U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4

What is U24 | PÓS 9 - Salton - DCP 4?

Contextos do Mercado de Vinhos

Speaker 1:

Pósgraduação unicinos. Olá. Bemvindo ao podcast da disciplina iniciação ao mercado do vinho. Sou o professor Israel Bertamone e no podcast de hoje vamos falar sobre enologia europeia atual. Bom, vamos refletir sobre essa região.

Speaker 1:

A Europa continua sendo o epicentro mundial de produção de vinhos, representando cerca de sessenta por cento da produção global. Países como França, Itália, Espanha, lideram, né, sendo responsáveis aí por uma ampla diversidade de estilos e variedades que abrangem vinhos tintos, brancos, rosés e espumantes. Regiões icônicas como Bordeaux, na França, Toscana, na Itália, e Rioja na Espanha, mantêm sua relevância enquanto áreas emergentes, né, como os vinhedos da Europa Ocidental, incluindo os países como Polônia, Hungria e Romênia, ganham espaço, né, com vinhos inovadores e competitivos. As práticas agrícolas estão cada vez mais focadas em sustentabilidade, com ênfase, né, em vinhos orgânicos e biodinâmicos. Além disso, produtores estão reduzindo impacto ambiental, com embalagens mais leves, manejo de recursos naturais e uso de energias renováveis.

Speaker 1:

Bom, vamos pensar em alguns pontos, referentes a essa produção europeia. Quanto às tendências de consumo? Consumidores europeus, demonstram uma prevalência crescente, né por vinhos mais leves. Com menor teor alcoólico e opções sustentáveis, como vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais. O consumo de vinhos rosés e espumantes também está em alta, especialmente entre os jovens e os consumidores da geração Z e milênios, que buscam né experiências autênticas e inovadoras.

Speaker 1:

Outra tendência é o crescente, é a crescente demanda por vinhos brancos e vinhos com menor intervenção, refletindo a mudança no estilo de vida e no interesse por produtos mais saudáveis. As vendas online também impulsionadas pela pandemia, permanecem fortes, plataformas digitais oferecendo então conveniência e uma ampla seleção. Isso facilita né pra essas novas gerações, a compra né e o consumo então desses vinhos. Quanto aos principais mercados consumidores né da Europa? Embora o consumo per capita do vinho tenha diminuído em alguns países tradicionalmente consumidores como França e Itália, mercados emergentes como Reino Unido, Alemanha e países nórdicos estão em ascensão.

Speaker 1:

Então na Europa Oriental, países como Polônia e República Tcheca, apresentam consumo crescente, especialmente de vinhos brancos e espumantes. O turismo enogastronômico também contribui para a popularização dos vinhos europeus, com turistas internacionais procurando conhecer vinhos e degustar, né, e conhecer vinhedos e degustar vinhos locais. Outro ponto que também é importante em relação ao consumo, né, do do europeu, o vinho, é essa adaptação ao novo perfil né de consumidor. Os vinhos europeus estão sendo reinventados, né, para atender a consumidor cada vez mais exigente e consciente. Então as vinícolas europeias, ao equilibrar tradição e inovação, tem a oportunidade de não apenas preservar seu mercado cativo, mas também expandir para novos territórios e públicos.

Speaker 1:

A Portugal e Espanha, né, estão trabalhando dessa forma. A capacidade de se adaptar a tendências globais sem sacrificar a autenticidade, será essencial para que o vinho europeu continue então sendo uma referência mundial. As vinícolas estão investindo né em transparência por exemplo. O consumidor atual ele valoriza a transparência, o que tem levado então a essas vinícolas europeias a oferecer mais informações, em seus rótulos né, e comunicações. Formações sobre a variedade das uvas, o terroir, a safra, e as técnicas de vinificação estão mais acessíveis, permitindo então que o consumidor conheça a história por trás daquela garrafa, né as denominações de origem continuam sendo uma referência importante, mas agora né combinadas com histórias autênticas sobre os métodos de cultivo e danificação.

Speaker 1:

Muitos produtores também destacam informações sobre esse comércio justo né esse né, e práticas de responsabilidade social. Outro ponto, né, dessa adaptação de consumidor é a sustentabilidade. A sustentabilidade deixou de ser apenas diferencial e se tornou uma exigência de mercado. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com o impacto ambiental de suas escolhas né? E os produtos europeus estão respondendo de diversas formas, então cresce o número de vinhos certificados como orgânicos, biodinâmicos, né?

Speaker 1:

E com pegada de carbono reduzida. As vinícolas estão adotando energias renováveis, minimizando então o uso de pesticidas e investindo em práticas que preservam a biodiversidade. Embalagens leves e recicláveis também estão sendo priorizadas, reduzindo o impacto ambiental e do transporte. Outro ponto importante pra indústria europeia é o marketing digital. Então a comunidade no mundo do vinho tem mudado radicalmente, né e acompanhado o avanço das plataformas digitais.

Speaker 1:

E o comportamento desse consumidor, onde o Instagram, o TikTok e o Youtube tornaramse canais essenciais para alcançar públicos de óvings, com conteúdos focados em experiências, harmonizações e bastidores das meninas. Os produtores europeus estão se esforçando para contar as histórias por trás de cada garrafa, conectando o consumidor à tradição, ao terroir e à cultura local. Sommelieres, chefes e influenciadores digitais, estão desempenhando papel fundamental na popularização de marcas e rótulos. Sites de vinícolas né e e mercados virtuais oferecem então experiências de compra interativas, incluindo recomendações baseadas no perfil né de diversos consumidores. E pra finalizar, né a inovação em embalagens também é algo atual na Europa né?

Speaker 1:

Os consumidores modernos, especialmente as gerações mais jovens, procuram conveniência e sustentabilidade em suas escolhas de vinho, né? O que tem levado a mudança a mudanças significativas das embalagens, ideais para porções individuais, eventos ao ar livre né o consumo casual, as latas são leves recicláveis né e atraentes para esse público mais particidade menor impacto ambiental. Este formato é especialmente apreciado por consumidores que buscam economia e funcionalidade sem abrir mão da qualidade. Essas garrafas mais leves também reduzem os custos de transporte, né e as emissões de carbono, então atendendo a essas demandas de produtos mais ecológicos. Bom, mas quais são os desafios, que os vinhos europeus?

Speaker 1:

As mudanças climáticas, primeiro deles né, onde o aquecimento global está impactando vinhedos né, e alterando o ciclo das vinhas e exigindo uma adaptação em regiões tradicionais europeias né? Algumas áreas como o sul da França e a Espanha enfrentam desafios com como secas né, e temperaturas extremas, enquanto países do norte né, como Inglaterra, veem oportunidades com o cultivo de novas variedades. Outro desafio é a concorrência global, então a Europa enfrenta né uma crescente competição com os vinhos do novo mundo, como o Chile, Austrália e Estados Unidos, que oferecem qualidade, competitividade né e preços mais baixos. Além disso né o mercado emergente como a China e o Brasil também estão fortalecendo as suas produções. O terceiro desafio são os padrões de consumo em declínio, né?

Speaker 1:

Apesar das novas tendências, o consumo per capita do vinho em alguns países europeus tradicionais está diminuindo, o que exige então esse esforço para atrair novas gerações e expandir para mercados externos. E o quarto desafio, são as regulamentações e os custos por trás delas. Então as rigorosas regulamentações ambientais e trabalhistas da União Europeia aumentam os custos de produção, enquanto produtos do novo mundo enfrentam menos restrições. A Europa e a competição internacional. Os produtores europeus continuam confiando, no prestígio né das suas denominações de origem, né as suas denominações controladas.

Speaker 1:

E na tradição, para se diferenciarem do mercado global, Contudo, estão cada vez mais abertos às inovações e parcerias comerciais para competir então com países do novo mundo. Além disso, exportações para mercados asiáticos, especialmente China e Japão, têm sido uma estratégia para diversificar e ampliar a presença europeia. Embora o continente continue sendo né o berço de algumas das mais prestigiosas né regiões vinícolas do mundo, como Bordeaux, Champanhe e Toscana, a crescente qualidade e inovação dos vinhos do novo mundo, tem desafiado essa hegemonia, obrigando os produtores europeus a revisitar estratégias para manter a liderança. As denominações de origem controlada continuam sendo uma das maiores vantagens competitivas da Europa. Essas certificações elas asseguram a procedência, o terroir, os métodos de produção, sendo símbolos de qualidade e tradição.

Speaker 1:

Regiões como Kiant, Rioja e Alsácia destacamse por oferecer vinhos com características únicas, atreladas ao terroir local. Contudo, as DOCs enfrentam desafio de adaptação. O consumidor moderno está mais interessado em histórias e experiências do que apenas o selo de uma denominação. Assim produtores europeus têm investido em investido em estratégias de storytelling né, combinando a tradição com uma comunicação mais emocional, para atrair novos públicos, especialmente as gerações mais jovens. Os vinhos do novo mundo, Chile, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Estados Unidos, eles vêm ganhando espaço graças, né, alguns alguns pontos como preços competitivos.

Speaker 1:

Então são produções em larga escala e custos reduzidos que permitem então preços mais acessíveis, sem sacrificar a qualidade. Outro ponto né do novo mundo é a questão da inovação em sabores e embalagens, então vinhos jovens, fáceis de beber, em embalagens mais práticas, né, como as latas conquistam os novos consumidores. E o terceiro ponto que o novo mundo traz é o marketing ousado e acessível, então uma comunicação moderna, direta e menos formal, né? E juntamente com as plataformas digitais facilita nessa divulgação, nessa comunicação. Para enfrentar então essa concorrência, né, de mercado, a Europa tem adotado práticas inovadoras, como a redução de peso das garrafas, o uso de tecnologia sustentáveis, né?

Speaker 1:

E maior experimentação, né em vinificação, incluindo produtos orgânicos e naturais. Ásia tem se tornado mercado promissor para os vinhos europeus, né? Como a China, o Japão e a Coreia do Sul né? Que que lideram então esse consumo. O mercado chinês em especial está em constante crescimento, né?

Speaker 1:

Valorizando vinhos europeus como símbolo de status e sofisticação. Regiões como o Bordeaux tem forte presença, né mas os consumidores chineses estão começando a explorar outros terroás como o Douro em Portugal, e Walpolicella na Itália. O mercado japonês é conhecido por sua apreciação de vinhos de qualidade superior, favorecendo rótulos europeus em tradição, como Borgonha e champanhe. E na na Coreia do Sul, né em crescimento, este mercado apresenta preferência por vinhos leves e frescos, o que beneficia então produtores europeus de rosés e espumantes. Para conquistar esses esses mercados, os produtores europeus têm investido em parcerias comerciais, com importadores locais, né educadores do consumidor então por meio de degustações e eventos culturais, e maior personalização dos rótulos para atrair preferências culturais específicas.

Speaker 1:

Bom, além disso, a Europa busca hoje o uso das novas tecnologias, e estão adotando essas tecnologias para melhorar a eficiência e a qualidade. Finificação de precisão, né, já está sendo muito utilizado na Europa, né, através do monitoramento, né, e as e decisões baseadas em dados. Então a vinificação de precisão, ela utiliza tecnologias avançadas para monitorar cada etapa do cultivo das vinhas, através de drones, de sensores né equipamentos que sobrevoam né os parreirais, ou são instalados no solo para monitorar condições como saúde das plantas, umidade e maturação das uvas. Além disso o mapeamento digital que permite né os produtores identificar micro, microclimas dentro das vinhos e ajustar práticas de manejo para maximizar né, a qualidade e a produtividade. E além disso né, a a preservação de pragas e doenças né, com o monitoramento então em tempo real, que ajuda a antecipar problemas e minimizar o uso de pesticidas.

Speaker 1:

Enfim, essa questão de vinificação de precisão, vocês vão acompanhar em outro momento, em outra disciplina, onde vocês vão se aprofundar ainda mais nesses conceitos. Outro ponto, né, outra busca que a Europa está fazendo é a automação, né, e uso da inteligência artificial, né, trazendo então uma eficiência e planejamento também para as produções das bebidas. Então as vinícolas estão incorporando automação e inteligência artificial, né, para otimizar processos em todas as etapas da cadeia produtiva. Então eles conseguem fazer uma previsão de safras, né, através de algoritmos que é a inteligência artificial analisa então esses dados, esses históricos né, dados meteorológicos e do solo para prever então rendimentos e qualidade da colheita. Além disso né, feito uma gestão através dessas ferramentas, uma gestão de estoques com sistemas automatizados que ajudam a rastrear né, a produção e controlar lotes e gerenciar inventários de maneira mais eficiente.

Speaker 1:

E por último né o uso dessas automações é uma comercialização com o uso da inteligência artificial, onde é usado então para personalizar estratégias de marketing, analisando então preferências dos consumidores e identificando tendências de consumo. Bom, além disso, né, a Europa busca também por processos de garantia de rastreabilidade e autenticidade, né, com o a tecnologia Blockshai, que está sendo utilizada para reforçar então a confiança dos consumidores nos vinhos europeus, a rastreabilidade completa, né, que permite então acompanhar todo o ciclo de vida de vinho desde o cultivo até a garrafa, né, garantindo então a autenticidade do produto e a prevenção de fraudes, né, através de marcas de alto prestígio contra essas falsificações, né, com o uso então desses mecanismos de alta intensidade e rastreabilidade. E consequentemente a partir disso né, nós vamos ter uma valorização das denominações de origem, né, com onde ajuda a certificar as denominações de origem, destacando a conexão do vinho com o terroir e as práticas então exclusivas. Por último outro ponto que AAA Europa está né buscando a partir da da das tecnologias são soluções né mais sustentáveis, né, tecnologias a serviço do meio ambiente. Essa sustentabilidade está no centro das inovações tecnológicas do setor, através da redução do uso de recursos naturais, né, através da minimização de resíduos, né, que são tecnologias de reciclagem, reaproveitamento que permitem o subproduto da produção, e também a questão da pegada de carbono reduzida, né?

Speaker 1:

Através de equipamentos mais modernos e eficientes que diminui então as emissões durante o transporte e o processo de vinificação. Tudo isso, vai gerar impactos e benefícios, né? Essas inovações tecnológicas permitem então para vitivinicultura europeia melhorar a qualidade do produto, né? Aumentar a competitividade global, reduzir custos operacionais e atender a consumidores mais conscientes. Mas também ela passa por desafios dentro dessa adaptação, onde vai gerar alto custo inicial né, onde investimento inicial é necessário para a aplicação desses desses equipamentos, né?

Speaker 1:

Vamos ter como desafio, né, eles vão ter como desafios barreiras culturais, né, onde alguns vitivinicultores vão relutar, né, abandonar métodos tradicionais em relação a em defesa, né, a sua identidade, né, e suas questões tradicionais. E o outro ponto é treinamento e expertise né, desse material humano que será necessário para usar da inteligência artificial, desses drones né, de todas essas tecnologias para capacitação né, para a utilização desses equipamentos né, uma capacidade técnica especializada que vai ser necessária para uso né de todas essas tecnologias. Bom vamos à conclusão né desse podcast. A a Europa está adaptando sua abordagem, mantendo a tradição como alicerce, mas integrando inovação para atender às demandas do consumidor global. A diversificação de estilos, a ampliação de mercados e o fortalecimento de vínculos culturais e históricos com consumidores internacionais, são passos essenciais para que a Europa mantenha sua relevância, né, no cenário competitivo.

Speaker 1:

A enologia europeia apesar de enfrentar desafios significativos continua sendo o pilar da indústria global de vinho, né? Sua capacidade de se adaptar às mudanças climática, responde a novos perfis de consumo de consumo né? E de integrar tecnologias avançadas que garantam a sua relevância. Ao mesmo tempo o equilíbrio entre tradição e inovação é a chave para fortalecer a sua posição no mercado internacional e perpetuar sua herança vitivinico. Podemos concluir que a produção de vinhos na Europa continua a evoluir combinando tradição e inovação para atender às demandas do mercado global dinâmico, com foco crescente sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas e exploração de novos estilos.

Speaker 1:

Os viticultores europeus estão bem posicionados para manter e fortalecer sua liderança no mundo do vinho. A diversidade e a qualidade dos vinhos europeus continuam a atrair consumidores e críticos, solidificando a reputação da Europa como dos principais produtores do vinho do mundo. Você acabou de ouvir o podcast sobre a enologia europeia atual, com o professor Israel Bertamone, nesse podcast você pode complementar os estudos do hub leitura com os vídeos do hub visual. Compreender a produção atual e as formas de consumo europeia né, é de extrema importância pois essa região mundial influencia os outros países. Acompanhe os próximos materiais e não deixe de escutar os podcasts a seguir.

Speaker 1:

Bons estudos e até breve. Pósgraduação unicinos.