U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4

What is U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4?

Contextos do Mercado de Vinhos

Speaker 1:

Pósgraduação UNICINOS. Olá. Bemvindo ao podcast da disciplina Iniciação ao Mercado do Vinho. Sou o professor Israel Bertamone e no podcast de hoje vamos falar sobre a nova geração brasileira do GIM. Em relação à nova geração, o que nós podemos perceber né, de características nas produções, né, e nos vinhos atuais brasileiros?

Speaker 1:

Nós sabemos que a cultura de produção dos vinhos no Brasil está inserida então no contexto histórico e geracional. As mais diversas gerações que aqui sucederam, foram direcionando as produções e atualizando técnicas de plantio e vinificação. Mas em relação a essa nova geração, né, o que nós podemos perceber, né, das características nas produções atuais? A nova geração de produtores brasileiros tem adotado características marcantes, que diferenciam as suas práticas das gerações anteriores. Essas características refletem movimento global, mas adaptando às especificidades do Brasil.

Speaker 1:

Vamos destacar algum desses pontos então. A busca por identidade brasileira. Muitos jovens enólogos estão né entrando no mercado e estão focando né e estão focados em explorar as potencialidades do terroir brasileiro, criando vinhos que representam a diversidade climática e cultural do país. E regiões como Serra Gaúcha, Campanha Gaúcha, Vale do São Francisco e Planalto catarinense, estão sendo exploradas com maior atenção né às suas peculiaridades, ao seu diferencial. Outro ponto é a valorização de técnicas naturais e sustentáveis.

Speaker 1:

Há uma tendência crescente em produzir vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos, refletindo então essa preocupação com a sustentabilidade e a preferência por métodos de baixa intervenção. Técnicas tradicionais estão sendo resgatadas, uma fermentação em ânforas por exemplo, dentro de dessas ânforas de argila né, ou o uso o uso mínimo de sulfitos. Outro ponto é a inovação e a experimentação, então essa geração, ela não tem medo de inovar. Isso se reflete em experimentações com variedades não tradicionais para o Brasil, como Petit Verdeaux, Marcelin e Sauvón Blanc. Estilos diferenciados como os vinhos laranjas e espumantes, pelo método ancestral né, os espumantes naturais, estão ganhando espaço no mercado nacional e internacional.

Speaker 1:

O método atual, e que já está sendo utilizado né, no nosso país, é a maturação dos vinhos é é. Voltando. Estilos diferenciados, como os vinhos laranjas e os espumantes do método ancestral, né, a partir das espumantes naturais, estão ganhando espaço no mercado nacional e internacional. Método atual também, né, que está sendo utilizado no Brasil recentemente recentemente, é o método de maturação de vinhos submersos né, por meses no mar, né então são técnicas que estão sendo né utilizadas e estão trazendo essa inovação para o produto nacional. Outro ponto é a qualidade no centro de produção, então o foco está em produzir menos, mas com qualidade.

Speaker 1:

A nova geração está mais preocupada em competir em mercados de alto padrão do que atender a demandas de volume, as vinícolas Boutiques né são exemplos de negócios com baixas produções. Mesmo as vinícolas de grande porte, também estão produzindo alguns rótulos com lotes menores e exclusivos. E o outro ponto, é a a aproximação com o consumidor jovem. Estratégias de marketing e branding voltadas para atrair o público jovem, utilizando então essa linguagem acessível, né, em embalagens mais modernas, tem se tornado uma marca dessa nova era. Adaptar o gosto aos mais jovens também é uma preocupação atual, como a redução do volume de álcool, né, que é algo que está acontecendo na Europa, né, e recentemente no Brasil.

Speaker 1:

Já estão então no mercado algumas espumantes com 0 álcool, por exemplo, sendo produzidas na Serra Gaúcha. E quanto ao futuro dessa produção nacional, o que nós podemos esperar? O futuro dos vinhos brasileiros ele é promissor, com diversas oportunidades de crescimento e diferenciação. E aqui, né, tem algumas algumas dicas, algumas previsões e expectativas desse mercado nacional. O primeiro deles é a consolidação do mercado internacional.

Speaker 1:

O Brasil deve ganhar mais destaque então no cenário global, especialmente com seus espumantes, né, e esses vinhos que expressam mais a autenticidade do terroir brasileiro. Nos últimos anos, o espumante brasileiro tem se destacado no cenário internacional, conquistando prêmios e reconhecimento em em competições globais, né, em em competições bem importantes. Essa ascensão não é apenas reflexo da qualidade crescente dos vinhos, né, mas também do trabalho consistente de produtores, investimentos em tecnologia e a exploração de terroise ideais para a produção desses espumantes. Regiões como a Serra Gaúcha, né em especial ali a região de Pinto Bandeira, apresentam condições climáticas ideais né para a produção desses espumantes de alta qualidade. A combinação de solos, né solos mais ácidos, temperaturas moderadas, uma uma boa amplitude térmica, proporciona então essas uvas com uma acidez natural e frescor, características fundamentais então pra esses espumantes.

Speaker 1:

Os produtores brasileiros adotam método tradicional, né o método champenoise e o método chamád, aplicando né técnicas avançadas para garantir espumantes complexos e aromáticos. A utilização de uvas clássicas, como o Chardonnay, Pinot Noir, juntamente com variedades locais, como o Moscato, permitiu então a criação desses produtos variados, né que agradam a diferentes mercados. Os espumantes brasileiros têm recebido medalhas de ouro em competições importantes, e esses prêmios têm sido uma vitrine para mostrar ao mundo o potencial de Brasil, né o potencial do Brasil. Os espumantes nacionais oferecem alta qualidade e preços acessíveis em comparação aos franceses e italianos, né atraindo então em busca boas opções fora do eixo tradicional. A imagem do Brasil com país alegre e festivo também é associada a esses espumantes, tornandoos atrativos né em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Speaker 1:

Então essas parcerias com importadores, né e campanhas de marketing focadas nesse conceito de frescor e celebração tem contribuído então para o crescimento, né, das exportações. A ascensão do espumante brasileiro no mercado internacional reflete uma combinação de qualidade técnica né, terroar único e estratégias assertivas de posicionamento. Com a continuidade desse trabalho e investimentos em inovação e marketing, o Brasil pode se consolidar como uma referência global em espumantes, representando então, com orgulho né a diversidade e a sofisticação da viticultura vitivinicultura nacional. Outro ponto, é o fortalecimento das indicações geográficas né, Regiões brasileiras, continuarão a fortalecer, né, as suas denominações de origem, promovendo então esses vinhos com identidade e qualidade certificada. No Brasil as indicações geográficas, que incluem então as denominações de origem, e as indicações de procedência, tem ganhado destaque como ferramenta essencial para valorizar o terroir né e a autenticidade do vinho brasileiro.

Speaker 1:

O Vale dos Vinhedos, primeira região a obter uma IP, né, uma indicação de procedência em dois mil e dois, e uma DO, em dois mil e doze, uma denominação de origem, é referência na produção de vinhos de qualidade, né representa então o pioneirismo na regulamentação dos padrões rigorosos, né, que incluem regras específicas para cultivo, vinificação e engarrafamento. O terroir característico do Vale dos Vinhedos confere singularidades aos vinhos, em especial né o vinho, baseado na uva Merlot, né em alguns espumantes. Outra região que se destaca, é Pinto Bandeira, conhecida recentemente como DO Altos de Pinto Bandeira em dois mil e vinte e três, com foco na produção de espumantes pelo método tradicional. A combinação, né, de altitude, clima fresco e solo basáltico, resulta então em espumantes complexos, frescos, e com alta acidez, né, atributos valorizados internacionalmente. Esse movimento de fortalecimento das indicações geográficas, promove vinhos com identidade única, né, segurando qualidade certificada, e reforçando a credibilidade do Brasil no mercado global.

Speaker 1:

Além disso né estimula o desenvolvimento local, né protege a tradição né e posiciona as regiões vinícolas brasileiras entre os grandes terrois do mundo. Com o avanço das certificações e o aumento da conscientização sobre a importância da das indicações geográficas, outras regiões, né, estão buscando reconhecimento, como campanha gaúcha, né, e os altos montes também na Serra Gaúcha, e ampliam também o impacto e a diversidade né, da vitivinicultura brasileira. O terceiro ponto é sustentabilidade como padrão né nos vinhos nacionais. A sustentabilidade ela não será apenas uma tendência mas uma exigência com a adoção de práticas que respeitem então o meio ambiente, e promovam o uso eficiente de recursos naturais, como água e energia. A sustentabilidade na produção de vinhos brasileiros, está deixando de ser apenas uma tendência para se tornar requisito essencial, né?

Speaker 1:

Alinhandose às demandas globais por práticas mais conscientes e responsáveis, e essa mudança reflete tanto a pressão de consumidores mais engajados, quanto a necessidade de adaptação ao contexto ambiental e econômico atual. Bom, então quanto as a essas práticas sustentáveis, que a produção brasileira está se apropriando, nós vamos ter, uma gestão eficiente dos recursos naturais, né e isso inclui, o uso racional da água, sistemas né de irrigação por gotejamento né e tecnologias que monitoram a necessidade hídrica das vinhas, estão sendo então amplamente adotadas especialmente em regiões mais áridas. Como o Vale do Rio São Francisco. Além disso uma energia limpa e renovável, né onde muitos vinhedos estão sendo, investidos em painéis, né solares, e outras fontes de de energia renovável, para reduzir, né, a sua pegada de carbono, e aumentar a eficiência energética. Num outro contexto nós vamos ter a redução de resíduos e a economia circular, né?

Speaker 1:

A partir né, essa preocupação com as embalagens, né? Que estão sendo redesenhadas com garrafas mais leves, né, e materiais recicláveis, reduzindo o impacto ambiental, né, no transporte e no descarte. O reaproveitamento de resíduos na produção como cascas de uva e bagaço, estão sendo então utilizados ou como adubo, ou até mesmo na produção de subprodutos como cosméticos e alimentos, então é muito comum nós encontrarmos em vinícolas né, o próximo dessas vinícolas, empresas que estão trabalhando com a utilização né e transformando num subproduto como farinhas da casca da da uva né, ou farinhas da própria semente. Além disso há uma conservação de solo e da biodiversidade, a partir de técnicas né como o 0 plantio de coberturas vegetais entre as vinhas, que ajudam a proteger o solo contra a erosão, né melhorar a sua fertilidade e preservar então a biodiversidade local. Isso também evita o uso excessivo de defensivos agrícolas né optando por práticas de manejo integrado né de pragas né, e que contribui então para a saúde ambiental né de do todo.

Speaker 1:

Além disso, estão buscando né certificações e uso da rastreabilidade, que essas vinícolas né buscam certificações de sustentabilidade né que atestam as práticas ambientais, sociais e econômicas né mais responsáveis. Além de práticas de rastreabilidade né onde permite né a o que o cliente possa acompanhar todo o ciclo da vida do produto né, garante transparência né para o consumidor também são práticas sustentáveis aí sendo aplicadas. E o envolvimento comunitário e social né as vínculos estão implementando programas de impacto social né que valorizam então os trabalhadores locais, promovem educação e incentivam o desenvolvimento sustentável das comunidades próximas né? Então a sustentabilidade no setor vinícola brasileiro, ela é mais do que uma adaptação às demandas do mercado. É uma estratégia né para garantir a longevidade do negócio, e a preservação dos recursos naturais, né?

Speaker 1:

Para as próximas gerações. Então vinícolas que investem em práticas sustentáveis, elas estão liderando movimento, que posiciona o Brasil então como referência em viticultura responsável né, e inovadora no cenário global. Outra questão é sobre a diversificação de regiões produtoras, então novas regiões com potencial vinícola como o cerrado mineiro e áreas do nordeste devem emergir como protagonistas né, ampliando o mapa de produção do Brasil, estados como São Paulo, Espírito Santo, Paraná estão entre esses locais que emergem, né, na produção de vinhos no solo brasileiro. Outra questão importante pro desenvolvimento da produção no Brasil são o uso de tecnologias, né, e a ciência a favor dessa videicultura. A pesquisa científica ela continua a contribuir para adaptação de variedades às condições brasileiras, além de otimizar processos de unificação e controle de qualidade.

Speaker 1:

Então além disso, novas tecnologias vêm sendo aplicadas no contexto nacional a partir da vitivinicultura de precisão, né, onde o controle de produção da uva e do vinho vem acompanhado então de drones, inteligência artificial, sensores e controladores automáticos e inteligentes de fermentação. O maior e por último, né, acho que que expressa também esse crescimento da produção brasileira, é o aumento do consumo interno. Então com o aumento desse consumo per capita no Brasil, a indústria terá a oportunidade de crescer, consolidar o vinho como parte da cultura gastronômica nacional, né, com maiores incentivos, né, de educação sobre vinho, como de degustações, cursos e o próprio erroturismo, fortalecerão a relação do consumidor brasileiro com as bebidas, né, então aumentando esse consumo e produção. Bom, então a nova geração está mostrando que o Brasil não é apenas o país da cerveja né com foco em inovação, autenticidade e qualidade, o futuro do vinho nacional é de crescimento sustentável e reconhecimento global. Essa revolução vinícola brasileira está só começando, né, podemos concluir que a nova geração de produção dos vinhos no Brasil está posicionada para transformar a a indústria vitiminícola do país, com o foco em qualidade, inovação, sustentabilidade, marketing inteligente, podemos esperar que os vinhos brasileiros continuem a ganhar reconhecimento e respeito tanto no mercado interno quanto no internacional.

Speaker 1:

Então o futuro parece promissor para a viticultura brasileira com uma crescente apreciação pela diversidade e singularidade dos vinhos produzidos no país. Você acabou de ouvir o podcast Sobre a Nova Geração Brasileira de produção de vinhos, com o professor Israel Bertamort. Nesse podcast você pode complementar os estudos do hub leitura com os vídeos do hub visual. Através deste batepapo podemos compreender melhor a situação atual da geração de vinhos e a perspectiva para o futuro. Acompanhe os próximos materiais e não deixe de escutar os podcasts a seguir.

Speaker 1:

Bons estudos e até breve. Pósgraduação unicinos.