Análise de Desempenho Gerencial e Tomada de Decisão
Pósgraduação unicinos.
Speaker 2:Olá pessoal, sejam bemvindos ao quarto podcast da disciplina análise de desempenho gerencial e tomada de decisão. Sou o professor Fábio Sartori Piran e neste podcast vamos falar sobre o modelo integrado de indicadores usando o BassC e OkE. Para isso discutiremos esse caso prático com especialista convidado. O exemplo referese ao desenvolvimento de modelo integrado, integrando os conceitos BSC e OKR. E o nosso convidado é o Iuri Hadhandan.
Speaker 2:O Iuri é mestrando em engenharia de produção em sistemas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, UNICSinos, onde também se graduou em gestão da produção industrial com a certificação de aluno destaque do curso. Além disso, Iuri é pesquisador do Gemap UNICINA, que é o Grupo de Pesquisa e Modelagem para a aprendizagem. Iuri, seja bemvindo ao nosso podcast, te agradeço aí pela participação pra gente poder trocar pouco de conhecimento dos nossos ouvintes. Gostaria Iuri, se caso quiseres complementar algo na tua apresentação fique bem à vontade, e gostaria de começar o batepapo contigo Iuri, assim que tu contasse pra gente aí como é que surgiu essa ideia de desenvolver esse painel de indicadores integrando o BSC e o Iuri, a palavra está contigo.
Speaker 1:Olá pessoal, tudo bem? Olá Fábio. Então, Fábio, o que que acontece? Quando eu entrei no meu trabalho de conclusão, tá? Eu trabalhava na empresa, numa empresa familiar, né?
Speaker 1:Uma empresa da minha família há alguns anos, e nós tínhamos algumas dificuldades no momento em que nós desenvolvemos o nosso planejamento estratégico e não conseguíamos replicar ele pro nosso chão de fábrica, enfim, pros nossos processos operacionais, certo? Então assim, a partir dessa ideia do desenvolver esse método, nós tínhamos essa dificuldade de fazer, de atrelar os indicadores, seguindo uma perspectiva de longo, médio e curto prazo. E muitas vezes nós não entendíamos de que forma esses indicadores eles precisariam estar relacionados com o nosso planejamento estratégico. Então assim, a gente acabou optando então por trabalhar como meu trabalho de conclusão em cima desse assunto né? Uma vez que os nossos indicadores também eles eram definidos de forma local, ou seja, muitas vezes indicador por exemplo de vendas que estava ajudando a equipe de vendas, esse indicador ele refletia na produção, certo?
Speaker 1:E esse indicador acabava prejudicando de certa forma a produção. Então tinha indicador que, uma área específica ele era bom, mas pro todo da empresa, de forma global, vamos se dizer assim, ele não era bom indicador, certo? Então, a partir disso também eu entendi que as empresas de pequeno porte elas não tinham essa possibilidade de método que fosse direcionado pra elas, né? Uma vez que, por exemplo, quando nós falamos de micro e pequenas empresas, a gente fala de empresas que têm capital muito reduzido com relação a investimento, né, têm uma disponibilidade muito menor de pessoas. Então, a partir do momento que tu começa a criar, por exemplo, indicadores estratégicos, táticos e operacionais, e esses indicadores eles não não são indicadores, são indicadores muito complexos de serem controlados, Acaba que pra uma empresa de grande porte isso é válido, mas pra uma empresa de pequeno porte ela não vai ter capacidade suficiente de gerenciar esses indicadores e ela vai, por vezes acabar desistindo dele, né?
Speaker 1:Então, acaba que tu faz algo muito complexo e a empresa acaba não utilizando. Nessa foram as ideias iniciais com relação ao ao surgimento da ideia, né? Enfim.
Speaker 2:Muito bem Iuri, ótimo. Iuri assim, poderia dar panorama pra nós aí na tua opinião assim, que tipo de empresas, quais empresas poderiam utilizar esse modelo aí que você propôs?
Speaker 1:Então, Fábio, assim, como eu comentei uma comentada mais breve anteriormente, esse modelo tá a ideia dele é que ele fosse modelo simplificado do qual a gente tivesse a possibilidade de replicar ele pras mais diversas micro e pequenas empresas. Então, a partir disso, a gente, eu acabei trabalhando em cima do dessa questão, né, do do desenvolvimento do modelo. E aí, então, a gente pode aplicar, por exemplo, indústrias de pequeno porte, nós podemos aplicar em empresas de serviços, nós podemos aplicar em empresas de segmento, por exemplo, comercial, enfim. Então ela não se limita, por exemplo, somente a empresas produtoras de bens, né? Ela tem, esse modelo ele tem a possibilidade de que nós consigamos replicar ele pras mais diversas, mais diversos tipos de empresas, sendo considerado pra empresas micro e pequenas.
Speaker 2:Muito bem. O foco micro e pequena empresa, né Iuri, e essa possibilidade que você relata, né, de além da produção de bens, né, de capital, bens de consumo também pra empresas de serviço, ela gera aí uma possibilidade bem grande de de replicação né pra diversos segmentos diferentes aí pro modelo que você desenvolveu. Muito bem, Iuri, gostaria de abordar contigo a partir de agora né o nosso batepapo, especificamente no modelo em si. Então eu gostaria que tu comentasse aí com a gente né, como é que foi o processo de desenvolvimento desse modelo. Contasse a história dele pra gente, quanto tempo demorou, aonde você buscou informação pra poder desenvolver o modelo, enfim, pudesse contar essa história pros nossos ouvintes.
Speaker 1:Tá. Bom, de forma detalhada, iniciando do meu problema, né, A partir do momento que eu defini qual era o meu problema em questão, eu parti então, pra literatura, né? O que que eu fiz inicialmente? Criei algumas, alguns termos de busca, certo? Parti inicialmente pro Google Scholar, tá?
Speaker 1:E aí eu comecei a fazer teste desses termos que eu utilizei, por exemplo, balance scor card, planejamento estratégico. Eu fui utilizando os termos que eu imaginei que poderiam ser, que estariam relacionados com alguma pesquisa tá com o meu modelo e aí a partir disso eu fui fazendo esses testes inicialmente não vieram muitos resultados dentro da das minhas buscas tá E aí a partir do momento que eu fui começando a entender como fazer essas esses termos de busca, eu fui controlando eles uma tabelinha no Excel, aonde eu ia marcando todos os termos e quantos resultados eles estavam me trazendo. E aí a partir disso então, eu comecei a trabalhar em cima dos dos termos até fazer ajuste e identificar os termos corretos. Então, eu utilizei, por exemplo, não Scholar, mas utilizei, Web Sco Host, Web of Science, utilizei alguns outros, algumas outras bases de dados, certo? E aí a partir disso então eu fiz a triagem de alguns artigos, tá e a partir da identificação desses artigos ao todo foram quarenta e sete artigos eu comecei a fazer depois da leitura inspecional eu fiz uma leitura detalhada de cada desses artigos certo Com o objetivo de entender quais eram as possíveis técnicas que eu poderia utilizar pra empresas de pequeno porte, micro e pequenas empresas, uma vez que, como eu não conhecia sobre o assunto, eu não tinha definido até aquele momento que eu utilizaria o BSC e o OKR.
Speaker 1:Então eu comecei a fazer essa leitura desses quarenta e sete documentos, desses quarenta e sete estudos. E aí a partir disso, então, eu defini essas duas, essas duas técnicas, essas duas abordagens distintas, que seria o BSC e o OKR pela facilidade que eu conseguiria simplificar eles pra empresas, pra micro e pequenas empresas, tá? Então, a partir disso, eu desenvolvi a minha introdução com o objetivo de detalhar o meu problema, né? E a partir disso então eu bato pro meu referencial teórico, utilizei planejamento estratégico, utilizei o balance Square Card, utilizei o OKR, expliquei detalhadamente como é que funcionava cada uma dessas técnicas, e a partir disso, eu sigo pra fazer uma análise comparativa entre as duas, uma vez que eu queria entender quais eram os pontos positivos, né? Comparando quando eu fiz, eu fiz uma matriz na verdade, e eu queria entender quais eram os pontos positivos de cada uma dessas técnicas pra entender, qual delas eu utilizaria no meu planejamento estratégico, e qual delas eu poderia utilizar pro meu desdobramento tático e operacional.
Speaker 1:E aí a partir disso então, eu parto pro meu método de trabalho, que eu utilizei a Design Science Research. Entendi como funcionava a lógica da DSR, expliquei a minha DSR, parto pro meu método, que essa parte eu considero uma das partes mais difíceis do do meu processo de desenvolvimento do meu modelo. Então, basicamente, como eu entendi a partir dali que o DSC seria utilizado pro meu, pro meu desdobramento estratégico, eu comecei por desmembrar o bsc e tentar simplificar ele de certa forma pra que ele pudesse ser possível de ser utilizado em empresas de pequeno porte. Então, a partir disso, eu fiz esse desdobramento, depois eu parti pros meus, pro meu desenvolvimento dos dos indicadores táticos e operacionais a partir do meu OKR. Após o meu modelo inicial, certo, o que que eu fiz?
Speaker 1:Eu procurei três especialistas, dentre eles, duas pessoas que eram especialistas em planejamento estratégico, especialistas em indicadores e uma pessoa que era especialista no processo de administração de uma pequena empresa, de uma, nesse caso, uma pequena indústria. Apresentei o modelo inicial pro pessoal, e aí eu pedi pra que eles fizessem a avaliação desse modelo. A partir do momento que eles avaliaram, eles me retornaram com algumas sugestões de alteração, tá? Inclusive, pediram que eu tivesse incluído a análise SWOT dentro do meu do meu modelo. E aí eu realizei essas essa esses ajustes até que eu pudesse chegar no meu modelo final.
Speaker 1:Muito bem.
Speaker 2:Muito bem Iuri. Bom, pros nossos ouvintes né, vocês devem perceber que o relato do Iuri nosso convidado ele ele remete né a processo de pensamento científico né, bem estabelecido né, então inicialmente né Iuri comentou que, poxa tinha problema e a partir desse problema tinha objetivo de estudo então fui para a literatura existente tentar entender como é que isso poderia ser resolvido. Procurei trabalhos similares, ou seja, como é que esse problema foi resolvido por outros autores? Encontrou alguns estudos similares, fez uma análise crítica criteriosa desses estudos similares e a partir, a partir disso, né, ele determinou aí método de pesquisa, né, que é a design Science We Search. E só pra Design ScienceWe Search, quem não conhece né, é o método de pesquisa voltado pra construção de artefatos que nesse caso se se se destacam né, se encaixam aqui o modelo que o Iuri acabou desenvolvendo.
Speaker 2:Também sugiro pra quem quiser saber mais aí, procurar na internet né, design science wassearch como método de pesquisa com certeza vai ter conhecimento interessante pra poder aprofundar nessa parte. Iuri antes da explicação assim de como realmente o modelo funciona, eu queria que tu contasse pouquinho assim, poxa, emergiu o bsc e o KR né, quando que isso aconteceu, se a partir desse momento digamos assim as coisas ficaram mais simples né, por que que tu escolheu eles? Detalhesse pouquinho mais isso pro nosso ouvinte.
Speaker 1:Certo Pablo. Então, o balance scor card eu utilizei pelo fato de que ele era dentre as técnicas que foram identificadas nos quarenta e sete estudos que eu localizei, ele era a técnica mais utilizada, certo? Então a partir disso eu optei pelo DSC, uma vez que quase que cem por cento dos artigos que falavam em planejamento estratégico, falavam em desdobramento estratégico, utilizavam o DSC. Então a ideia era pegar uma técnica que fosse uma abordagem que fosse pouco mais conceituada em empresas grandes, e fazer os ajustes necessários pra que a gente não perdesse essa essa possibilidade de utilizar uma técnica que é amplamente, amplamente aplicada em empresas de grande porte. Então a partir do momento que eu fiz a escolha do balance core cards, eu fui tentar entender pouquinho quais eram as técnicas que eu poderia, quais eram as abordagens que eu poderia utilizar, pra fazer o meu desdobramento, tanto tático quanto operacional.
Speaker 1:E eu entendi que pelo fato de que o OKR em si, ele é muito fácil de se aplicar, certo? E ele tem possibilidades de tu aplicar, por exemplo, ele ele apresenta modelos pra aplicação em empresas de grande porte, e ele também tem o diferencial de apresentar modelos pra empresas de pequeno porte. Então, ficaria muito mais fácil pra eu fazer esse desenvolvimento, tá? E o OKR também, né, a partir do momento que a gente define alguns objetivos, a gente consegue definir alguns objetivos chave, né, pra pro atingimento desse objetivo. Então a minha ideia era fazer com que esses indicadores eles tivessem todos atrelados desde baixo até em cima e aí eu eu entendi que a partir dessas duas dessas duas abordagens em conjunto seria possível realizar isso.
Speaker 2:Muito bem. Ótimo, Iuri. Bom, Iuri, imagino que os nossos ouvintes deviam estar curioso aí pra entender como é que funciona o modelo que tu desenvolveu. Você pode dar uma explicação, panorama geral do funcionamento do modelo que você desenvolveu?
Speaker 1:Claro, perfeito. Então, inicialmente, o que que eu pensei? A partir da avaliação em conjunto com os especialistas e o que eu já tinha conseguido entender dessas duas abordagens, O meu modelo ele inicia com a análise SWAT, aonde nós consideramos tanto o ambiente interno, quanto o ambiente externo, a organização. E aí a partir disso nós definimos quais são as forças né, as fraquezas da empresa, enfim, todas as características que são relacionadas à análise SWAY. E, a partir do momento que a empresa faz essa definição, ela parte então, por momento onde ela precisa definir a estratégia e a visão empresarial, que isso é algo que muitas vezes não existe dentro de uma empresa de pequeno porte, uma microempresa.
Speaker 1:E aí a partir do momento que a empresa define essa estratégia e essa visão, ela parte então pra divulgação dessas informações a todos os colaboradores, certo? E aí ela parte então pro alinhamento do mapa estratégico do BSC com a estratégia e a visão empresarial que foram definidas anteriormente. Pra isso então, a empresa vai definir objetivos, indicadores, metas e iniciativas, tá, dentro de quatro perspectivas, sendo elas, a primeira perspectiva financeira, a segunda, perspectiva do cliente, a terceira, perspectiva dos processos internos, e a quarta, a perspectiva do aprendizado e crescimento. Então, a partir do momento que ela faz essa definição nas quatro perspectivas, a empresa vai fazer a divulgação disso novamente pra empresa, e a gente fecha o nosso de planejamento estratégico. E partimos então pro nosso planejamento TAP.
Speaker 1:Então, a partir dos nossos indicadores estratégicos definidos, pra cada deles, a empresa vai realizar o desenvolvimento de OKRs táticos para cada time ou seja por exemplo o time de vendas o time de marketing o time administrativo né a partir desse momento então ela vai pegar todos esses times, vai entender como cada deles se relaciona com relação ao balance Square Card, certo? Ao seu planejamento estratégico, e aí ela vai fazer o desenvolvimento de OKRs, tá? E aí dentro desses OKRs, ela vai pra passar por processo de mapear e aliar as dependências de cada dos indicadores, realizar checkin semanais de monitoramento e análise desses indicadores, Vai realizar os OKRs, ou melhor, ela vai revisar os OKRs a cada três meses, e vai analisar no final as retrospectivas e lições que foram aprendidas dentro desse processo, e isso vai retroalimentar o meu desenvolvimento e ajuste dos meus OKEs, certo? Então, a partir disso, ela vai ter os seus indicadores táticos definidos e vai novamente realizar a divulgação para os membros da empresa. Então, com a definição dos dos nossos indicadores táticos, nós partimos então pros nossos indicadores operacionais que fecham o nosso, nós temos o longo médio e aí quando o nosso planejamento operacional, né, nós temos o curto prazo.
Speaker 1:A partir disso, vão ser desenvolvidos locais operacionais para cada colaborador de cada time, certo? E aí a gente vai fazer o mesmo processo dos indicadores táticos. Vamos mapear e alinhar as dependências, vamos realizar o checkin semanais de monitoramento e análise, revisar os locais a cada três meses, e aí fazer o processo de retrospectivas eleições aprendidas para ajustar os nossos locais individuais, de cada dos colaboradores da empresa, e divulgar também cada desses desses OKRs, e assim nós chegamos no nosso planejamento estratégico, desdobramos eles pro nosso tático, e desdobramos pro operacional e conseguimos dessa forma, realizar o alinhamento estratégico, tático e operacional da da empresa de pequeno porte.
Speaker 2:Muito bem Iuri, então você se preocupou aí né no desenvolvimento do teu modelo né de
Speaker 1:considerar então estratégico, tático
Speaker 2:e operacional ou seja de e operacional, ou seja, três níveis. Quando a gente fala de estratégia, você você focou mais no uso do bsc. Quando a gente fala do tático e operacional, você fez uma ligação daí do BSC desdobrado e usou mais o foco aí nos OKRs pra poder fazer, digamos, esse desdobramento, então o PSC na estratégia, na parte tática operacional, principalmente ele alimenta essas partes e aí nós temos o os OKRs entrando aí pra fazer esse tipo de controle. Certo? Iuri, minha última pergunta né pra ti seria a seguinte, poderia listar aí pros nossos ouvintes né, que tipo de benefício uma empresa pode obter com a implementação do modelo que você sugeriu?
Speaker 1:Então, Fábio, a gente entende que é desafio muito grande fazer alinhamento da estratégia da empresa com seus indicadores. Isso já é algo difícil pra uma empresa de grande porte que tem acesso por exemplo a consultorias. Aí tem acesso a ao a funcionários mais capacitados, né? Eu imagino então que pra empresas de pequeno porte isso acaba sendo muito mais difícil. Então a ideia aqui era possibilitar que a empresa conseguisse utilizar esse modelo, né?
Speaker 1:Pra que, aonde a partir da implementação dela, ela consiga tanto desdobrar seu planejamento estratégico, algo que muitas empresas muitas vezes não têm. Então, além disso, além de fazer o desdobramento de forma eficiente do seu planejamento estratégico, a empresa ela possa controlar tanto indicadores estratégicos, táticos e operacionais. E aí ela possa entender melhor como, aonde ela vai chegar, qual que é o objetivo da empresa e a partir disso então como ela está avançando, tanto quando a gente fala em indicadores de curto prazo, quando a gente fala em indicadores de médio prazo e também para os seus indicadores de longo prazo. Então ela vai ter tudo isso atrelado, né? E essa empresa ela vai conseguir enxergar muito melhor do que uma empresa que muitas vezes ou não tem o seu planejamento estratégico, ou a empresa tem o seu planejamento estratégico, mas não consegue ter o nível tático e operacional, E aí muitas vezes essas empresas acabam se perdendo pouco até na definição dos indicadores, como por exemplo, quando eu tinha comentado anteriormente, uma empresa que não não alinha o seu planejamento estratégico com os indicadores táticos e operacionais, ela não sabe exatamente o que que ela está medindo, né?
Speaker 1:Ela não sabe de que ela está medindo dentro, por exemplo, do, quando a gente fala no chão de fábrica, né, dentro de processo produtivo, por exemplo, ela não consegue saber se o que está sendo realizado dentro do chão de fábrica, está realmente sendo relacionado com a estratégia da empresa. Então, dessa forma, facilita todo esse processo de controle, longo, médio e curto prazo e a empresa dessa forma ela consegue, além de que, além disso, os funcionários eles conseguem entender o que que quais que são os objetivos da empresa, né? O que que é mais importante, o que que acaba sendo, digamos, de processo menos importante, a gente dessa forma consegue ter alinhamento geral da empresa. Então eu acredito que esse seja, essa seja a principal contribuição, né, tanto a possibilidade de facilitar o planejamento estratégico, tanto a facilidade de utilizar modelo que seja simples o suficiente pra que as empresas possam aplicar ele dentro dessas organizações pequenas, e a partir disso então conseguir fazer a utilização e conseguir melhorar os seus controles internos e acabar facilitando também a sua tomada de decisão.
Speaker 2:Muito bem. Pessoal nossos ouvintes é importante lembrar que esse trabalho que o Willy relatou pra nós ele está publicado, ele foi publicado em congresso relevante chamado de ENGEEP, Encontro Nacional de Engenharia de Produção, ou seja, é documento né, publicado em formato de artigo científico, que é público e é também uma das referências da nossa disciplina. Iuri, como temos tempinho ainda eu queria te fazer uma pergunta. Qual foi a importância desta pesquisa pra ti como profissional, como pesquisador?
Speaker 1:Então, Fábio, inicialmente eu nunca tinha tido contato com pesquisa científica, foi o meu primeiro contato com a pesquisa científica. E eu te confesso que a partir disso eu eu consegui entender que eu gostava disso. E eu acho que a gente muitas vezes não tem esse contato dentro da graduação tão tão forte quanto a gente tem por exemplo da pósgraduação. Então a partir do meu desenvolvimento dessa pesquisa, eu além de de perceber o quanto eu gostava de trabalhar com isso, eu acabei me direcionando pro meu mestrado, né? Hoje eu eu estou sendo encaminhado pro meu doutorado, e aí eu percebi então o quanto a pesquisa ela é importante pra utilização dentro da das organizações, enfim, a ciência em si, ela é muito importante e eu acabei tendo essa essa possibilidade de de identificar algo que me interessou e hoje a minha carreira ela está sendo totalmente moldada pra pesquisa científica.
Speaker 2:Muito bem Iuri. Bom Iuri discutimos o que teríamos que discutir né, vamos fazer o encerramento. Queria eu queria dizer aí pros nossos ouvintes né que chegamos ao fim do podcast sobre caso prático em relação ao desenvolvimento de modelo integrando os conceitos do BSIC e OKR, em que fixamos os conceitos relativos ao tema dois da nossa disciplina. Não esqueçam de conferir mais conteúdo sobre isso no hub visual e no nosso hub Leitura. Pessoal, eu gostaria de agradecer o Iuri por partilhar o conhecimento conosco e ajudar nas aprendizagem dos alunos.
Speaker 2:Iuri, gostaria de passar a palavra pra ti aí pra ti poder também fazer uma fala de despedida.
Speaker 1:Muito obrigado pessoal. Eu espero que vocês possam absorver e aprender o máximo com esse podcast, certo? E então eu gostaria de agradecer e me colocar à disposição. Enfim, muito obrigado, Fábio. Abraço.
Speaker 2:Muito bem. Então, prezados alunos, até breve e bons estudos. Obrigado.
Speaker 1:Pósgraduação Unisinos.