Insubstituível

Um “bug invisível” estragou minha gravação no Loom. Nesse episódio, eu conto como saí da frustração, levantei hipóteses, testei uma a uma e descobri a causa raiz de um problema que parece mundano, mas pode ensinar muito sobre pensamento crítico. Mais do que uma história de software, é um episódio sobre método: observar o contexto, fazer a pergunta certa (“o que mudou?”) e resolver com calma.

Destaques do episódio
  • A importância de enquadrar o problema: “o preview está em 16:9; o arquivo final sai 4:3”.
  • Hipóteses em camadas: hardware, software e, por fim, contexto/ambiente.
  • A pergunta que destrava: “o que mudou desde a última vez em que funcionou?”
  • Testes isolando variáveis: mudar uma coisa por vez economiza tempo e evita confusão.
  • Fugindo do viés de confirmação: quando a primeira explicação (câmera/config) não fecha, revisite o cenário.
Framework usado no episódio (para copiar e colar)
  1. Enquadre: X deveria acontecer, Y está acontecendo.
  2. Liste hipóteses por categoria: hardware, app, ambiente (overlays, extensões, monitores, câmeras virtuais).
  3. Teste uma variável por vez, com micro-experimentos rápidos.
  4. Pergunte: o que mudou desde a última vez que funcionou?
  5. Atualize o fluxo e documente a causa raiz + prevenção.
Qual foi o seu último “bug invisível” e qual hipótese derrubou? Manda sua história — posso trazer alguns casos no próximo episódio. Se curtir o papo, avalie o podcast no seu app e compartilhe com quem vive apagando incêndio técnico no dia a dia.

What is Insubstituível?

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Ulisses Alves:

Na semana passada, eu estava gravando 1 aula no Loom, e aí no preview estava tudo lindo, 16 por 9, do jeito que normalmente é, mas assim que a gravação finalizou, o arquivo saiu Aspect ratio de 4 por 3, e 3, e eu fiquei olhando pro vídeo com aquela cara de what toff sabe? Bateu 1 frustração boa, eu confesso, porque quando a gente está no flow ali a última coisa que a gente quer é brigar com o software, então eu respirei fundo, tirei aquele humor azedo da frente, e vesti o chapéu de problem o chapéu de problem souvar. Primeiro eu defini o problema, o 9 como deve ser, mas a saída final está em 4 por 3. E a partir daí eu comecei a levantar hipóteses e derrubar 1 por 1. Primeiro, eu troquei a câmera que eu estava usando do iPhone para aquela câmera embutida que tem no notebook, porque poderia ser algo de conexão ou resolução nativa do device que eu estava usando, mas nada mudou.

Ulisses Alves:

Segundo, eu abri, eu fechei e abri o Loom pra ver se era algum tipo de pug temporário, mas o resultado continuou igual. Terceiro, eu revisei cada aba de configuração caçando alguma opção escondida que poderia mexer com o do resultado, mas não existia absolutamente nada que controlasse isso. E foi então que eu lembrei de 1 pergunta extremamente importante, O que está diferente aqui em relação à última vez que eu fiz esse processo? Ou seja, a última vez que eu gravei vídeo usando esse mesmo fluxo, quando estava tudo funcionando. Eu tirei os olhos da ferramenta e eu olhei para o ambiente, então com muito cuidado eu olhei para cada janela aberta, cada software em execução, então eu vi.

Ulisses Alves:

Eu uso aplicativo chamado shoot pra tirar screenshots no meu mac, e naquele momento tinha print fixado na tela flutuando por cima das outras janelas, e eu tinha tirado esse print no dia anterior porque eu não queria salvar a imagem mas também eu não queria perder a informação que tinha ali porque eu ia usar depois, e a resposta estava na minha cara o tempo todo, aquele overlay, então eu levantei a hipótese de conflito entre overlays já que o Loom também usa camadas por cima da interface padrão do Mac para renderizar o preview. Eu desfixei o print do shoot, rodei teste rápido e o vídeo final voltou para 16 por 9 como se nada tivesse acontecido, não era câmera, não era configuração oculta, não era azar de segundafeira, era simplesmente 1 modificação que eu fiz no ambiente, ou seja, no contexto que estava interferindo no meu fluxo padrão. Esse é o tipo de situação em que pensamento crítico mostra o seu valor fora do PowerPoint, fora do slide, sabe? E é simplesmente 1 questão de método, eu começo enquadrando o problema numa frase simples, já que fica muito mais difícil resolver quando você não entende o que está errado.

Ulisses Alves:

Eu levanto hipóteses plausíveis, desenho testes e principalmente mudo 1 variável por vez para não contaminar o experimento. Eu também forço meu olhar pra além do aplicativo que estou testando, eu procuro qualquer tipo de detalhe periférico que possa estar afetando o resultado de 1 forma inesperada. Ah, e outra coisa que eu sempre tento, é brigar menos com aquela minha primeira explicação, aquela primeira hipótese que parece ser a mais óbvia, é fácil se apegar naquele deve ser a câmera, e passar meia hora tentando a mesma coisa e obtendo os mesmos resultados, sabe? E quando eu encontro a causa eu simplesmente mudo o processo para fazer verificações que garantam que esse problema não vai acontecer de novo. No fim a gravação saiu como eu precisava e eu ainda ganhei 1 boa lembrança.

Ulisses Alves:

Resolver problema é muito menos sobre ser genial e muito mais sobre saber fazer as perguntas certas, bolar hipóteses, isolar variáveis e observar o cenário com muita calma. Você já se pegou em alguma situação dessa em que você ficou frustrado porque alguma coisa que devia estar funcionando não estava e você não sabia muito bem porque, bom se não, e da próxima vez que algo assim acontecer com você, você tem aí 1 excelente oportunidade para exercitar as suas habilidades de pensamento crítico, beleza? Compartilha esse episódio lá no Linkedin com a gente, conta pra gente se você já teve algum tipo de experiência e até a próxima, valeu pessoal.