Análise de Desempenho Gerencial e Tomada de Decisão
Pósgraduação unicinos. Olá pessoal. Sejam bemvindos ao sexto podcast da disciplina Análise de Desempenho Gerencial e Tomada de Decisão. Sou o professor Fábio Sartori Piran e neste podcast vamos falar sobre as técnicas para análise da produtividade e da eficiência. Para isso discutiremos mais sobre a eficiência global e sobre a análise envoltória de dados, também conhecida como DEI.
Speaker 1:Além disso, vamos discutir alguns exemplos práticos sobre as suas aplicações. Desta maneira, pessoal, o que eu organizei para vocês para que a gente discutisse nesse nosso podcast? Primeiro vamos falar sobre a eficiência global, mais especificamente sobre a eficiência global do equipamento. A eficiência global do equipamento ela é medida por meio do OEE, que é uma técnica bastante conhecida principalmente para medir a eficiência nos sistemas produtivos de bens, né, nas máquinas dos sistemas produtivos de bens. E nós temos uma outra técnica que a gente falou de forma introdutória na nossa aula, que eu gostaria de discutir pouco melhor com vocês, que é a análise envoltória de dados, que ela permite que a gente faça avaliações de produtividade e eficiência em sistemas de bens ou em sistemas produtivos de serviço.
Speaker 1:Ou seja, ela proporciona uma amplitude maior em termos de capacidade de análise. Muito bem, então pessoal vamos começar a nossa discussão primeiramente assim sobre quais são os tipos de técnicas que existem que podem nos ajudar em termos de medição de produtividade e eficiência, né? Nós temos técnicas de não fronteira e técnica de fronteira e temos também técnicas que são paramétricas e técnicas não paramétricas. Pessoal, a técnica de não fronteira é quando eu consigo, a partir de uma única unidade de medida em termos de variável, por exemplo, tempo. Né?
Speaker 1:Estabelecer qual que é o tempo máximo que eu posso utilizar, ou seja, eu tenho parâmetro, e desta forma eu comparo o tempo produtivo com o tempo disponível para trabalhar. Quando eu tenho múltiplas variáveis, ou seja mais do que uma única variável, eu não tenho que estabelecer a fronteira de produção conforme nós já discutimos na nossa disciplina. Ok, além disso nós temos as técnicas paramétricas, que são técnicas que exigem que sejam que sejam efetuados alguns cálculos em termos de pressupostos dos dados, e as não paramétricas elas são pouco menos exigente em termos de pressupostos dos dados que eu vou utilizar. Pressuposto por exemplo pode ser o pressuposto de normalidade, ou seja, fazer de normalidade de dados antes de fazer o cálculo da eficiência. Pessoal, como técnica de não fronteira paramétrica, nós temos os números índices que são muito conhecidos como por exemplo índice de Las Paiyera, pash, Fish, Doblish, Thornkwist.
Speaker 1:Muito bem. Além disso, nós temos como uma técnica não paramétrica de não fronteira, o OE, né, que é a eficiência global do equipamento. Então o OE, ele a partir das do estabelecimento de parâmetro, ou seja de único, de de uma única variável que é obviamente a questão do tempo, eu eu posso calcular o AE sem exigência de nenhum teste estatístico. A partir disso porque ele é uma técnica nãoparameta. Técnicas de fronteira, eu tenho algumas técnicas como por exemplo, TFA, DFA e SFA.
Speaker 1:Mas nós temos uma técnica, que é a técnica de não fronteira e não paramétrica que é a análise envoltória de dados. Ou seja, em termos conceituais é a técnica que me permite uma amplitude maior. Eu posso, medir a eficiência com múltiplas variáveis, e posso também medir a eficiência sem a necessidade de cálculos estatísticos adicionais. Desta forma então a gente pode dizer que a eficiência global reflete o aproveitamento por parte do recurso do tempo disponível para produzir, ou seja, a variável mais focada para a medição é o tempo. Este aproveitamento leva em consideração o que foi produzido no recurso em relação ao que poderia ter sido produzido, e o intervalo de tempo definido ou seja o tempo disponível.
Speaker 1:Pessoal a eficiência global em termos de equação ela é eficiência global igual o somatório do tempo de ciclo do produto ou seja eu faço uma medição do tempo de produção de determinado produto, vezes a quantidade de itens produzidos ou seja a quantidade boa de itens produzidos. Então, se eu tenho tempo de ciclo de determinado produto de minuto, e eu produzo cento e cinquenta peças, é cento e cinquenta vezes ou seja, cento e cinquenta minutos produtivos. Esse tempo de ciclo vezes a quantidade produzida, ela é dividida pelo tempo disponível que normalmente é o tempo do calendário, eu pego o número de horas trabalhadas na empresa e multiplico por sessenta, que são o número de minutos que eu tenho em uma hora, e eu posso a partir disso fazer uma relação do tempo que eu realmente trabalhei com o tempo que eu tinha disponível para trabalhar. A eficiência global por meio do AE também pode ser calculada com três outros indicadores, outros índices, que é o índice de disponibilidade, também conhecido como o Mi índice de performance conhecido como a Mi dois e índice de qualidade conhecido como o Mi três. Muito bem.
Speaker 1:No entanto, apesar de ser muito útil e muito utilizada pelas empresas, a eficiência global ela apresenta algumas limitações. A primeira delas é que ela considera somente a variável tempo, ou seja, o recurso tempo. A outra limitação é que ela é mais focada para calcular a eficiência dos equipamentos, então eu tenho dificuldade de fazer a implementação dessa dessa técnica para calcular a eficiência dos sistemas produtivos como todo e principalmente na área de serviços, né? Então eu queria ilustrar pra vocês uma outra técnica que é a análise envoltória de dados, que ela é uma técnica utilizada para medir a eficiência dos sistemas que produzem, possuem múltiplas entradas e múltiplas saídas. Exemplificando, né, eu tenho por exemplo, sistema produtivo de bens, volume de peças de determinado produto, volume de peças de outro determinado produto, e assim sucessivamente.
Speaker 1:Eu posso também ter como uma variável de medição faturamento gerado por esses produtos, a margem de contribuição gerados por esse produto ou a margem líquida gerada por esse produto, isso são todas saídas no meu sistema e eu posso dividir isso pelos recursos utilizados que é a quantidade de pessoas, o tempo disponível pra trabalhar mas também o consumo de matériaprima, o consumo de energia elétrica, o consumo de água e assim sucessivamente. Ou seja, a ideia postula que o mundo é multivariado né então e é multivariável, existem múltiplas variáveis que eu gostaria de medir, e que se eu medir somente tempo eu vou estar fazendo uma medição mais localizada né, e o que pode ser uma uma medição insuficiente pra mim obter a performance do sistema como todo. Então a equação matemática da Dé ela postula que, eu posso a partir de modelo matemático calcular a eficiência dos meus sistemas produtivos a partir da, maximização do somatório das minhas saídas, ponderadas ou seja quando eu tenho múltiplas variáveis eu tenho que de alguma maneira atribuir peso pras minhas variáveis e aí eu faço uma ponderação dividido pelo somatório das minhas entradas também ponderadas, então percebam que agora a minha saída e a minha entrada elas vão ser somadas e de alguma maneira elas vão ser ponderadas, né?
Speaker 1:Pessoal, a análise votória de dados ela de certa forma calcula esses pesos que eu preciso atribuir de uma forma ótima, buscando modelinho de otimização matemática, ou seja, quais são os melhores pesos que eu devo atribuir pra determinada, pra determinado equipamento, determinado sistema, sistema de produção de serviço ou sistema de produção de bens, e que pra que ele maximize a sua eficiência, ok? Bom, pra gente poder entender melhor pouquinho isso né, eu vou discutir exemplo didático com vocês né. Imaginem pessoal, que eu tenho uma necessidade de medir a eficiência do sistema portuário brasileiro. Aí eu vou selecionar alguns portos, por exemplo, porto selecionado é o Porto de Suape, outro porto selecionado é o Porto de Salvador, outro porto é o Porto de Vila Velha, outro porto é o Porto de Multirio, outro é o de Libra T outro é de Sepetiba, outro é de Santos, outro é de Libra T trinta e sete, outro é de Paranaguá, outro é de Rio Grande, outro é de São Francisco e outro é de Manaus. Percebam pessoal que eu peguei aqui uma amostra significativa dos portos brasileiros, considerando doze portos, ok?
Speaker 1:Muito bem. Eu quero medir a produtividade e eficiência desse desses portes então eu preciso num primeiro momento pensar o que que são recursos de entrada, o que são os inputs e o que que são os produtos gerados por esses portos que são os outputs. E aí eu selecionei algumas variáveis, tá? Eu selecionei aqui uma variável que eu vou levantar os dados de todos os portos que é o número de guindastes que existem em cada porto, né? Então eu tenho aqui por exemplo dois portos, dois guindastes em swap, três em guindastes em Salvador, quatro em Vila Velha, dois no multirio, e assim sucessivamente.
Speaker 1:Então o guindaste é uma variável que eu vou considerar na minha avaliação de desempenho. Outra variável é o número de berços, ou seja, quantos berços eu tenho para que o navio possa atracar e para que eu consiga a partir disso fazer o descarregamento dele. Então por exemplo eu tenho swat e swap três berços, eu tenho Salvador dois berços, eu tenho Vila Velha dois berços, multirio dois berços e assim sucessivamente. Muito bem, uma outra variável é a área, a área disponível pra movimentação de cargas né, E aí pessoal eu peguei aqui no nosso exemplo didático né, volume de área tá. Então eu tenho duzentos e setenta e aí vocês considerem aí com alguma unidade de medida que talvez possa fazer significado pra vocês, é só exemplo didático.
Speaker 1:Eu tenho swap duzentos e setenta diária, Salvador setenta e quatro, Vila Velha eu tenho cem, multirio eu tenho cento e oitenta, e assim sucessivamente. Outra variável importante é número de funcionários que existem em cada Porto. Então eu selecionei aqui e coletei os dados do número de funcionários de swap como por exemplo cento e vinte funcionários, Salvador duzentos e cinquenta, Vila Velha duzentos e setenta e três, Multirio duzentos e cinquenta e sete, E por fim pessoal, uma última variável que consta na nossa avaliação, é o número de teus, volume de teus. Pessoal, o volume de teus ele representa o volume de carga movimentada por aquele porto que pode ser considerado aí como o volume de produção, ou seja, a saída do sistema portuário. E aí eu coletei dados em termos de cento e dez teus em swap, cento e seis em Salvador, cento e vinte e três em Vila Velha e cento e cinquenta e no Milt Rio e assim sucessivamente.
Speaker 1:Então percebam que eu tenho modelo multivariado aqui aonde eu tenho de uma forma tenta imaginar numa forma de equação né, então a minha saída que é a parte de cima da minha equação eu tenho altos é somente uma variável mas as minhas entradas que é a parte de baixo da minha equação eu tenho o número de de emdastes de cada porto o número de berços de cada porto a área disponível pra movimentação de carga de cada porto e o número de funcionários de cada porto, ok? Muito bem. A partir disso, a gente pode fazer uma análise de produtividade considerando uma saída e uma entrada por exemplo o número de teus dividido pelo número de funcionários, ou o número de teus dividido pela área, ou o número de teus dividido pelos bers ou o número de teus dividido pelo número de guindastes. No entanto é difícil de fazermos sem ponderar né, uma análise agregando saída, que é uma só nesse caso, mas agregando todas as entradas que são quatro nesse nosso caso. Se a gente trabalhar com análise envoltória de dados, e considerando que o é uma entrada, berço é uma é a segunda entrada, a área, a terceira entrada, o número de funcionários é a quarta entrada e a gente tem uma saída que é o número de teus, e colocar isso num software, que é o Sagep, que também discutimos ele em maior profundidade na nossa aula, a gente pode buscar qual é, quais são os pesos ótimos que eu devo atribuir pra minha saída e para as minhas quatro entradas, buscando calcular a produtividade e posteriormente calcular a eficiência, ou seja, comparando as produtividades dos poréns.
Speaker 1:Nesse caso, o SADIAP ele me retornou a seguinte informação. O porto de swap ele tem uma eficiência de cinquenta e quatro vírgula seis por cento. O Porto de Salvador, ele tem uma eficiência de trinta e nove vírgula quatro por cento. O Porto de Vila Velha, ele tem uma eficiência de trinta e cinco vírgula três por cento. O Porto de Multirio ele tem uma eficiência de cinquenta e oito vírgula três por cento.
Speaker 1:O Libra tem tem uma eficiência de trinta e oito vírgula por cento. Sepetiba tem uma eficiência de seis vírgula por cento, uma eficiência muito baixa. O Porto de Santos tem uma eficiência de sessenta e quatro vírgula dois por cento. O Porto de Libra T trinta e sete tem uma eficiência de setenta e dois vírgula seis por cento. O Porto de Paranaguá tem uma eficiência de cem por cento.
Speaker 1:Observem que aqui a gente tem porto que ele é totalmente eficiente. O porto de Rio Grande, ele tem uma eficiência de oitenta e sete, oitenta e cinco, sete por cento. O porto de São Francisco tem uma eficiência de cem por cento e o porto de Manaus tem uma eficiência de cem por cento. Então pessoal, olha só, observem que no nosso conjunto de dados analisados nós temos três portos que foram considerados eficientes, ou seja, 100% de eficiência para Naguá, São Francisco e Manaus. Nós temos conjunto de portos, ou seja, nove portos que tiveram uma eficiência menor do que cem por cento, variando entre oitenta e cinco até cinquenta e quatro até seis por cento.
Speaker 1:Ok. A partir desse momento a gente tem uma informação bastante importante. Essa informação importante é que nós temos três portos que são eficientes. Neste caso, esses três portos eles são considerados os benchmarks pros demais portos, ou seja, são portos que eficientes, que os portos não eficientes podem visitar para avaliar como são estabelecida as melhores práticas operacionais, okay? Então, a análise envoltória de dados ela nos fornecem essa essa primeira essa primeira informação.
Speaker 1:Qual é a eficiência de cada porto, quem é eficiente, pode servir de benchmark dos demais portos. A segunda informação que ela é muito relevante pros gestores que a análise envoltória de dados nos fornece é que, ela fornece a informação do que cada porto não eficiente deve fazer em termos de melhor utilização dos recursos ou maximização dos produtos, a gente chama na linguagem da análise envoltória de dados que é minimizar as entradas ou maximizar as saídas para que ela se torne eficiente. Então por exemplo, se a gente pegar como exemplo o porto de swap, ela vai dizer que ao invés de usar dois guindastes ela deveria ele deveria usar guindaste, ao invés de usar dois beiiros, deveria usar três beiros você deveria usar dois beiros, ao invés de usar uma área de movimentação de duzentos e setenta deveria usar duzentos, ao invés de usar cento e vinte funcionários deveria usar cem funcionários por exemplo. Desta forma a gente tem o que a gente chama de orientação à entrada, aonde a gente busca manter a saída constante e minimizar as entradas. Mas nós podemos orientar também a saída, ou seja, manter as entradas constantes e ao invés do porto de swap para ele se tornar eficiente, movimentar cento e dez de carga, ele deve movimentar por exemplo cento e cinquenta, cento e sessenta.
Speaker 1:Então, a análise envoltória de dados, ela nos dá o parâmetro que cada DMU, ou seja, cada porto analisado, ela ele deve realizar ou ele deve buscar para estabelecer a sua eficiência, ou seja, ela busca estabelecer quais são os pontos de melhoria. Como é que eu posso reduzir as entradas ou aumentar a saída? Eu posso fazer isso a partir da aprendizagem que eu vou ter visitando os portos considerados cem por cento eficientes que são os meus benchmarks ou seja Paranaguá Paranaguá São Francisco e Manaus ok? Pessoal eu sugiro que vocês pesquisem mais sobre análise envoltória de dados ela tem uma grande capacidade de ajudar de nos ajudar na medição da eficiência dos sistemas produtivos Vou dar exemplo pra vocês por exemplo a BEIA pode ser usada pra calcular a eficiência dos hospitais, aonde os meus resultados pode ser número de pacientes atendidos, número de exames gerados, número de internações realizadas, os meu os meus recursos pode ser os número o número de médicos, o número de enfermeiro, a investimento em em capital, a energia utilizada no hospital, então percebam que ela me permite uma avaliação mais ampla do sistema de serviços também. Outro exemplo didático que pode ajudálos né a fixar a o potencial da DEA é de escritório de advocacia, eu posso medir a produtividade e eficiência de escritório de advocacia, né?
Speaker 1:Então eu tenho lá número de advogados efetivados, números de estagiários por exemplo, o número de horas trabalhadas né, o número de escritórios em si, e eu tenho lá a partir da da utilização desses recursos, volume de produção que é o número de processos gerados, o número de processos executados, o número de processos defendidos. Então percebam que a gente pode transitar, considerando a análise envoltória de dados, da avaliação da produtividade e deficiência do sistema produtivo de bens, pra também avaliação da produtividade e eficiência dos sistemas produtivos de serviço. A DEA é muito usada na área educacional, por exemplo, trabalhar eficiência de universidades, aonde as saídas são o volume de alunos formados, número de artigos produzidos pelos pesquisadores da universidade e os recursos são número de horas aula, número de professores da organização, o número de sala de aula que ela disponibiliza e assim sucessivamente. Então a gente potencializa aí a capacidade e o potencial de avaliação da produtividade e eficiência considerando mais do que avaliar somente eficiência do equipamento e também mais do que avaliar somente eficiência considerando uma variável que é a variável o tempo podendo nesse caso extrapolar pra uma análise multivariaba, okay? Pessoal eu sugiro que vocês estudem mais sobre a DEIA, sugiro também que vocês pesquisem mais sobre o SAGEP que é o software que roda a DEIA também que a gente explicou para vocês nas aulas nas video aulas.
Speaker 1:Desta forma pessoal chegamos ao fim do podcast sobre as técnicas para análise da produtividade e da eficiência em que fixamos os conceitos relativos ao tema três da nossa disciplina. Não esqueçam de conferir mais conteúdos sobre isso no hub visual e também no hub Leitura. Até breve e bons estudos. Pósgraduação Unisinos.