No Programa Impressões, personalidades cristãs de diferentes áreas compartilham suas histórias de fé, vocação e serviço.
Depois de conhecerem de perto o trabalho da Sociedade Bíblica do Brasil, os convidados conversam com o Rev. Erní Seibert sobre sua relação com as Escrituras, os desafios de sua trajetória e o impacto da Bíblia em suas escolhas, ministérios e formas de contribuir com a sociedade.
São encontros com líderes, escritores, artistas, comunicadores e outras personalidades que ajudam a compreender como a Palavra de Deus continua marcando vidas e produzindo novas impressões.
Uma produção da Sociedade Bíblica do Brasil, que trabalha para tornar a Bíblia disponível e acessível a todas as pessoas.
Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Aqui é o Rev. Acyr de Gerone Jr..
Nós estamos em mais um programa Impressões da
Sociedade Bíblica do Brasil e você é muito
bem-vindo para estar conosco neste momento.
De uma forma muito especial, temos aqui hoje
conosco o JP, bem conhecido aí nas redes
sociais, fazendo um trabalho de influência cristã, e
para nós é uma alegria recebê-lo.
Seja bem-vindo, que bom que você está
aqui.
Muito obrigado, meu irmão.
Obrigado mesmo pelo convite, estou muito honrado de
estar com vocês.
Muito bem, bom, você deu uma andada aí
pela gráfica, né?
Nós vamos falar um pouquinho sobre isso, mas
antes eu queria conhecer um pouquinho mais sobre
você.
Para o nosso público, talvez tenha alguém assistindo
aqui que não conheça, e gostaria de conhecer
um pouco mais a sua história.
Às vezes a gente tem aquelas informações das
redes, mas quem é o JP?
Como ele conheceu a Bíblia?
Como foi seu processo para chegar a Jesus?
Conta um pouquinho para nós sobre isso.
Eu vim de um lar não cristão, vamos
dizer assim, católico nominal, mais ou menos quando
meus pais se conheceram.
Meu pai não tinha tanta relação com religião
assim, minha mãe tinha mais proximidade com o
catolicismo romano, mas era aquela católica nominal, como
dizem.
Ia a algumas missas, mas não vivia de
fato a fé católica.
Eu nasci nesse contexto, meu pai tinha saído
de um período do budismo, antes de conhecer
minha mãe, então eu cresci ouvindo sobre Deus
de alguma forma superficial.
Deus é o criador de todas as coisas,
ele te protege, você pode falar com ele.
Tinha muitas rezas em torno de orações para
anjos protetores, coisas nesse sentido, então eu cresci
mais ou menos nesse ambiente.
Até que, mais ou menos com 7 anos
de idade, a minha mãe foi evangelizada por
uma vizinha do nosso bairro, ela era batista,
de uma igreja bem pequenininha lá do nosso
bairro, e minha mãe veio à fé e
começou a me levar à igreja.
Nesse período meu pai ainda não era convertido.
Resumo da história, minha mãe, depois da conversão
dela, passou a orar pela conversão do meu
pai também.
E eu me lembro de ver a minha
mãe ajoelhada todos os dias no pé da
cama, pedindo ao Senhor para que ele viesse
a Jesus.
E é muito bonita a história, me emociona
bastante, porque foi a conversão do meu pai
que me trouxe a Jesus.
Eu tinha mais ou menos uns 14 anos,
e foi através das escrituras, lendo as escrituras,
que meu pai veio ao Senhor.
Então é uma história que, depois da conversão
dele, meu pai tinha alguns problemas graves com
o álcool, a gente não tinha tanta proximidade
por conta disso, ele lia as escrituras comigo
em casa todos os dias, depois da conversão
dele.
Eu vi uma mudança de caráter, que meu
pai era a mesma pessoa, mas ao mesmo
tempo ele não era a mesma pessoa, algo
muito grande tinha acontecido com meu pai, e
aquilo, dentro de muitas questões que eu lidava,
até da existência de Deus, passei por uma
época de agnosticismo, mas muito inclinado a não
crer que Deus existia.
Ver uma pessoa que, por tantos anos da
minha vida, tinha sido agido de uma forma,
tido um caráter X, e agora absolutamente contrário
de tudo aquilo que ele tinha sido, despertou
em mim uma curiosidade muito grande.
Como assim meu pai mudou tanto?
A partir da leitura da Bíblia que meu
pai foi fazendo comigo, dos meus 14 até
os meus 17 anos, em que ele começou
a pregar para mim, por meio das escrituras,
eu vim à fé com mais ou menos
17 anos.
Foi através de um vídeo, de uma influenciadora
digital, a Roberta Vicente, ela abriu a Bíblia
Isaías 53, e ela fez um vídeo sobre
esse texto, falando sobre salvação.
É um texto muito importante, de profecia messiânica,
sobre a expiação dos nossos pecados, e foi
na leitura daquele texto que eu tive um
encontro pessoal com Jesus Cristo, e me arrependi
dos meus pecados, e entreguei a minha vida
para Ele.
Então a minha história de conversão tem a
Palavra de Deus do início dela até o
fim, até o dia de hoje.
Para a minha santificação, para o meu crescimento
na fé, a Palavra de Deus está presente.
Rapaz, a gente se emociona de ouvir você
falar, é muito legal o ambiente aqui, eu
acho que está muito legal.
É bonito ver isso, o nosso lema é
semeando a palavra que transforma vidas.
Pelo teu testemunho, a gente vê exatamente isso.
A palavra entra na vida do seu pai,
é a mesma pessoa ali, o mesmo rostinho,
o mesmo tom de voz, mas a transformação
que a Palavra de Deus causa na vida
de uma pessoa é algo que não dá
para explicar humanamente falando.
Ela é poderosa, como diz o escritor aos
Hebreus, ela é viva, ela é eficaz, ela
vai lá onde ela precisa penetrar, mudar, alterar,
e ela fez isso na vida do seu
pai e depois na sua.
Como é bom ver isso, como é bom
ver a Palavra de Deus como o meio
pelo qual a pessoa lê, entende e reconhece
Cristo como Senhor.
Muito bonita a história.
E isso, claro, te influenciou, porque o que
a gente acompanha do teu trabalho, você tem
falado principalmente com o público jovem, trazendo mensagens,
reflexões.
Como se deu isso, o que você faz
exatamente?
Depois da minha conversão, meu impulso mais imediato
foi querer falar para todo mundo daquilo que
tinha acontecido comigo.
Isso faz quatro anos, mais ou menos?
Faz-se uns seis anos, mais ou menos.
Na verdade, vai fazer sete agora.
Foi em 2018 que isso aconteceu, a minha
conversão.
Então, eu quis falar para todas as pessoas
daquilo que tinha acontecido comigo.
Foi como se eu tivesse descoberto algo e
eu descobri algo.
Uma venda foi tirada dos meus olhos sobre
a realidade da vida.
E eu precisava falar de Jesus para as
pessoas.
Então, foi quando eu comecei a postar no
meu Instagram.
Na época, eu não produzia conteúdo cristão assim,
como eu produzo hoje para as redes sociais.
Mas eu comecei a postar devocionais que eu
fazia, de leitura da Bíblia.
E falava, olha, eu estou lendo sobre isso
aqui.
E aí eu postava isso para os meus
amigos lá, para as pessoas que me acompanhavam.
Não eram muitas pessoas, mas foi uma das
maneiras que eu quis muito compartilhar sobre isso
na internet.
Então, começou ali em 2018.
Eram publicações variadas, não eram todos os dias.
Mas eu gravava alguns stories, depois dos meus
devocionais.
Ou postava algum texto no meu feed sobre
alguma coisa que eu estava aprendendo da Bíblia
e coisas nesse sentido.
Mas postagens esporádicas, nada com muita constância.
E eu estava prestes também a prestar vestibular.
Então, estava em um período de estudos muito
grande.
Mas depois da minha entrada na universidade, em
2019, eu comecei a fazer engenharia física na
USP.
E logo depois do ensino médio.
E lá eu tive, nesse meu primeiro ano
de conversão, eu continuei falando de Jesus para
tantos meus amigos da faculdade.
Quanto, sei lá, às vezes eu estava em
um ônibus, eu encontrava uma senhorinha, falava de
Jesus para ela.
Às vezes eu estava na rua, me sentia
impelido a falar de Jesus para alguém.
Então, eu fazia isso tanto ali no meu
Instagram, de vez em quando, quanto para as
pessoas, de forma geral.
Com quem eu me relacionava ou, às vezes,
com quem eu tinha visto pela primeira vez.
E aí, em 2019, na metade do ano,
uma colega de muitos anos, a Jillian, ela
é uma australiana, que não é nem cristã,
na verdade, me falou do TikTok, que era
uma nova rede social que estava surgindo lá
na Austrália.
E eu já conhecia essa rede por conta
da minha irmã mais nova, mas no Brasil
ninguém falava do TikTok, não se usava ainda.
Então, eu comecei a produzir alguns conteúdos, ainda
lá voltados mais para a área de ações
sociais, de forma geral.
Então, eu arrecadava dinheiro para fazer ações sociais.
Eu consegui fazer duas com as ações que
eu arrecadei, lá de doações.
Uma para um orfanato de Jundiaí, na minha
cidade, e outra para um asilo, um abrigo
de idosos em Bragança Paulista.
Então, eu fiz essas duas ações.
Eu fazia algumas publicações que não eram especificamente
cristãs, mas voltadas também para esse conteúdo social.
Então, de alguma maneira, eu queria ajudar as
pessoas dessa forma.
E eu buscava falar de Jesus também nesses
encontros todos.
Tanto no orfanato eu consegui falar melhor, porque
ainda não tinha acontecido a pandemia, foi em
2019.
Em 2020, que foi quando eu fiz ação
para os idosos, eu não consegui, porque estava
tudo fechado.
Mas a minha intenção não era apenas fazer
ação social, eu queria também levar Jesus para
essas pessoas.
Nesse meio tempo, eu não produzia mensagens sobre
a Bíblia, ou coisas nesse sentido, no TikTok.
Eu falava de vez em quando em alguma
live que eu fazia, mas a minha intenção
ainda não era aquela.
Na verdade, eu ainda estava na faculdade, eu
queria continuar a minha graduação normalmente.
Até que eu comecei a sentir e receber,
antes de sentir vontade, eu acho, de falar
de Jesus mesmo, sentar, fazer um vídeo, gravar
falando da Bíblia.
Alguns pastores e amigos começaram a falar para
mim que eles percebiam que eu gostava muito
de fazer isso, gostava muito de evangelizar.
Eu falava com gente, às vezes eu estava
no aeroporto com os meus amigos, a gente
ia fazer uma viagem.
Eu ia para uma atendente e começava a
falar de Jesus para ela, e as pessoas
percebiam que eu tinha essa vontade de evangelizar.
E eu gostava de falar da Bíblia, eu
gostava de falar de teologia, por mais que
eu não tivesse nenhuma formação ainda.
Eu estudava já alguma coisa na internet.
E eles falaram, cara, por que você não
fala de Jesus na internet?
Você já tem alguns seguidores, você já faz
as suas ações.
E tudo bem, você fala de Jesus quando
você está lá com as pessoas que você
está fazendo, mas você faz alguns textos no
Instagram, faz alguns stories.
Por que você não faz no TikTok também?
E aí foi um processo muito difícil, porque
eu não me via capaz, eu acho que
essa era a questão, eu não me via
capaz de falar de Jesus.
Eu dizia assim, cara, mas eu não sei
falar, eu não tenho estudo, eu acho que
vou falar besteira, eu tenho medo de falar
alguma coisa que vai ser errada sobre a
Bíblia.
Então eu tinha um temor muito grande de
ensinar a Bíblia incorretamente.
Mas isso começou a ficar muito grande no
meu coração, crescer.
E um dia, no meu quarto, em junho
de 2020, eu fiz uma oração a Deus.
Eu falei, Senhor, eu estou muito perdido.
Eu não sei o que eu faço da
minha vida, eu estou agora na graduação.
Na verdade, nesse período eu até tinha saído
da faculdade, cortando bem a história e estava
procurando fazer outro curso, não tinha gostado de
engenharia.
Eu falei, Senhor, o que eu preciso fazer
na minha vida?
Para que eu vou viver?
Para que eu existo?
Quem sou eu?
Quem é o João?
E eu tive uma experiência, eu acho que
foi a segunda experiência que eu tive de
ter algo como se fosse Deus falando comigo,
assim, audivelmente.
E ele disse assim, pregue o Evangelho.
E, cara, aquilo foi tão louco assim, eu
vou chorar pra caramba.
Porque eu falei, é isso, é só isso
que eu preciso fazer, eu preciso falar de
Jesus Cristo para o mundo.
Não precisa ser um teólogo para fazer isso.
Exato.
Eu não preciso fazer um curso para falar
de Jesus Cristo.
ele já mudou a minha vida, a palavra
dele já mudou o meu coração.
Eu só preciso falar dele.
Então, nesse momento foi algo tão simples, mas
ao mesmo tempo foi muito importante, muito revelador.
Ao mesmo tempo, eu falei, ok, vou fazer
uma gravação de um vídeo.
Eu estava lendo Jó, nesse período, e eu
fiz um vídeo sobre Jó, um vídeo de
um minuto, falando sobre quando Deus não nos
dá respostas.
E era exatamente o que eu estava passando.
E no final do vídeo eu dizia algo
como se fosse assim, Deus não nos dá
a resposta de todas as coisas sempre, mas
ele é a própria resposta.
E a gente só precisa confiar nele.
Então, foi um vídeo que eu deixei gravado,
e eu não postei esse vídeo no primeiro
dia.
Eu deixei ele gravado e falei, olha, eu
acho que vou postar esse vídeo amanhã.
Eu ainda tinha na minha cabeça algo com
relação a horários de postar.
Não, eu preciso postar meio-dia, porque a
plataforma vai entregar mais para as pessoas, e
eu quero que as pessoas ouçam isso.
E eu estava indo para a casa da
minha ex-namorada, numa sexta-feira de manhã,
e eu estava na rodoviária, pegando ônibus para
ir para lá.
Eram umas sete horas da manhã isso.
Então, imagina, eu planejava postar o vídeo ao
meio-dia daquele dia.
Só que era uns sete da manhã.
Então, até então, eu estava esperando o ônibus
chegar na rodoviária.
Eu peguei o meu celular, comecei a mandar
mensagem para os meus pais, olha, está dando
certo, o ônibus está chegando aqui.
E fiquei esperando o ônibus.
Nesse período em que o ônibus estava para
chegar, eu senti uma vontade muito grande de
postar aquele vídeo.
Falei, não, coisa da minha cabeça, isso, não
é possível que eu tenha que postar.
E aí, de novo, foi como se eu
tivesse tido uma impressão na mente, Deus falando
comigo algo como se fosse, posta o vídeo
porque tem um amigo seu que precisa ouvir
isso.
Eu falei, nossa, que coisa louca.
Não, estou surtando, deve ser um surto de
esquizofrenia, não é possível.
Sete horas da manhã, estou com sono, deve
ser alguma coisa assim.
Mas isso não saiu da minha cabeça.
Aí eu falei assim, olha a falta de
fé do novo convertido.
Eu falei assim, cara, eu vou postar o
vídeo, se não tiver ninguém que responder nada,
que me falar nada, eu reposto o vídeo
mais tarde, porque eu já estava pretendendo postar
meio dia.
Olha a falta de fé, eu fui bem
gideão ali naquele momento.
Deixou por o algodão para ter certeza se
Deus estava falando comigo mesmo.
E aí, na hora que eu postei o
vídeo, eu demorei 43 minutos para fazer isso.
Cheguei às 7h da manhã, 7h43 eu fiz a
publicação.
Mais ou menos 7h45, pulou uma notificação do
meu celular no TikTok.
Era um amigo meu escrevendo, cara, muito obrigado,
como eu precisava ouvir isso.
Aí eu falei, meu Deus, que coisa louca.
E eu entrei no ônibus, fui à casa
da minha ex-namorada, passaram-se duas horas,
e meu celular estava explodindo em notificações do
TikTok.
Muitas, muitas mesmo.
Eu abri, e era o vídeo que eu
tinha postado.
Esse vídeo estava com mais ou menos 90
mil visualizações.
Uau, em uma hora mais ou menos.
É, uma, duas horas ali que eu tinha
postado.
Aí eu olhei aquilo e falei, meu Deus
do céu, que coisa louca.
E todos os comentários de todas as pessoas
que estavam lá, elas diziam assim, muito obrigado,
preciso confiar mais em Deus, preciso me apegar
mais ao Senhor.
E eu nunca tinha visto uma quantidade de
pessoas tendo uma resposta como eu via ali,
aquilo que eu tinha falado.
Então, a partir daquele dia, eu tive a
convicção de que eu deveria continuar pregando o
Evangelho e que as redes sociais seriam um
meio para falar de Jesus e daquilo que
eu tinha feito na minha vida para todos
os povos.
Então, eu iniciei ali um trabalho de postagem
de vídeos mesmo.
Pegava um texto bíblico, um versículo, trabalhava numa
reflexão de um minuto mais ou menos, que
era o que o TikTok permitia naquele período.
E de junho de 2020 a janeiro de
2021, em que eu estava já postando quase
todos os dias, eu me vi impelido a
começar uma faculdade de teologia, uma graduação em
teologia.
E, posteriormente, se reverteu na minha entrada no
seminário Martin Busser, que é onde eu estou
finalizando a minha graduação hoje.
E foi por intermédio do meu atual pastor,
Jorge Jonas Madureira.
E foi nesse período em que o Senhor
me deu a graça de ter ali a
responsabilidade de lidar com mais de 1 milhão
e 500 mil jovens.
Ali no TikTok, especialmente.
Depois continuei esse trabalho no Instagram, mas hoje
também no YouTube tenho continuado ali.
Bom, que história.
Agora, uma curiosidade aqui.
Você estava em engenharia, abandona a engenharia, faz
teologia e a filosofia também entra na história.
Isso, agora estou graduando em filosofia.
E como que se dá isso, principalmente pensando
em teologia e filosofia?
A gente conversou com o pastor Jonas numa
live, foi muito legal.
Você que está assistindo aí pode procurar nas
lives da SBB.
Foi uma live muito boa, vale a pena
assistir.
Mas, diante dos temas, dos desafios, da espiritualidade
que é anunciada hoje, como que esses dois
temas ajudam você no seu trabalho, na sua
abordagem?
A filosofia entrou para mim por muita influência
do meu pastor, do Jonas Madureira.
Ele foi o primeiro filósofo cristão que eu
acho que me fez encantar pelo ensino da
filosofia, por entender que ela não era inimiga
da fé.
E, na verdade, se a gente pega a
história do desenvolvimento da filosofia no Ocidente, o
cristianismo e a filosofia estavam completamente unidos, interligados.
Eles não eram inimigos, eles não eram opostos.
Então, a partir do desenvolvimento da modernidade, com
algumas mudanças de paradigma com relação a como
conhecer o que é verdadeiro, eu diria até
uma apostasia, de fato, que aconteceu, a gente
vê o mundo transicionando de uma mudança que
antes tinha a filosofia como aliada, mas depois
passou a separar fé e razão.
Então, de alguma maneira, eu fui resgatado dessa
antiga amizade que a filosofia e a teologia
tinham por meio do meu pastor.
E comecei a ver que haviam possibilidades muito
interessantes de fazer a ponte entre filosofia e
teologia, que era algo que eu já estava
estudando, a teologia, mas que agora podia, de
um outro lado, lidar com as dinâmicas e
as demandas desse mundo moderno, que tem uma
variedade de visões de mundo, com sistematizações de
pensamento, de pressuposições da vida que estão impedindo
as pessoas de enxergar o cristianismo como plausível,
como crível e outras coisas nesse sentido.
Então eu percebo que a relevância que a
filosofia ainda tem no meio acadêmico, ela contribui
muito para que a gente, através dela, possa
fazer uma boa defesa da fé cristã e,
através dessa boa defesa da fé cristã, que
a gente apresenta bons argumentos para mostrar que
não é uma irracionalidade, não é uma contradição
crer na fé cristã, que a gente pode,
inclusive, levar Jesus Cristo.
Então eu entendo que a filosofia hoje tem
para mim, ela é um instrumento de como
se eu estivesse em um terreno muito sujo,
com diversas coisas construídas na cabeça das pessoas
acerca de Deus, da realidade, que, por meio
da filosofia, eu posso abrir um espaço para
essa pessoa me ouvir falar de Jesus Cristo.
E ela entender que ela não vai ser
irracional, que ela não vai ser ilógica, que
ela não vai estar crendo num absurdo racional
quando ela se submete a Jesus Cristo, quando
ela crer naquilo que o cristianismo ensinou, quando
ela crê no Evangelho.
Então eu entendo como um meio de limpar
o terreno para pregar.
Um meio de limpar o terreno para que
Cristo seja anunciado e que ele mude a
vida dessas pessoas assim como ele fez com
a minha vida e como ele faz com
a vida da igreja dele.
Isso é muito legal, porque o que a
gente pode entender, JP, é que não importa
a área de estudo que você esteja, você
pode olhar aquilo com as lentes da fé
e pensar como você fez, como a filosofia
me ajuda a levar a fé de uma
forma com que seja uma ponte para as
pessoas.
Isso pode ser na psicologia, no direito, em
qualquer área do conhecimento.
E é legal, porque as pessoas às vezes
querem separar.
A minha vida com Deus é lá no
domingo na igreja ou no momento que eu
estou orando em casa.
E esquecem que a vida cristã ocorre no
dia a dia.
Então em qualquer momento da vida a gente
pode exercer essa espiritualidade pensada, refletida, que não
elimina a emoção, não elimina o sobrenatural, mas
que a razão também está presente, não é
inimiga.
E isso é muito legal.
E aí surge então o Clube Fé e
Razão.
Fala um pouquinho sobre o que é isso.
O Clube Fé e Razão é uma plataforma
de estudos teológicos e filosóficos que eu criei,
pensando especialmente em jovens e adolescentes que têm
demandas justamente nesse sentido de conciliar uma fé
que pensa e uma razão que crê.
Isso é uma frase, inclusive, do livro Inteligência
Humilhada, do Jonas.
Para que eles entendam que as duas coisas
não são inimigas, mas que tanto fé quanto
razão são servas de um Deus infinito.
Então a gente não entende aqui a relação
de fé e razão, uma se colocando acima
da outra, mas as duas trabalhando a serviço
de Deus.
E a ideia lá é trabalhar tanto com
temas relacionados à apologética cristã, que tange muito
essa questão da universidade, dos dilemas racionais que
os jovens têm acerca da existência de Deus,
da plausibilidade da existência de Deus e do
fato de o cristianismo ser ou não crível,
até as abordagens apologéticas que existem dentro lá
da plataforma.
Mas a gente tem uma variedade de cursos
também.
Então eu ensino teologia básica, então doutrinas básicas
da fé cristã.
Estou começando agora lá um projeto de teologia
sistemática.
Então, para jovens que estão perdidos na teologia,
que querem começar o estudo teológico, eles querem
fazer uma teologia que se pauta nas escrituras,
que tem uma base de fundamento saudável, teologicamente
falando.
Então eles vão ter isso lá também.
Também lido com dilemas da vida cristã aqui,
dos mais variados possíveis.
A gente lida com temas como pornografia e
masturbação para jovens lá.
A gente tem aulas sobre isso, muito interessantes.
Coisas que são conteúdos que eu já produzo
também na internet, mas que tem lá de
forma muito mais aprofundada.
Lido com temas como maturidade.
Então a gente lida com esse dilema do
jovem de estar crescendo, de estar sendo mudado
por Deus.
Temas relacionados às coisas mais variadas, de pecados
mesmo, como a nossa ira pecaminosa, nosso problema
com materialismo, com apego aos bens materiais.
Eu tenho aulas sobre diversos assuntos, tanto de
vida cristã, como também de temas mais filosóficos,
teológicos.
Então a gente está tentando abordar diversas questões
ali, ao mesmo tempo, para mostrar para esses
jovens que é possível viver uma vida cristã.
Que ela tanto estuda, mas ela também se
ajoelha, ela também ora, ela também fala com
Deus, ela também se entrega ao Senhor de
corpo, alma, mente e coração.
Então é a integralização da vida cristã diante
de Deus.
É a vida diante de Deus, sendo vivida,
seja quando eu estudo, seja quando eu oro.
Isso é muito legal.
John Stott tem um princípio que diz assim,
ouça Deus e ouça o mundo.
É muito legal isso, porque ele está dizendo
assim, a nossa fidelidade, a nossa pregação, a
nossa vida está a Deus, a sua palavra.
Mas isso não me impede de ouvir o
mundo.
Eu achei legal que você foi falando de
alguns dilemas que a juventude de hoje enfrenta.
Você comentou alguns aí, a questão da maturidade,
a questão da pornografia.
Enfim, fala um pouquinho, quais são os principais
desafios da juventude de hoje?
Eu acho que isso é muito importante para
nós que estamos aqui, ainda mais para quem
já não é mais jovem e que precisa
olhar para o jovem e entender.
Jesus era muito prático nisso.
Ele começava a falar dos valores do reino
de Deus a partir da realidade das pessoas,
da vida agro-pastoril do seu tempo.
Paulo, em Atenas, começa a falar para aqueles
especialistas no mundo da filosofia, ele traz aspectos
da filosofia.
É isso que a gente talvez chamaria de
contextualização.
Olha, eu vou pegar a verdade sem alterá
-la da palavra de Deus, mas saber comunicá
-la de uma forma com que as pessoas
entendam.
E você está fazendo isso com a juventude.
Quais são os principais dilemas dessa juventude de
hoje?
Pode começar a lista, a gente aguarda.
Eu diria que as minhas últimas impressões, os
problemas que eu vejo os jovens enfrentando, entram
em um aspecto de identidade, mas que não
é uma coisa superficial.
Esse tema da identidade, de um modo geral,
ele toca em muita coisa e ele se
reflete em uma realidade em que hoje a
gente tem uma porcentagem de pessoas no Brasil
que têm acesso, por exemplo, ao celular.
E, ao mesmo tempo que a gente está
hiperconectado, a gente está vendo as pessoas muito
solitárias.
E o maior desafio que eu tenho visto
como reflexo por uma questão identitária, porque diz
respeito a questões existenciais, quem eu sou, o
que eu estou fazendo no mundo, como eu
lido com os meus dilemas existenciais, as pessoas,
as amizades, eu não tenho para quem contar
e esse tipo de coisa, está muito refletido
na juventude.
Eu diria que não só na juventude cristã,
na juventude de forma geral.
Mas eu percebo isso, as mensagens que eu
recebo, elas sempre têm um teor de pessoas
que não têm com quem contar.
Ao mesmo tempo que tem, que todo mundo
está postando, está todo mundo falando as coisas
nas redes sociais, elas não têm laços fortes
com pessoas, elas não têm para quem recorrer.
E muitas vezes o que eu percebo é
que na dinâmica das igrejas, há muitas igrejas
infelizmente lidando com muitos problemas com relação a
cuidar de pessoas, mas também as próprias pessoas
com dificuldade de se relacionar entre si nas
igrejas, de formar laços, de ter com quem
contar, de ter com quem se abrir.
Muitas vezes eu recebo relatos no meu Instagram,
e óbvio, na medida do possível eu procuro
fazer o máximo para aconselhar, eu me compadeço,
eu procuro dar orientações.
Mas muitas vezes o que eu vejo é,
às vezes tem um menino que vem falar
comigo, uma menina, e é um problema às
vezes que eu falo, nossa, eu nunca me
abriria com uma pessoa dessa forma.
E é muito bonito ver a sensibilidade, a
abertura que se tem.
Mas normalmente a pergunta que eu faço é,
você já conversou com alguém sobre isso?
Cara, eu não consigo confiar em ninguém para
contar isso.
E a quantidade de mensagens que eu recebo
por dia acerca dessas coisas é muito assustadora
para mim.
Então eu tenho percebido que essa juventude está
solitária.
As pessoas estão no meio de um monte
de pessoas, mas elas se sentem desamparadas, elas
se sentem rejeitadas, elas se sentem só.
E eu acredito que, de alguma maneira, a
informação que a gente acha...
A gente está vivendo uma revolução de acesso
à informação.
Ao mesmo tempo que a gente está com
um excesso de acesso à informação, a informação
não produz transformação de coração.
E esse tem sido o maior aprendizado dos
meus últimos tempos.
Interessante.
Então, vamos lá.
As pessoas estão conectadas nas redes, mas desconectadas
de si e desconectadas do próximo.
Olha que perigo é isso.
E como é bom a gente pensar, e
talvez aqui pais que estão ouvindo, líderes das
igrejas, dos ministérios, entender essa realidade, se aproximar.
Então o problema não é a sexualidade em
si, é a identidade que resulta, desdobra na
questão da sexualidade, da profissão, dos relacionamentos.
Exatamente isso.
Então isso é muito legal.
Quem eu sou, para que eu estou aqui,
para onde eu estou indo.
Então, aqui fica um caminho de como a
gente olhar para as escrituras, JP, e falar
como a Bíblia pode orientar quem eu sou
para essa juventude, para onde eu estou indo,
como é o propósito de vida.
Eu acho que isso é muito legal.
Você está ajudando muita gente.
Eu imagino que quem vai ouvir aqui vai
entender muito.
Você é um jovem.
Você está com que anos?
23?
23 anos.
A idade da minha filha.
E, ouvindo aqui, eu já estava pensando, eu
tenho que fazer isso com a minha filha.
Então isso é muito bom.
E eu espero que você que está assistindo
tenha assimilado um pouco disso, nos ajudar a
entender.
Porque, quando a gente passa dessa fase da
juventude, a gente já não consegue mais se
comunicar como deveria.
E aqui está um caminho muito legal que
você fez e trouxe para nós.
Bom, já passamos do horário que deveríamos terminar,
mas vamos lá.
O papo está bom.
Eu queria fazer duas últimas perguntas para você.
Primeiro, você visitou hoje aqui o que a
gente chama de Centro de Produção das Escrituras.
Carinhosamente e popularmente falando, a nossa gráfica da
Bíblia, que existe aí há 30 anos, produziu,
nós comemoramos em novembro do ano passado, 200
milhões de escrituras produzidas aqui, desde o ano
de 1995, enviadas para várias línguas e vários
países.
Mais de 100 países do mundo, mais de
80 línguas.
E eu queria saber qual é a tua
impressão.
Como foi?
Qual foi a experiência?
Gostou?
O que você achou?
Enfim.
Eu já estou emocionado desde o começo do
nosso podcast, muito em virtude da minha experiência
com essa visita aqui.
Eu fiquei, especialmente no começo, quando ela já
começou, a nossa orientadora ali começou a falar
sobre o objetivo da Sociedade Bíblica do Brasil
em compartilhar a palavra de Deus, de modo
material mesmo falando.
E ela começou a falar do acesso de
tribos indígenas e outros povos com outras línguas.
Eu comecei a chorar ali.
Ninguém entendeu nada.
Por que você está chorando, cara?
Como assim?
Eu fiquei extremamente emocionado em pensar em como
Deus é soberano e ele é o dono
dessa missão no mundo de falar de Jesus
Cristo.
A gente só faz parte, a gente só
está cooperando nessa grande missão.
Como disse Paulo, de Deus nós somos cooperadores.
1Coríntios 3.
Então, é um processo muito profissional.
Eu fiquei impactado com o tanto de processo,
na verdade, que tem para fazer a Bíblia.
Mas, de maneira geral, o meu maior impacto
com a visita, para além do tamanho das
máquinas, da rapidez de produção, a gente estava
vendo aqui que aproximadamente 15 mil Bíblias por
dia são produzidas na gráfica.
Eu fiquei impressionado com a quantidade.
Eu comecei a pensar na minha história e
na grande história do mundo.
Que é a história que não é outra
história, senão a de um Deus que está
se revelando, que está dizendo quem ele é.
E a revelação desse Deus é por meio
da sua Palavra.
Como sabemos quem é Deus?
Como sabemos o que Ele faz no mundo?
É por meio das Escrituras.
E compartilhar as Escrituras com milhões de pessoas
é um meio de falar de Deus no
mundo.
E, especialmente para povos inalcançados, que têm línguas
tão diferentes das nossas, com as quais a
gente não consegue sequer falar oi, tudo bem
com você, ver essa produção e esse empenho
me deixou muito impactado, muito, muito, e muito
sedento para continuar falando do Senhor no mundo.
E eu tenho certeza no meu coração que
vai continuar se empenhando.
Deus é o mais interessado em se fazer
conhecido.
A obra é dele, né?
Deus é o mais interessado.
A obra de evangelizar não nasce em nós.
Ela é de Deus.
Nós só amamos o que Deus ama porque
ele ama aquilo primeiro.
Então, a fidelidade do Senhor consigo mesmo me
encoraja cada vez mais a tanto apoiar o
trabalho aqui da SBB que eu quero continuar
divulgando para o máximo de pessoas que eu
puder, para conhecerem a beleza do trabalho que
vocês têm aqui, que é sem fins lucrativos.
Isso é muito bonito.
Isso é muito bonito.
Lucro não é pecado, mas, ainda assim, ver
que tudo está funcionando sem essa motivação é
muito encorajador para mim.
E que o Senhor continue prosperando o trabalho
das mãos de cada uma das pessoas que
fazem parte disso.
Que a Palavra de Deus seja espalhada cada
vez mais em todas as línguas que nós
pudermos falar, inclusive a Bíblia em braile.
Eu fiquei impactado.
Eu comecei a chorar quando vi a Bíblia
em Braille.
Eu falei, gente, seis mil reais para produzir
uma Bíblia.
Enquanto nós produzimos uma Bíblia a cada três
segundos da Bíblia comum, a Bíblia em braile
é uma ou duas por dia.
Olha lá.
Então, olha a grande diferença.
É muita diferença.
E quantas pessoas precisam ter acesso a ela.
É uma Bíblia em braile, para ouvir, para
conhecer o Senhor.
Então, foi muito impactante para mim ver esse
trabalho.
Eu fiquei profundamente mexido e acho que vou
guardar essa experiência para o resto dos meus
dias aqui na Terra.
Isso é muito legal, porque, de fato, a
Sociedade Bíblica não é uma empresa como qualquer
outra.
A gente sempre fica meio em conflito para
dizer o que nós somos e fazemos.
Somos gráfica?
Não, não somos, mas temos uma gráfica.
Somos uma livraria?
Não, não somos, mas temos livrarias para venda
das Bíblias.
Somos o quê?
Você falou muito bem.
Nós somos uma organização sem fins lucrativos.
Nós somos uma organização missionária, de fato.
A primeira Sociedade Bíblica surge em 1804, na
Inglaterra, como fruto do movimento missionário daquele tempo,
do século XVIII para XIX.
E com a intenção de líderes de diversas
igrejas, denominações diferentes, que num propósito comum pensam
o seguinte, nós precisamos criar uma organização que
leve a Bíblia a todas as pessoas.
Em todas as línguas possíveis.
E de uma forma como elas possam pagar.
Porque a Bíblia não era fácil de ser
adquirida no passado.
Então, essa organização surge há mais de 200
anos.
Ela chega no Brasil ainda no século XIX,
trabalhando por meio da sociedade britânica e americana.
E é fundada, assumida pelos brasileiros em 1948.
Com essa missão.
Vamos lá, vamos levar a Bíblia a todas
as pessoas.
Então, a gente tem que produzir as escrituras
para as pessoas em diversos formatos, com diversos
tamanhos de letras, com meios de engajamento.
Por isso, temos Bíblias de estudo, Bíblias temáticas,
para que as pessoas também se engajem com
as escrituras, não apenas leiam.
Nós precisamos traduzir a Bíblia para várias línguas.
No Brasil, nós temos mais de 180 línguas
indígenas.
Cerca de 30, um pouco mais, de línguas
de migração, línguas minoritárias.
E são pessoas que precisam da Bíblia também.
Temos os desafios, no começo do podcast você
falou muito disso, olha, eu fazia muitas ações
sociais, e isso é legal.
Nós temos aqui, não sei se você chegou
a ver em algum momento, o que nós
chamamos de programas bíblicos de impacto social.
Nós acreditamos que a palavra de Deus nos
leva para a rua, para levar essa palavra,
para transformar a pessoa em vulnerabilidade social, a
criança, o idoso, a família, o cego, o
surdo.
Então, tudo isso, nós fazemos muitas coisas com
essa missão de levar essa palavra para transformar
a vida das pessoas.
Não entramos em questões doutrinárias, porque isso as
igrejas fazem, os seminários teológicos fazem, mas nós
queremos que todo mundo tenha a Bíblia, tenha
acesso à Bíblia.
E há muito a se fazer ainda.
Então, para finalizar, essa tua experiência aqui ajudou
a entender um pouquinho melhor do trabalho da
Sociedade Bíblica.
Você já falou que vai refletir na tua
caminhada, nós queremos agradecer por isso, para que
mais pessoas conheçam.
E aí eu termino com essa perguntinha.
Ajudou mesmo de verdade a sua compreensão dessa
realidade?
E deixe as suas palavras finais para quem
está assistindo esse nosso programa.
Com certeza ajudou.
Eu acho que minhas lágrimas falaram mais do
que mil palavras.
Então, as minhas palavras finais para quem está
assistindo isso, é que se a grande pergunta
que a gente tem que se fazer é
quem nós somos, a grande pergunta, talvez a
próxima pergunta seja, ok, então quem eu sou?
Eu gosto muito do livro Confissões de Agostinho,
porque no livro 10, ele está falando agora
diante de Deus, e ele diz algo que
na verdade é fruto daquela passagem de Coríntios,
quando Paulo está falando sobre conhecer aquele que
conhece a ele plenamente.
E Agostinho fala algo como se fosse, que
eu te conheça, oh conhecedor de mim, como
sou conhecido por ti.
A grande resposta para quem nós somos, nunca
vai estar desassociada de quem é Deus.
Para a gente responder quem eu sou nesse
mundo, o que eu estou fazendo aqui, para
que eu existo.
Para que eu vou gastar os meus dias,
no que eu vou gastar meu dinheiro, no
que eu vou gastar minhas energias, no que
eu vou gastar os meus pensamentos.
Eu não posso responder essa pergunta, se primeiro
eu não entender quem é Deus.
É a partir do conhecimento de Deus, que
eu vou descobrir para que eu nasci.
E nós fomos feitos para Ele, nós fomos
feitos para conhecê-lo.
E é no conhecimento dele, que nós chegaremos
à compreensão do nosso verdadeiro eu.
Para entender que há dois eus.
Há um eu que é um velho homem,
que vivia para as ilusões desse mundo.
Vivia se entregando para tudo aquilo que construiu,
que dizia, isso vai me fazer feliz.
Seja dinheiro, sejam relacionamentos, posses, poder.
E esse homem, que é o nosso falso
eu, esse eu narcisista, esse eu que só
pensa em si, só pensa nas suas próprias
coisas, que não consegue olhar para o outro
e amar o outro, que não consegue transcender,
que não consegue olhar para a vida e
ver que a vida é maior do que
ele mesmo.
Se encontrar com um Deus que é maior
do que ele, que se fez carne, abandonou
sua glória, habitou no meio de nós, padeceu
sob o poder de Pôncio Pilatos, ressuscitou no
terceiro dia e que vai voltar para buscar
a sua igreja.
Esse Deus, que é o infinito, se fazendo
homem e morrendo no nosso lugar, ele é
o sentido da vida.
ele é o Senhor do Universo, o Salvador
do mundo, o Cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo e que é capaz
de nos mostrar que esse falso eu não
tem sentido, que ele é uma ilusão, é
uma máscara que a gente cria.
E é só quando esse falso eu, crucificado,
numa espécie de mesma cruz da qual o
nosso Senhor foi crucificado, estiver lá, é que
nós poderemos conhecer quem nós somos.
A leitura dele, para conhecê-lo e amá
-lo para sempre.
Amém.
Como diz João, estes foram escritos para que
conheçam a Cristo e, crendo, tenham vida em
seu nome.
Uma vida que não é apenas na eternidade.
Ela chegará lá, mas ela começa aqui.
Que essa seja a nossa caminhada, conhecendo a
Deus, a revelação de Deus, os propósitos de
Deus.
Isso se passa pelas Escrituras.
JP, muito obrigado por ter vindo aqui.
Você também pode visitar a gráfica da Bíblia.
Você também pode ter a sua própria impressão
do nosso Centro de Produção das Escrituras.
E você pode vir com o grupo da
sua igreja.
Basta ligar na Sociedade Bíblica, nosso telefone, entrar
em contato conosco pelas redes sociais.
Será um prazer também receber você, sua igreja,
seu grupo aqui para visitar a gráfica.
E também pode visitar depois o Museu da
Bíblia, que é aqui pertinho.
Que Deus abençoe você.
JP, obrigado pela presença, por compartilhar tanta história
bonita com a gente e abençoar as nossas
vidas hoje.
JP – Amém.
Muito obrigado, meu irmão.
Deus abençoe vocês.
Até o próximo programa Impressões.