abriu a possibilidade de importar de forma mais fácil, e se teve acesso a muitas máquinas que até então o Brasil não tinha, desde vamos supor prensas pneumáticas, ou linhas de engarrafamento com mais tecnologia pra prevenir a oxidação e garantir maior qualidade de todo o processo né, e aí chegar no na garrafa taça com uma qualidade superior. E atualmente, comum no globalizado que a gente está, de fato a gente não perde em nada em acesso a máquinas de última geração, máquinas que estão sendo lançadas desde os Estados Unidos ou na França, na Itália né. Muito do mundo vinho acontece primeiro na na França e na Itália porque lá tem muitas fornecedores, muitas máquinas são fabricadas lá. Mas hoje a gente já tem essa esse canal direto. Por que que não está mais ainda talvez disseminado pra todos os níveis né, de vinícola grande é pequena?

Speaker 1:

Por questão mesmo de acesso financeiro né, o euro contra o real ou o dólar contra o real não é uma câmbio tão favorável quando a gente vai comprar e por poder aquisitivo ainda algumas Nicolas estão se modernizando, aquelas que já têm poder de investimento superior ou gradativamente o Brasil não está perdendo em nada. E lógico quando se trabalha numa produção pouco menor, tendo certas máquinas de nível intermediário, e assim, eu não, desculpa, eu não citei, mas hoje em dia também o Brasil se desenvolveu com fabricantes de máquinas e insumos nacionais, que também são muito superiores do que já foi no passado. Então desde produtores nacionais a acesso a maquinários e insumos internacionais, hoje o Brasil tem acesso e isso colaborou também, colaborou muito pra qualidade dos vinhos.

Speaker 2:

Ótimo, bom Wagner, a gente está já finalizando então o podcast né? Mas o que a gente pode ver aqui, concluir enfim com com a Taffalo, que o consumo de vinho ele ele está passando por processo dinâmico, crescente né? Muito se deve né, esse consumidor mais informado e também mais exigente né, que vai também impactando então na produção. Eu te agradeço né, pela pela tua fala, né, e muito obrigado enfim pelos esclarecimentos e aqui eu faço o fechamento, não sei se tu quer fazer uma fala final, pode ser?

Speaker 1:

Só vou isso, agradecer de novo o convite né, a oportunidade e dizer assim geralmente se alguém ainda tinha dúvida né que se o vinho brasileiro é bom, se o vinho nacional é legal, se vale o preço gente, eu digo assim eu afirmo já afirmo, o Brasil hoje tem vinho pra todos os gostos, todos os estilos assim possíveis, desde espumante, vinho tranquilo, vinho branco, pose tinto, vinho de guarda, vinho licoroso, vinho destilado, tudo que a gente pode imaginar de estilos podem encontrar aqui no Brasil, eu não estou dizendo que não se deve nunca mais né consumir vinho importado, mas como existe uma grande fatia de vinho fino que é importado, então a gente gosta de lembrar que tudo que é possível de estilo se encontra hoje aqui, e também de preço, de bolso, hoje o Brasil tem vinhos pra todos os gostos e todos os bolsos. Se você encontrar vinho no mercado de trinta reais eu tenho certeza que ele vai ganhar de longe de vinho importado de mesmo preço, se for vinho ícone de uma vinícola de quinhentos reais, eu tenho certeza também que ele vai entregar uma proposta e com a qualidade muito grande.

Speaker 1:

Então, não tem mais o porquê, já teve, já teve, mas hoje dia não tem mais o porquê, não tem mais motivo preconceito, ou pra gente não abrir a cabeça e degustar. E isso era só como última fala, me alonguei, mas o jornalista Michael Waller, escritor também, uma vez ele citou num evento da avaliação nacional de vinhos que hoje em dia é lógico, vinho brasileiro surpreender quando é degustado às cegas, isso não é mais surpresa pra ninguém, todo mundo já passou numa situação dessas, né? Ele está esperando o dia que o vinho brasileiro surpreenda as claras, ou seja, a gente não precise mais esconder e servir assim à paisana para as pessoas não terem preconceito porque ele já é bom e já já faz luz ao que ao que promete, né?

Speaker 2:

Ótimo, muito bom. Bom, então você acabou de ouvir o podcast sobre as tendências de produção e consumo de vinhos no Brasil, né, com o professor Israel e o nosso convidado de hoje, o hemólogo Wagner de Vargas Marco, obrigado Wagner mais uma vez pela tua disponibilidade, e nesse podcast né, você pode complementar os estudos do hub Leitura com os vídeos do hub visual. Através desse batepapo então, nós finalizamos né os estudos dessa temática, Acompanhe os próximos materiais e não deixe de escutar os podcasts a seguir. Bons estudos e até breve.

Speaker 1:

Pósgraduação Unisinos.